Duas semanas após falha, Whatsapp sai do ar mais uma vez

Procurada pela reportagem, a empresa responsável pelo app ainda não confirma a queda, nem tem mais informações sobre as causas dela

INFORMAÇÕES PESSOAIS:

RECOMENDAR PARA:

- AMIGO + AMIGOS
Preencha todos os campos.

postado em 17/05/2017 14:14 / atualizado em 17/05/2017 15:40

Caio Gomez/CB/D.A Press

 

O aplicativo de mensagens instantâneas Whatsapp apresentou um período de instabilidade, mais uma vez, na tarde desta quarta-feira (17/5). Há extamente duas semanas, em 3 de maio, o mensageiro também saiu do ar.

 

A instabilidade começou a ser sentida por volta das 14h. Por meio do Twitter, diversos usuários de vários países reclamaram da queda do sistema. A tag #WhatsappDown, inclusive, chegou a figurar na lista dos assuntos mais comentados do mundo na rede social.

 

 

 

 

Por volta das 15h, a empresa reconheceu o problema e afirmou que ele já havia sido solucionado. "Hoje, usuários do WhatsApp em algumas partes do mundo tiveram problemas em acessar o WhatsApp por cerca de meia hora. A questão já foi solucionada por nós e nos desculpamos pela inconveniência", disse, em nota, sem esclarecer, no entanto, as razões que provocaram a instabilidade. Na ocasião da última queda, no começo deste mês, o mensageiro chegou a ficar duas horas fora do ar, também sem uma explicação para o problema.

 

Histórico

O mensageiro já foi suspenso algumas vezes no país por determinação judicial. A mais recente aconteceu em julho do ano passado, por determinação da juíza de fiscalização Daniela Barbosa Assunção de Souza, da Vara de Execuções Penais do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ). Antes, em um período de um ano, o Whatsapp já havia sido bloqueado judicialmente outras três vezes. Em todos os casos, os juízes atribuíram a suspensão dos serviços ao descumprimento de pedidos de quebra de sigilo de informações. Órgãos de segurança pública entendem que o aplicativo estaria dificultando investigações das autoridades.

 

Durante a última suspensão, a empresa que controla o Whatsapp disse, em nota, que, "passos indiscriminados como estes ameaçam a capacidade das pessoas para se comunicar, para administrar seus negócios e viver suas vidas". "Como já dissemos no passado, não podemos compartilhar informações às quais não temos acesso. Esperamos ver este bloqueio suspenso assim que possível", afirmou.

 

Em maio do ano passado, também durante uma suspensão, o próprio fundador e presidente executivo do mensageiro, Jan Koum, se pronunciou sobre as decisões da Justiça brasileira. "Mais uma vez, milhões de brasileiros inocentes estão sendo punidos porque um tribunal quer informações que o WhatsApp já disse repetidamente que não tem", pontuou. "Quando você manda uma mensagem criptografada, ninguém pode lê-la além do seu destinatário. Nem mesmo nós", acrescentou.   


Comentários Os comentários não representam a opinião do jornal;
a responsabilidade é do autor da mensagem.