ANÁLISE

Pokémon GO marca um novo modelo de interação com jogos para smartphone

Game de realidade aumentada da Niantic coloca o jogador para sair de casa atrás dos monstrinhos de bolso

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postado em 30/08/2016 17:00 / atualizado em 05/09/2016 19:05

Kin Cheung/AP


“Pelo mundo viajarei, tentando encontraar… um Pokémon e com o meu poder, tudo transformaaaaar” Quem reconhece a música de abertura da primeira temporada do anime japonês certamente sonhou, junto com o jovem Ash, em se tornar o maior mestre Pokémon do mundo. Quase 20 anos depois da estreia da animação, um joguinho para celular pode finalmente transformar o seu desejo em realidade.


Para quem passou o último mês desvendando os mistérios de uma civilização antiga em outro planeta, estamos falando de Pokémon GO, novo jogo de realidade virtual da Niantic que oferece uma jogabilidade completamente diferente ao levar os monstrinhos de bolso para o mundo real. Apesar de muita gente já estar jogando há muito mais tempo - vide Fake GPS e outras formas trapaceiras de acabar com a graça das coisas - o game foi chegou a terras tupiniquins, oficialmente, em 3 de agosto e utiliza a câmera do smartphone para colocar o jogador para levantar do sofá e caminhar a procura de Pikachu e sua trupe.


E é claro que as inovações não param por ai: para te ajudar na sua jornada virtual, o game transforma espaços reais, como placas, paradas de ônibus, esculturas e prédios em Pokéstops — locais que oferecem Pokébolas e outros itens — ou nos tão disputados Ginásios.

 

Pokémon GO/Reprodução

 

Compatibilidade
Pokémon GO está disponível para dispositivos Android a partir da versão 4.4. Para uma boa jogabilidade, é recomendado o uso de aparelhos com no mínimo 2 GB de memória RAM e resolução de 720x1280 pixels. Nos modelos Apple o jogo roda no iPhone 4S atualizado com iOS 8. Dispositivos com Jailbroken e Windows Phone não contam com suporte. Para capturar Pokémon em modelos sem giroscópio, basta desabilitar a opção de Realidade Aumentada.

Jogabilidade
O modo de jogo é relativamente fácil. Basta ligar a localização do celular e começar a andar pela cidade até um Pokémon dar o ar da graça. Depois, é só clicar nele, lançar a Pokebola (não se preocupe, é super normal não acertar de primeira, mas cuidado com a quantidade de pokebolas, elas não são ilimitadas) e aproveitar a sua mais nova captura. Com o passar dos níveis, monstros mais fortes - e consequentemente mais difíceis de pegar - vão aparecendo.


Já que uns pontos a mais não são nada mal, você pode girar a bola antes de lançá-la. E, é ai que as coisas ficam um pouco mais difíceis: acertar um bola giratória, em alguns casos, não é para os fracos.


Agora que a maioria dos "hackers de Ginásio" foi banido, batalhar pela liderança de um dos centros é possível, além de ser extremamente simples. Basta escolher o seu time de seis Pokémon e começar a clicar na tela como se não houvesse amanhã. Durante a batalha, treinadores do seu ou de outros times podem entrar na batalha para te ajudar a derrubar o governante atual. Você pode ainda batalhar com Ginásios liderados por integrantes da sua equipe, com o objetivo de aumentar o nível do local e abrir espaço para mais um monstrinho. Ao ganhar um ginásio, é preciso colocar um monstrinho seu para defendê-lo e ir na loja pegar sua recompensa, dez moedas. 

 

Pokémon GO/Reprodução

 

Problemas
Pokémon GO é extraordinário, por isso faz tanto sucesso e, realmente, caiu no gosto popular. Mas é claro que nem tudo são flores. Quem mora longe dos grandes centros urbanos vai penar um pouco durante a jornada, já que a maioria dos Ginásios e Pokestops estão em áreas mais próximas ao centro da cidade.

 

Pokémon GO/Reprodução


As evoluções também podem se mostrar um desafio a altura. Para cada uma é necessário uma quantidade de Candy (doces), enquanto um Pidgey pede 12 para evoluir para Pidgeotto e cinquenta para Pidgeot, um Nidoran precisa de 25 e depois de cem. É praticamente impossível conseguir esse tanto bala. E, fala a verdade, quantos Dratinis você já viu dando sopa por ai? Sem falar nos quatrocentos doces necessários para evoluir o Magikarp para Gyarados. Dependendo da raridade do Pokémon, é quase impossível fazer com que ele evolua. Até mesmo monstrinhos mais comuns, como Bulbasaur, Charmander e Squirtle são difíceis.

 

Outro detalhe em relação aos candies é que cada bixinho tem o seu tipo. Então, não tem como utilizar o de uma Clefairy em uma Jigglypuff, mesmo as duas sendo do tipo fada. Existem três formas de ganhar os doces: capturando um Pokémon (três por cada captura), chocando um ovo (15 por vez) e mandando um dos monstrinhos para o professor. Neste último, temos mais um problema. Se você manda rum Rattata, por exemplo, o professor te dá um doce. Mas, se for um Raticate, também será apenas um. O ideal seria que essa quantidade aumentasse de acordo com a evolução. 

 

Pokémon GO/Reprodução
 

A diferença de números não é exclusividade das evoluções. O próprio jogador precisa de uma certa quantidade de XP para ir melhorando no jogo. E, se do nível 17 para o 18 são necessários 20 mil e do 19 para o 20 é preciso 25 mil XP, para alcançar o nível 21 o mestre Pokémon tem que ter 50 mil XPs. Os números não são proporcionais, aparentemente, não seguem uma lógica. 


Android/Reprodução
Vale ressaltar ainda que Pokémon GO é um perigo para a bateria do smartphone, mas não oferece danos tão graves para o seu plano de dados móveis. Durante sete dias de uso moderado, o jogo consumiu 75,83 MB do pacote, quase a metade consumida por aplicativos como o Instagram. Já, com relação a autonomia, não tem para onde correr; ele vai acabar com a bateria do aparelho em poucas horas, mesmo no modo de economia. A única saída é andar com uma Power Bank no bolso.

 

O veredito
Simples e divertido, Pokémon GO oferece uma experiência social única, pois faz com que você saia de casa e vá conhecer a própria cidade. Os gráficos podem não ser dos melhores. Mas a jogabilidade é excelente, principalmente por utilizar a realidade virtual. Com isso, deixa o jogo sensacional. É a primeira vez que conseguimos nos distanciar do tão criticado isolamento proporcionado pelas telinhas dos smartphones para sair as ruas em busca de um objetivo em comum: caçar Pokémon.

 

» Avaliação
- Jogabilidade: 9
- Entretenimento: 10
- Gráficos: 6

- Som:5

- Nota final: 7,5

» Informações técnicas
- Publicação: Niantic
- Plataformas: Andoid e iOS
- Classificação: Livre
- Jogadores: Single-player

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