REVIEW

Tom Clancy's The Division oferece mais realismo a temática pós-apocalíptica

No novo título da Ubisoft, Nova York é devastada por um vírus e tomada por criminosos. Completamente online, o jogo exige uma boa conexão de quem quer chegar ao fim da trama

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postado em 25/04/2016 17:00 / atualizado em 25/04/2016 15:47

Ubisoft/Divulgação

O vírus da varíola se espalha pela cidade de Nova York por notas bancárias usadas durante o Black Friday – evento norte-americano em que produtos são vendidos a preços bem mais baratos após o dia de Ação de Graças – em Tom Clancy's The Division. O jogador é um agente da segunda tropa da Strategic Homeland Division (SHD) – ou, simplesmente, The Division – com a missão de manter a ordem na cidade, tomada por criminosos e oportunistas, além de precisar descobrir a fonte do vírus. A trama é bem amarrada e não é impossível de imaginar que a história possa realmente acontecer no mundo real.

 

Depois de cumprir um número de missões e ser transferido do Brooklyn para Manhattan, o agente precisa reorganizar as alas médica, de segurança e de tecnologia do quartel-general. As primeiras missões são voltadas ao resgate dos responsáveis por esses setores. A partir daí, o objetivo passa a ser a recuperação das alas com suprimentos ganhos durante outras missões. Mais informações sobre a origem dos vírus são dadas de acordo com a evolução dos setores.

 

Ubisoft/Divulgação

The Divison requer pensamento estratégico do início ao fim. As escolhas das armas e seus acessórios, das melhorias nas alas e dos usuários que entraram no seu time, por exemplo, precisam ser levadas em consideração. Até o lançamento de uma granada exige planejamento – o jogador escolhe do estilo do equipamento à angulação do arremesso, o que torna a ação mais demorada e menos eficaz.

 

Conexão integral

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Completar as tarefas sozinho é possível, mas o jogo se torna menos cansativo e mais ágil quando você se alia aos outros usuários. Para permitir a interação entre jogadores a qualquer momento, o novo título se tornou o primeiro completamente online da franquia Tom Clancy. Por isso, se sua conexão com a internet for ruim, as chances de se frustrar são grandes. É preciso ter paciência com os atrasos nas ações dos personagens caso a rede não esteja funcionando com uma boa velocidade.

 

Terra de ninguém

Além das missões, o The Division possui ainda uma área conhecida como Darkzone, o modo competitivo. Não há regras: os jogadores podem entrar na zona cega a qualquer momento, escolhendo entre se juntar a outros participantes ou traí-los.

 

Ubisoft/Divulgação

Por ter as melhores recompensas – o local abriga armas e equipamentos abandonados por militares – a “zona cega” se torna tentadora, mas é preciso ter um pouco mais de experiência para se aventurar nesse modo. A atenção precisa ser redobrada já que os ataques podem vir de qualquer lado, inclusive de inimigos controlados pelo computador.

 

Visual

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Apesar de ser um pouco inferior ao apresentado no primeiro trailer lançado em 2013, o gráfico é rico em detalhes. O cenário só não consegue ser mais fiel a Nova York por causa da temática pós-apocalíptica do jogo, que devastou a cidade norte-americana. Percorrendo as ruas da cidade, não existe a sensação de que os elementos são iguais em outras partes do mapa.

 

Ubisoft/Divulgação

Um dos pontos altos do The Division é o trabalho de dublagem. Poder jogar enquanto os personagens conversam e dão instruções em português ajuda na jogabilidade. Até a trilha sonora – que varia de acordo com a situação em que o personagem se encontra – contribui para criar o clima da história.

 

» Avaliação

- Jogabilidade: 8

- Entretenimento: 8,5

- Gráficos: 8,5

- Som: 9

- Nota final: 8,5

 

» Informações técnicas

- Publicação: Ubisoft

- Desenvolvimento: Ubisoft Massive

- Plataformas: PlayStation 4, Xbox One, PC

- Classificação: Não recomendado para menores de 17 anos

- Jogadores: Multiplayer (online)

- Preço: R$ 229,9 (PS4 e Xbox One), R$ 129,99 (PC, em formato digital)

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