Análise: Ultimate Ninja Storm 4 encerra a saga do ninja nos consoles

Último título da série chega com exclusividade para Xbox One, PlayStation 4 e PC. Apesar de alguns erros, os gráficos incríveis, a dublagem em português e os novos modos de jogo chamam atenção

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postado em 04/04/2016 18:02 / atualizado em 05/04/2016 13:52

Namco Bandai/Divulgação


Depois de quase dois anos fora do mundo dos consoles, Naruto Shippuden: Ultimate Ninja Storm 4 chega para concluir a história do mundo. O primeiro título do ninja mais famoso dos mangás feito exclusivamente para a nova geração marca por apresentar um desfecho de qualidade. Mas conta com alguns erros que podem desanimar até os fãs mais entusiasmados com o desfecho.

Pela primeira vez em cinco títulos (Ultimate Ninja Storm 1 ao 3, Generations e Revolution), o usuário consegue controlar praticamente todos os “monstros” do game ainda no modo história. De bestas de cauda aos demônios Suzanoo, conjurados pelos integrantes do clã Uchiha, usando o poder ocular do Sharingan, todos se envolvem em pelo menos um tipo de confronto. Ao incorporar uma das criaturas, o controle demora um pouco mais para responder e as ações são mais lentas; para simular como os seres gigantescos se movimentariam.

Namco Bandai/Divulgação


O modo de jogo é semelhante ao usado no 5° título da saga, o Ultimate Ninja Storm Revolution. O jogador já parte para a ação já nos primeiros minutos e depois vai acompanhando as cenas até que chegue a hora de assumir o controle e se envolver nas batalhas. Os gráficos continuam lindos e ressaltam todo o poder visual da nova geração de consoles.


Vale ressaltar que a história é a mesma do anime, com o benefício de não mostrar os milhões de filers - episódios especiais que dão uma pausa no enredo principal e relembram elementos da trama. Então, para os fãs que se perderam no início da quarta guerra e não sabem por onde continuar (ou não tem paciência para colocar tantos episódios em dia), é só apertar start e vivenciar, de uma maneira bem mais rápida, a luta de Naruto para salvar Konoha e o mundo ninja.

Novidades
O sistema de luta está ainda melhor. Agora, o jogador pode travar batalhas individuais (1x1), em equipe (modo 3x3 onde um ataca e outros dois ninjas podem ser chamados para dar uma breve ajuda) e em grupo (onde o personagem tem que enfrentar uma série de adversários relativamente fáceis). O suporte também passou por algumas modificações e agora oferece a possibilidade de trocar o líder no meio da luta. Ou seja: se você escolhe um personagem para atacar e acaba se cansando dele, é só mudar para um dos outros dois que originalmente foram selecionados apenas para ajudar. Vale ressaltar que as barras de vida e chakra e a quantidade de substituições continuam iguais.

Habilidades especiais - como as lutas e corridas na parede - e golpes combinados também estão entre as inovações. O jogo, que já é legendado há algumas edições, finalmente ganhou suporte para o português e foi dublado com as mesmos pessoas que “emprestam” as vozes para o anime.

 

Namco Bandai/Divulgação

 

Ainda mais conteúdo
Naruto Shippuden: Ultimate Ninja Storm 4 é um dos jogos mais completos da saga. Mais de 100 lutadores -- a maioria já desbloqueada desde o início -- podem ser usados para travar batalhas livres, torneios e ligas locais e on-line.

O game conta ainda com o modo Aventura, que funciona como um desfecho para a história principal e coloca o jogador para realizar missões enquanto explora as várias vilas. A jogabilidade é semelhante à dos títulos mais antigos da série - onde o personagem literalmente corre pelo cenário conversando com outros personagens e coletando tarefas. Apesar dos cenários em duas dimensões, dos diálogos pouco interessantes e da quantidade de personagens desnecessários espalhados pelo mapa e disponíveis para te contar uma história que não tem nada a ver com o modo em si, é uma boa maneira de continuar o jogo após os créditos finais.

Pouco combate
Mas nem tudo são flores. É bem comum o modo história ficar cansativo e acabar desanimando por apresentar poucas partes realmente jogáveis. Cutscenes com o fim da grande guerra, praticamente tomam de conta e preenchem grande porcentagem da história. Os capítulos são divididos em histórias que podem trazer até quatro combates. As vezes, você fica 10 minutos “assistindo” o jogo para entrar em luta apenas uma vez.

É importante explorar todas as ramificações da história? Com certeza! Mas a produção acabou exagerando a mão e praticamente deixou as partes em que o jogador parte para a pancadaria em segundo plano.

 

 


E por falar no modo história, parece que a CyberConnect2 não conseguiu se decidir se usava animação 3D ou fotos do anime com poucas partes em movimento e resolveu mesclar os dois elementos. Apesar de não influenciar em nada no acompanhamento da história, a escolha deixou o jogo um pouco estranho. Talvez o ideal fosse continuar o trabalho feito nos outros títulos e usar as cenas da produção japonesa.

Conclusão
O jogo empolga por apresentar gráficos de qualidade, com dublagem em português, fidelidade a história original e . Com o tempo, as batalhas nada desafiadoras e o excesso de história podem acabar desanimando um pouco. Apesar de alguns erros, o título é um ótimo desfecho para a saga e vale a pena investir algumas horas nele.

Avaliação
- Jogabilidade: 10
- Entretenimento: 9
- Gráficos: 10
- Som: 9
- Nota final: 9,5

Informações técnicas
- Publicação: Bandai Namco
- Desenvolvimento: CyberConnect2
- Plataformas: PlayStation 4, Xbox One, PC
- Classificação: Não recomendado para menores de 12 anos
- Jogadores: 1 (off-line) 2 (off-line/on-line luta livre)
- Preço: R$ 249 (PS4 e Xbox One), R$ 179 (PC)

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