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Briga de modulares: LG G5 SE enfrenta Moto Z; veja qual se saiu melhor

Smartphones são os primeiros com tecnologia modular a chegar ao mercado. Apesar de compartilharem a mesma engenharia, oferecem soluções bem diferentes

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postado em 31/10/2016 20:10 / atualizado em 01/11/2016 10:34

Álef Calado - Especial para o Correio

LG/Divulgação Motorola/Divulgação
 


Em outubro de 2013, o mercado de tecnologia vibrou quando a Google apresentou os primeiros conceitos do ARA, um smartphone modular que poderia ser completamente moldado de acordo com as preferências do usuário. Infelizmente, em setembro de 2016, o projeto, que prometia revolucionar a maneira de produzir smartphones, foi oficialmente descontinuado.

 

Alguns meses antes da Google tirar o time de campo, a LG lançou o G5, primeiro smartphone modular da linha. O aparelho chegou ao Brasil com o pseudônimo “SE” e em uma versão mais simples, com processador Quad-core 1.8GHz Cortex-A72 + Quad-core 1.2GHz Cortex-A53, 3GB de memória RAM e 32GB de armazenamento interno. Até o momento, sete “Friends” - três módulos e quatro equipamentos - estão disponíveis para o topo de linha da sul-coreana.


O potencial da tecnologia também chamou a atenção da Lenovo, atual dona da Motorola, que lançou, na primeira quinzena de setembro, o Moto Z. Embalado com um processador Qualcomm Snapdragon 820 com CPU quad-core de até 1,8GHz e GPU Adreno 530, 64GB de armazenamento interno e 4GB de memória RAM, o aparelho possui cinco módulos - que no Brasil, ganharam o nome de “Snaps” - e vários pacotes diferentes. O Tecnologia colocou os dois modulares no ringue. Confira qual se deu melhor:


Round 1: Design
Os aparelhos são os primeiros topos de linha de suas respectivas fabricantes a possuir corpo inteiramente em metal. O G5 SE possui display de 5,3 polegadas IPS LCD com resolução 1440 x 2560 pixels (554 ppi) e leitor de impressões digitais na traseira. São 149,4mm de altura, 73,9mm de largura e 7,3mm de espessura e 156 gramas.

Álef Calado/Esp.CB/D.A Press

 

Álef Calado/Esp.CB/D.A Press

O Moto Z possui display de 5,5 polegadas AMOLED com resolução 1440 x 2560 pixels (535 ppi) e o mesmo sensor de impressões do Moto G4 Plus. São 153,3mm de altura, 75,3mm de largura e apenas 5,19mm de espessura, transformando o smartphone no aparelho premium mais fino do mundo. Inclusive, essa é uma das desculpas dadas pela Motorola/Lenovo para a ausência da entrada de fones de ouvido. No G5 SE, ela está lá, firme e forte.

Álef Calado/Esp.CB/D.A Press

 

Álef Calado/Esp.CB/D.A Press
  
As câmeras também são bem diferentes. Enquanto o G5 SE possui dois sensores que não chamam tanta atenção, o Moto Z conta com uma câmera que literalmente salta aos olhos. A protuberância gigantesca do sensor é difícil de ignorar e pode chegar a incomodar alguns usuários mais exigentes. Outro ponto negativo do design do aparelho é a traseira em metal, que tem um fraco por marcas de dedo.

Vencedor: Sem entrada para fones de ouvido não dá para te defender, Moto Z. Quem leva essa rodada é o LG G5 SE.

Round 2: Software
Ambos aparelhos saem de fábrica rodando Android 6.0.1 Mashmallow, mas a experiência com o software é bem diferente. Enquanto o Moto Z possui a versão pura do Android, com praticamente nenhuma modificação, o G5 SE possui uma interface completamente modificada e cheia de bloatwares. A tela de notificações, por exemplo, é branca com alguns detalhes em verde claro e possui uma série de atalhos.

LG/Reprodução

Dos aplicativos pré-instalados, os destaques ficam para Quick Memo e o LG Health. Alguns bem inúteis, como o Fale Smart, que serve só para abrir o site da ouvidoria da LG, o Aplicativos Desinstalados (acho que esse app é alto explicativo), também estão disponíveis, mas podem ser desinstalados. Outros recursos bem interessantes são o Smart Bullet, uma espécie de widget com atalhos do G5 SE, e o Capture , uma tela de edição para os prints da tela.

LG/Reprodução
 


Vencedor: ninguém merece pegar um aparelho com interface completamente estilizada e cheio de aplicativos. Apesar do smartphone contar com a possibilidade de desinstalar os apps, a gente continua defendendo o Android puro do Moto Z.

Round 3: Câmera
Os dois smartphones possuem câmeras de qualidade, com alta resolução, autofoco e estabilização óptica de imagem. Os números divergem um pouco: o Moto Z possui sensor de 13MP e abertura de 1.8, com resolução de 4160 x 3120 pixels, flash dual tone e gravação em 4k (2160p). A frontal possui 5MP, flash e abertura angular para fotos em grupo. O software que acompanha as câmeras oferece um número gigantesco de possibilidades, que vão de fotos panorâmicas a time-lapses.

Já, o LG G5 SE inova por contar com três sensores; dois na parte de trás e um o frontal. A câmera dupla possui um sensor de 16MP, com abertura de 1.8, e outro de 8MP e abertura de 2.0, para fotos com maior ângulo. A frontal possui 8MP e é mais do que suficiente para as suas selfies.


Ambas tecnologias possuem o mesmo problema: o recurso de beleza. A funcionalidade cumpre o que promete e realmente limpa todas as imperfeições do rosto, mas deixam a pele com um aspecto estranho e artificial.


Vencedor: na teoria, o G5 possui especificações mais interessantes do que o Moto Z e a lente angular traz novas possibilidades para o usuário. Entretanto, na prática, o topo de linha da Lenovo leva esse round, graças ao foco de alta velocidade, ao software profissional e as fotos sem tanta qualidade do concorrente.   

Round 4: Bateria
O LG G5 SE possui 2.800 mAh e carregador QuickCharger 3.0, capaz de fornecer 85% de carga em apenas 30 minutos. A bateria do Moto Z é um pouco menor; possui 2.600 mAh e acompanha o excelente carregador turbo desenvolvido pela Motorola/Lenovo.


Vencedor: O G5 SE consegue ficar mais tempo longe das tomadas.

 

Round 5: Módulos
Os dispositivos são os primeiros smartphones modulares do mundo. Isso significa que eu posso adicionar novos recursos para melhorar a experiência com o produto. Apesar de compartilharem da mesma tecnologia, os aparelhos trazem soluções, interfaces e complementos relativamente diferentes.


Para colocar um Friend - nome dado aos módulos - no G5, é necessário apertar um botão na lateral do aparelho, remover a bateria, acoplar a placa no módulo desejado e depois encaixar tudo de volta no celular. Com o Moto Z, o processo é bem mais simples: basta deixar que os imãs façam todo o trabalho.


Conheça os Friends:
360 VR: óculos de realidade virtual. Não é acoplável ao smartphone.
360 CAM (R$ 1799): capture o mundo de todos os ângulos com a primeira câmera 360º da LG. Não é acoplável ao smartphone.
LG Cam Plus (R$ 649): transforma o seu smartphone em uma câmera profissional. Com o dispositivo, você ganha controla o modo manual utilizando alguns botões físicos, além de ganhar mais 1200 mAh de autonomia.
LG Hi-Fi Plus With B&O Play (R$ 1299): os exigentes com a qualidade das músicas vão gostar desse Friend. O Tecnologia recebeu o módulo e constatou que, realmente, a melhoria é sem igual. Ele transforma áudios digitais de 32 bits em sinal analógico amplificado, a partir da saída P2 de 3,5mm.

LG/Divulgação. Edição: Álef Calado/Esp.CB/D.A Press


Conheça os Moto Snaps:
Style Shell (R$ 99): capinhas personalizadas feitas de vários materiais. 
JBL SoundBoost (R$ 698,99): caixa de som com bateria própria de até 10 horas.
Moto Insta-Share Projector (R$ 1499): projetor portátil capaz de reproduzir imagens de até 70 polegadas. Também possui bateria própria, que dura, aproximadamente, 40 minutos.
Incipio offGRID Power Pack (R$ 399): de longe, o Snap mais útil do conjunto. Funciona como uma capinha carregadora, adicionando mais 2.200 mAh à bateria principal.
Hasselblad True Zoom (R$ 1499): praticamente transforma o smartphone em uma câmera profissional, com zoom óptico de 10x e flash xenon.

Lenovo/Divulgação. Edição: Álef Calado/Esp.CB/D.A Press


Vencedor: a LG é pioneira na tecnologia, mas a Motorola/Lenovo, por enquanto, oferece uma solução mais prática. Enquanto a taiwanesa confirmou que a linha “Z” é completamente modular,  boatos dizem que o próximo modelo topo de linha da LG não contará com a tecnologia e que a sul coreana não investirá mais no sistema.

E o vencedor é…
Não podemos negar que a LG é pioneira na tecnologia, mas não encontrou uma forma realmente eficaz de oferecer a modularidade em seus smartphones. O G5 foi uma ótima primeira tentativa, mas trazer uma versão modesta do aparelho para o Brasil foi um verdadeiro tiro no pé. Se os boatos estiverem errados e a sul coreana continuar trabalhando na tecnologia, daqui há alguns anos, o mercado de smartphones modulares pode contar com belos aparelhos. O vencedor da disputa é o Moto Z. 

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