Silêncio pode ajudar programa de inteligência artificial passar em teste

A brecha, apontada recentemente por cientistas da computação, reacende o debate sobre a utilidade do desafio elaborado nos anos 1950 pelo matemático britânico

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postado em 25/06/2016 06:00 / atualizado em 28/07/2016 19:15

Uma das mais populares referências para os estudos em inteligência artificial, o teste de Turing, criado para avaliar o quão esperto é um computador, pode resguardar uma grave falha. É o que afirmam Kevin Warwick e Huma Shah, da Universidade de Coventry, na Inglaterra, em um artigo publicado na revista especializada Journal of Experimental and Theoretical Artificial Intelligence.

Segundo a dupla, se, no jogo da imitação, uma máquina utilizar como estratégia a habilidade humana de permanecer em silêncio ante uma pergunta, o juiz que a interroga não saberá se aquela entidade é ou não uma máquina. Com isso, o programa em questão pode burlar o juiz e passar no teste de Turing, recebendo a honraria de ser reputado como inteligente.

Para entender o que significa ter uma máquina vencedora no teste, é preciso voltar alguns anos, à época em que a inteligência artificial começou a ser discutida pela ciência e sociedade. Desde o século passado, passou a ser uma preocupação encontrar uma maneira segura de atestar se um ser feito basicamente de silício é inteligente o suficiente a ponto de poder tomar decisões no lugar dos humanos — seja dentro de casa, numa sala de cirurgia ou numa rodovia.

Na década de 1950, a questão foi abordada nos contos de ficção de Isaac Azimov, autor de Eu, robô, e também em um artigo publicado na revista filosófica Mind pelo cientista da computação Alan Turing. O ponto central do cientista britânico era: “Uma máquina é capaz de pensar?”. E, em seguida, propôs um modelo para testar os equipamentos, lançando ao mundo o famoso teste.

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Turing percorreu o seguinte raciocínio: se não é possível definir com precisão o que é inteligência, então também não será possível afirmar o que é inteligência artificial. Porém, ao assumir que o ser humano é inteligente, a máquina que se comportar de um jeito tão convincente a ponto de um humano não conseguir distingui-la de outro humano, terá demonstrado um tipo de inteligência, no caso a de tipo artificial. Em outras palavras, uma máquina que, em um chat, engane um indivíduo, fazendo-o crer por alguns minutos que também é uma pessoa, passará no teste.

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