ANÁLISE

Quantum FLY precisa de algumas modificações para realmente voar alto

Smartphone da marca brasileira peca na lentidão de algumas ações e no aquecimento do aparelho

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postado em 28/12/2016 19:45 / atualizado em 28/12/2016 19:48

Quantum/Divulgação

O FLY é o terceiro smartphone da curitibana Quantum, criada por funcionários da Positivo. A nova aposta - considerada a topo de linha da empresa - foi lançado no fim de outubro, sucedendo os aparelhos GO e MÜV.

 

Comparado com os outros smartphones da empresa, o FLY tem um design mais sofisticado, semelhante a outros topo de linha concorrentes. Fino e leve, o aparelho tem bordas curvas e uma traseira de alumínio, que podem vir em três cores: azul, cinza e rosa. A tela de 5,2 polegadas tem alta definição e entrega a qualidade esperada nas imagens reproduzidas no aparelho.

 

Funcionalidades

 

O novo smartphone da empresa curitibana usa o processador deca-core, ou seja, trabalha com dez núcleos para oferecer menos gasto de energia e um melhor processamento. No entanto, o FLY apresenta alguns problemas no desempenho. Mesmo em aplicativos do dia a dia, como o Whatsapp, o smartphone da Quantum tem momentos de lentidão, em que é preciso ter um pouco de paciência para esperar o processamento de ações simples, como rolar a tela para cima ou para baixo e clicar em ícones. As falhas não ocorrem de maneira muito frequente, mas são vezes suficientes para questionar as promessas de melhoria de processamento do deca-core.

 

Quantum/Divulgação

O FLY é equipado ainda com um sensor de impressões digitais na traseira do aparelho. O posicionamento do recurso é excelente: é o lugar exato onde o dedo indicador fica ao pegar o aparelho. Além disso, funciona da maneira esperada.

 

A câmera traseira do smartphone tem 16MP, com flash dual-tone e foco automático. Já a frontal, tem 8MP. Existe ainda o modo Quantum Resolution, que permite fotos de até 24MP, na principal, e 13MP, na frontal. O que permite fazer fotos com boa qualidade. A bateria do smartphone é outra vantagem: com um uso médio, chega a durar mais de um dia.

 

Quente além da conta

 

Outro ponto fraco do aparelho é percebido durante o uso contínuo de alguns aplicativos mais pesados. Em alguns momentos, o FLY esquentou além do considerado normal. O mesmo aconteceu durante algumas recargas de bateria. Mesmo depois de parar de usar o smartphone - por causa da alta temperatura - é necessário alguns minutos para que o celular esfrie totalmente.

 

Para quem quer um smartphone topo de linha para usar aplicativos e funções básicas, o Quantum FLY tem um ótimo custo-benefício. O aparelho tem preço sugerido de R$ 1,4 mil. Já quem exige um pouco mais do celular, pode encontrar algumas dificuldades ao usá-lo. Principalmente ao passar horas utilizando um app mais pesado, como alguns jogos, por exemplo.

 

Ficha técnica

Processador: Mediatek Helio X20 Deca-Core de 64-Bit a 2.1 GHz

Memória RAM: 3 GB

Armazenamento interno: 32 GB

Dimensões (A x L x E): 14,92 x 7,35 mm, 7,5 mm de espessura

Peso: 114 gramas

Tela: 5,2 polegadas

Resolução: 1080x1920 pixels

Câmeras: principal 16 MP e frontal 8 MP

Slots para cartão: dual chip

Conectividade: Wi-fi, Bluetooth 4.1, conexão USB, GPS

Sistema operacional: Android™ 6.0 "Marshmallow

Bateria: 3.000 mAh

Preço sugerido: R$ 1.449

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