Estudo sugere ligação entre uso exagerado das redes sociais e depressão

O trabalho concluiu que, quanto mais tempo jovens adultos passam em sites como Facebook, YouTube e Twitter, maiores são as chances de eles desenvolverem um quadro da doença

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postado em 20/06/2016 06:00 / atualizado em 20/06/2016 09:28

Desde que começaram a se popularizar, no começo dos anos 2000, as redes sociais têm sido alvo de diversos estudos que buscam avaliar seus efeitos sobre o estado emocional dos usuários. Contudo, embora existam em grande número, essas pesquisas tendem a ser limitadas, seja por avaliarem uma só comunidade virtual, seja por avaliarem um número reduzido de internautas.

Para obter um panorama mais completo sobre esses canais de interação, os Institutos Nacionais de Saúde (NIH) dos Estados Unidos decidiram financiar uma ampla análise, que contasse com grande número de participantes e avaliasse várias redes sociais. O trabalho, cuja coordenação ficou a cargo da Escola de Medicina da Universidade de Pittsburgh, concluiu que, quanto mais tempo jovens adultos passam em sites como Facebook, YouTube e Twitter, maiores são as chances de eles desenvolverem um quadro de depressão. A conclusão foi apresentada recentemente na revista especializada Depression and Anxiety.

“Como a mídia social se tornou um componente tão presente na interação humana, é importante para os clínicos que lidam com jovens adultos ter claro qual é o equilíbrio a ser alcançado, podendo incentivar o uso de forma positiva e redirecionar usos problemáticos”, diz, em nota, o orientador do estudo, Brian Primack, diretor do Pitt’s Center for Research on Media, Technology and Health.

Coleta de dados
Os dados foram coletados em 2014. Os cientistas aplicaram questionários em 1.787 homens e mulheres norte-americanos de 19 a 32 anos. As perguntas mediam o nível de interação por meio de diferentes redes sociais e buscavam identificar sintomas comuns em quadros de depressão. Havia no documento questões sobre as 11 plataformas mais acessadas naquele ano: Facebook, YouTube, Twitter, Google Plus, Instagram, Snapchat, Reddit, Tumblr, Pinterest, Vinha e LinkedIn.

Em média, os participantes usavam essas mídias durante 61 minutos por dia e as acessavam cerca de 30 vezes por semana. Mais de um quarto dos participantes foram classificados como tendo “altos indicadores de depressão”. Entre o grupo que apresentava maior quantidade de acessos semanais, a probabilidade de desenvolver depressão se mostrou 2,7 vezes maior. Já entre os que passavam mais tempo diariamente, esse aumento foi de 1,7 vez.

 

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