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Análise: Moto Z é fino, poderoso e oferece infinitas possibilidade

Primeiro smartphone modular da Motorola possui 4GB de memória RAM, 64GB de armazenamento interno e bateria de 2.600mAh. A entrada para fones de ouvido faz falta, mas o aparelho é um dos mais inovadores dos últimos anos

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postado em 14/10/2016 16:10 / atualizado em 14/10/2016 16:18

Álef Calado - Especial para o Correio

André Violatti/Esp. CB/D.A Press

Em junho, a sul-coreana LG deu o pontapé inicial na tecnologia de smartphones modulares com o lançamento do G5. O topo de linha chegou ao Brasil com o pseudônimo "SE" e em uma versão mais modesta, com processador Quad-core 1.8GHz Cortex-A72 + Quad-core 1.2GHz Cortex-A53 e 3GB de memória RAM, contra 2.2GHz Quad Core e 4GB de RAM do modelo internacional. O potencial da engenharia também chamou a atenção da chinesa Lenovo (atual dona da Motorola), que desenvolveu e lançou, na primeira quinzena de setembro, o Moto Z, primeiro aparelho montável.


O smartphone conta com processador Qualcomm Snapdragon 820 com CPU quad-core de até 1,8GHz e GPU Adreno 530, 64GB de armazenamento interno (expansível para até 2TB, via cartão MicroSD), 4GB de memória RAM, tela AMOLED de 5,5 polegadas com resolução Quad HD e bateria de 2.600mAh com carregador turbo power. As câmeras possuem 13MP com estabilização óptica e flash dual tone (traseira) e 5MP com flash de LED e abertura angular (frontal).

 

O aparelho chega ao mercado em versões com snaps diferentes, a de entrada, por R$ 3,2 mil (style shell, power pack e bumper transparente), a intermediária Power & Sound Edition, por R$ 3,5 mil (com power pack e JBL soundbooster) e a topo de linha Power & Projector Editions, por R$ 3,9 mil (com power pack e insta-share).

Primeiras impressões


O Moto Z é o smartphone premium mais fino e um dos mais leves do mundo. Essa é uma das primeiras características que notamos ao segurar o aparelho, de apenas 5,19mm de expessura e 136 gramas. A carcaça de alumínio é lisa, bem escorregadia. E, qualquer toque, deixa marcas das digitais, que estão presentes quase o tempo inteiro. Ainda assim, a pegada é firme e o tamanho do display não atrapalha no uso diário.  

 

André Violatti/Esp. CB/D.A Press
 

Design
A aparência do novo topo de linha da Motorola é bem relativa. Enquanto alguns amam, outros odeiam. Na frente, o aparelho lembra o Moto G4 Plus, principalmente por conta do sensor de impressões digitais, que não é um botão clicável e serve apenas para bloquear e desbloquear o smartphone. A função é extremamente útil, visto que os botões físicos da lateral (on/off e volume) são bem parecidos e podem confundir o usuário. Em cima, a câmera e o flash frontal disputam lugar com os vários sensores, praticamente invisíveis no modelo preto e com o único speaker do dispositivo, que quebra um galho como alto falante. Na traseira, a câmera saltada e os pinos magnéticos chamam bastante atenção mas não influenciam no uso diário. Nada que uma das Style Shells que vem na caixa não resolvam.

 

AndroidCentral/Reprodução

Um dos maiores problemas de design do Moto Z é, sem sombra de dúvidas, a ausência da entrada convencional para fones de ouvido, a popular mini-jack. A Motorola explicou que a escolha foi feita para deixar o aparelho ainda mais fino, ajudando no uso dos módulos. Para substituir a entrada, o topo de linha vem com um adaptador USB Type-C compatível com os fones tradicionais. Apesar da gambiarra, ouvir música ainda é muito complicado, já que você pode esquecer ou perder o adaptador.

Software e performance

O Moto Z sai de fábrica rodando Android 6.0 Marshmallow. Seguindo os bons costumes da linha de smartphones da Motorola, a Lenovo não fez quase nenhuma alteração no SO. As únicas novidades ficam por conta dos aplicativos "Snaps", que serve como um newsletter para os módulos, e "Moto", para gerenciar alguns dos recursos do aparelho, como a tela inteligente e os movimentos de atalho.


Na hora do vamos ver, o processador quad-core de até 1,8GHz e os 4GB de memória RAM mostram que não estão para brincadeira e aguentam bem o tranco até mesmo com tarefas que exigem mais processamento. A GPU Adreno 530 roda jogos pesados, como Need For Speed, Asphalt 8 e Mortal Kombat X sem maiores problemas. 

 

Bateria


A bateria do Moto Z possui 2.600mAh e é compatível com a tecnologia de carregamento rápido. Durante os testes, conseguimos quase um dia inteiro de uso moderado com o aparelho, resultado que ficou um pouco abaixo dos dois dias de uso convencional divulgados pela Motorola. Na hora de colocar para carregar, o carregador turbo disponibiliza 100% de autonomia em apenas 1h10.    

Câmera
A câmera do Moto Z possui 13MP, estabilização óptica, flash dual tone e foco a laser. O software é igual ao utilizado no G4 Plus e oferece uma gama gigantesca de possibilidades e comandos que se assemelham a câmeras profissionais. As fotos são muito boas, mesmo em ambientes de baixa luminosidade. A frontal, de 5MP, possui flash, abertura angular para imagens em grupo e também trabalha muito bem. O único problema é o recurso de beleza, que serve para limpar as imperfeições do rosto, mas acaba deixando a pele com um aspecto estranho.

 

    
Conheça os Moto Snaps
O recurso mais interessante do novo topo de linha da Motorola é a tecnologia modular. Chamado de Moto Snaps, ou só Snaps, os módulos oferecem uma gama gigantesca de variedades para o usuário. Por enquanto, apenas cinco equipamentos estão disponíveis, mas a empresa garantiu que irá lançar outros modelos e que eles serão compatíveis com qualquer versão do Moto Z. Vale ressaltar que os módulos também contam com atualizações de software e são extremamente simples de usar: basta juntar o Snap e o smartphone.


Quem tiver uma ideia para possíveis módulos pode entrar em contato com a equipe responsável pelo desenvolvimento dos Snaps ou comprar um kit caseiro de produção. O pacote vem com cards personalizáveis para trabalhar com áudio, bateria e display.  
 
Style Shell (R$ 99)
Capinhas personalizadas feitas de vários materiais.  

Álef Calado/Esp.CB/D.A Press
 


JBL SoundBoost (R$ 698,99)

Para quem não abre mão de caixinhas de som, o JBL SoundBoost é o Snap ideal. Ele tem bateria integrada de até 10 horas e é mais do que suficiente para animar a sua reunião de amigos.

Motorola/Divulgação


Moto Insta-Share Projector (R$ 1.499,00)

E que tal transformar o seu celular em um projetor portátil? O Insta-Share Projector projeta imagens de até 70 polegadas em qualquer tipo de superfície e é ideal para uma boa maratona de Netflix, contanto que você deixe o aparelho ligado na tomada, já que a bateria do módulo descarrega em apenas 40 minutos e ele começa a utilizar a carga do smartphone como reserva. Assistir Game of Thrones em uma projeção no teto do quarto é uma experiência, no mínimo, interessante.

Motorola/Divulgação

 

Incipio offGRID Power Pack (R$ 399)

De longe, o Snap mais útil do conjunto. O Incipio offGRID funciona como uma espécie de capinha carregadora e adiciona 2.200mAh à bateria principal. Ao todo, são 4.800mAh que aguentam até dois dias longe das tomadas, com o modo de eficiência ativado (que deixa o smartphone sempre com 80% de carga). Já que o Moto Z é extremamente fino, a powerpack passa praticamente despercebida por grande parte dos usuários e deixa o smartphone com um tamanho normal.

Motorola/Divulgação


Hasselblad True Zoom (R$ 1.499)

Desenvolvida em parceria com a fabricante de câmeras Hasselblad, o Snap disponibiliza, para o sensor do smartphone, zoom óptico de dez vezes e flash xénon. Por não possuir bateria isolada, o acessório usa a carga do próprio celular. 

Motorola/Divulgação

 

Vale a pena?
O Moto Z é, sem sombra de dúvidas, um dos lançamentos mais interessantes do primeiro semestre de 2016. Os Snaps já disponíveis chamam a atenção e são ótimos equipamentos para quem precisa de um smartphone ainda mais completo. Se a Motorola souber trabalhar bem com a tecnologia modular e cumprir a promessa de que os módulos serão compatíveis com qualquer versão do Moto Z, o topo de linha tem tudo para continuar como o dispositivo mais inovador e um dos mais atualizados do mercado. O preço pode até assustar, mas se você procura um aparelho único, o investimento certamente valerá a pena.

Motorola/Divulgação

Ficha Técnica:
Moto Z


Processador: Qualcomm Snapdragon 820
Memória RAM: 4GB
Armazenamento interno: 64GB (expansível)
Dimensões (A x L x E): 153,3 x 75,3 x 5,2mm
Peso: 136 gramas
Tela: 5,5 polegadas
Resolução: 2560x1440 pixels
Câmeras: Traseira de 13MP e frontal de 5MP
Slots para cartão: Dual SIM LTE 4G
Conectividade: Wi-Fi, Bluetooth 4.1, GPS, NFC
Sistema operacional: Android 6.0.1 Marshmallow
Bateria: 2.600 mAh

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