Vivo integra telefonia fixa, banda larga e tevê por assinatura

GVT, comprada pela Telefônica Vivo no ano passado, desaparece do mercado em 15 de abril

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postado em 04/04/2016 16:21


Com investimentos previstos de R$ 8,9 bilhões em 2016 no país, dos quais R$ 360 milhões na região Centro-Oeste, a Telefônica Vivo começou a segunda fase da virada da marca. A companhia, que comprou as operações da GVT de telefonia fixa, televisão por assinatura e banda larga fixa no ano passado, deve completar a fusão até 15 de abril. A marca GVT desaparecerá totalmente nessa data.

O diretor regional da Telefônica Vivo no Centro-Oeste, Emerson Martins, explicou que, com o desaparecimento da GVT do mercado, todas as operações serão concentradas na marca Vivo. “A Telefônica é hoje o maior grupo de telecomunicações do país, com 97 milhões de clientes”, disse. Segundo ele, a Vivo está presente em 3,8 mil cidades com cobertura móvel e, em 186, com os serviços que antes eram da GVT. “Com a integração total, a marca Vivo, que já tem liderança e qualidade nos serviços móveis, se torna referência também em banda larga fixa e TV paga”, completou.

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Apesar do desaparecimento da marca GVT, o diretor de telefonia fixa da Telefônica, Elói Mezzomo, garantiu que a fusão não implicará em redução de pessoal e demissões. “Pelo contrário, estamos internalizando as equipes da GVT na Telefônica”, assegurou. A empresa tem 35 mil colaboradores.

Martins explicou que, com a mudança, a Vivo passa a oferecer os serviços de telefonia fixa, banda larga e TV paga de forma integrada desde já e prepara a inclusão das opções móveis nos pacotes, o que deve ocorrer até o fim do ano, completando a oferta das chamadas “vendas cruzadas”. “Isso não significa que quem comprar um serviço, precisará adquirir outro. Quem quiser só internet não será obrigado a contratar telefonia fixa. Mas é claro que oferecemos vantagens para quem optar por todos os serviços”, ressaltou Mezzomo.

Franquia
A Telefônica Vivo informou que, desde fevereiro, o serviço Vivo Internet Fixa prevê a criação de franquia de consumo de dados. “Promocionalmente, não haverá cobrança pelo excedente do uso de dados até 31 de dezembro de 2016. À medida que isto vier a ocorrer no futuro, a empresa fará um trabalho prévio educativo, por meio de ferramentas adequadas, para que o cliente possa aferir o seu consumo”, explicou a companhia.

A Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) do Ministério da Justiça (MJ) já notificou as empresas Net, Oi e Vivo sobre a criação de novas franquias de dados em planos de banda larga fixa. Para o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), não existem argumentos técnicos e econômicos que demonstrem a necessidade dessas mudanças contratuais. Para o pesquisador em Telecomunicações do Idec, Rafael Zanatta, as empresas não podem usar a franquia de dados como um instrumento para precificar o consumo e segmentar a capacidade de compra.

Na opinião do especialista, o consumidor com menos renda será obrigado a assistir menos vídeos e gastar menos dados. “Isso reforça as desigualdades existentes no Brasil, além de contrariar os princípios do uso da internet garantidos por lei”, disse Zanatta. Para a Vivo, no entanto, “a franquia de consumo de dados de internet fixa já é praticada hoje por alguns dos principais players de banda larga fixa”.

No Distrito Federal, a Vivo possui mais de 1,3 milhão de clientes e 21,91% de participação de mercado. A Vivo é líder no segmento pós-pago no DF, com 35,11% de market share, de acordo com o último balanço divulgado pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), referente a fevereiro. A companhia conta hoje com 13 lojas próprias, mais de sete mil pontos de recarga, 25 revendas e 186 pontos de varejo no DF. A participação de mercado da fixa é de 30% e a velocidade média de banda larga da operadora no DF chega a 15,39 Mbps.

A cobertura fixa da Vivo está em operação em Brasília, Brazlândia, Candangolândia, Ceilândia, Cidade Ocidental, Cruzeiro, Gama, Guará, Luziânia, Núcleo Bandeirante, Paranoá, Planaltina, Recanto das Emas, Riacho Fundo, Samambaia, Santa Maria, São Sebastião, Sobradinho, Taguatinga e Valparaíso de Goiás.
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