Balões são usados em experimentos científicos que exploram o espaço

Há planos também de utilizá-los para levar internet a regiões remotas

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postado em 18/07/2016 06:00 / atualizado em 18/07/2016 08:16

 

 

Em sua primeira grande obra de ficção científica, Cinco semanas em um balão, publicada em 1863, o escritor francês Júlio Verne vislumbrou no veículo aéreo uma oportunidade de o homem viver grandes aventuras e realizar fabulosas descobertas científicas. Pouco mais de um século depois, no fim da década de 1980, a Nasa iniciou seu programa de balonagem científica, que hoje lança equipamentos recheados de hélio na estratosfera ao menos duas vezes por ano, embora, diferentemente do que imaginou Verne, não sejam tripulados.

De lá para cá, a agência espacial norte-americana tem contado com a ajuda de universidades e institutos internacionais para aprimorar a tecnologia dos balões de grandes altitudes, uma forma de realizar pesquisas com um custo de produção inferior ao de satélites e foguetes. De acordo com Thyrso Villela, pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e colaborador do Instituto de Física da Universidade de Brasília (UnB), que também contribui com estudos da Nasa, a tendência não é que os balões substituam completamente os satélites, mas sejam cada vez mais utilizados.

“O balão não necessita de nada muito sofisticado, e os experimentos são, em geral, bem-sucedidos. Eles oferecem flexibilidade para corrigir erros e refazer testes”, nota Villela. “Os modelos científicos servem para observação de algumas ondas que não enxergamos devido à atmosfera, como as de raios-X, raio gama, infravermelho e micro-ondas, além de serem usados para testar experimentos que serão embarcados em satélites”, exemplifica.

Treinamento

Jeremy Eggers, chefe de comunicação do Programa de Balões da Nasa, acrescenta outra vantagem dos balões em relação aos satélites: “Eles oferecem um custo relativamente baixo para o acesso à região que chamamos de quase espaço. Como eles são de baixo custo, e as missões normalmente têm um ciclo de vida curto, eles também são um campo de treinamento brilhante para a próxima geração de cientistas e engenheiros”.
 

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