Facebook triplica lucro anual e atrai novos investimentos

A empresa fechou o ano melhor do que havia sido projetado por analistas, além de aumentar a quantidade de inscritos para 1,86 bilhão de usuários em dezembro - dos quais 66% se conectam todos os dias

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postado em 02/02/2017 17:46

LOIC VENANCE
 
A rede social americana Facebook quase triplicou seu lucro anual em 2016, chegando a 10,2 bilhões de dólares, impulsionado pelo crescimento sustentado em publicidade no quarto trimestre, e ganhou mais investimentos.

A empresa fechou o ano melhor do que havia sido projetado por analistas, além de aumentar a quantidade de inscritos para 1,86 bilhão de usuários em dezembro - dos quais 66% se conectam todos os dias.


O volume de negócios cresceu 5% nos últimos três meses do ano para 8,8 bilhões de dólares e 54% ao longo do ano até alcançar a cifra de 27,6 bilhões de dólares.

Estes dados devem tranquilizar os investidores, que se mostraram preocupados por verem um crescimento lento. A própria companhia reconheceu que praticamente não há margem para aumentar a publicidade.

Os investimentos vindos deste setor subiram 53% no quarto trimestre, para 8,6 bilhões de dólares.

Mais atenção aos vídeos

 
O diretor financeiro David Wehner repetiu durante uma videoconferência com analistas o aviso dado há três meses: "o nível de crescimento de nossos investimentos diminuirá de forma significativa em 2017".
 
Wehner prevê "um ano de investimentos agressivos" com um aumento dos gastos de 40% a 50% comparado a 2016 para financiar o fluxo contínuo de contratações, as atividades relacionadas com pesquisa e desenvolvimento (P&D), conteúdo e marketing.

O Facebook tem tentado responder a estas preocupações aumentando sua atenção aos vídeos, uma categoria que segundo seu fundador Mark Zuckerberg tem "a mesma importância que o móvel", motor da empresa nos últimos anos, e que no quarto trimestre representou 84% dos investimentos.

A rede social manifestou sua intenção de continuar investindo em vídeos originais, ainda que no início queira se concentrar em conteúdos de curta duração, que têm maior chance de serem compartilhados por usuários, ou produzidos por empresas e celebridades cuja promoção é garantida.

A empresa também disse estar trabalhando em um modelo que permita dividir os investimentos publicitários para produzir mais conteúdos "premium", ou seja, de maior qualidade.

Revés judicial

 
Paralelamente, Zuckerberg confirmou aos analistas a vontade de "continuar fazendo grandes investimentos no âmbito da realidade virtual", apesar de a empresa ter sofrido um revés judicial no Texas por este assunto.

Depois de várias semanas de julgamento, sua filial Oculus foi declarada, na quarta-feira, parcialmente culpada de ter criado seu capacete Rift usando informação roubada da empresa de videogames ZeniMax.

O juiz considerou que os danos sofridos pela ZeniMax chegam a 500 milhões de dólares, segundo um documento acessado pela AFP.

Esta cifra é substancialmente menor do que os quatro bilhões de dólares reclamados pela empresa de videogames no final do julgamento, ao afirmar que algumas de suas patentes, códigos e técnicas de realidade virtual foram fundamentais para o desenvolvimento do capacete.

A demanda foi apresentada em 2014, pouco depois de o Facebook anunciar a compra do Oculus por dois bilhões de dólares.

Apesar de o juiz não ter dado ganho de causo completo à ZeniMax, reconheceu que os criadores do Oculus violaram os direitos de propriedade intelectual e não cumpriram o contrato.

A ZeniMax adiantou após o veredicto que pedirá à Justiça que impeça a Oculus e o Facebook de usarem seus códigos, o que poderia prejudicar seriamente a comercialização do Rift.

O Facebook não se pronunciou sobre o caso, mas a Oculus anunciou que recorrerá a decisão.
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