Jornal Correio Braziliense

Plano Nacional de Internet das Coisas é lançado em São Paulo

O Plano Nacional de Internet das Coisas proporcionará mais inteligência na prestação de serviços públicos e privados capacitação de pessoas, inovação, empreendedorismo, além de colocar o Brasil como desenvolvedor de tecnologias no mercado global

Aline Brito*
A construção do Plano de Ação contou com amplo engajamento do ecossistema de IoT- sigla em inglês para internet das coisas- brasilero, com mais de 100 horas de workshops com especialistas da área - Foto: DivulgaçãoFoi lançado, na última terça-feira (3/10)  no Futurecom 2017,  mais importante evento de Tecnologia da Informação e Comunicação da América Latina, o Plano Nacional de Internet das Coisas, anunciado pelo governo federal desde o fim do ano passado. O lançamento oficial foi feito pelo Diretor de Planejamento e Pesquisa do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Carlos Alexandre da Costa, junto com o Secretário de Política de Informática (Sepin) do Ministério da Ciência Tecnologia Inovações e Comunicações, Maximiliano Martinhão, que anunciaram o plano intitulado “Internet das Coisas: um Plano de Ação para o Brasil”, detalhando as políticas, o plano de ação e as estratégias de implantação das tecnologias que vão conectar dispositivos e equipamentos.

A construção do Plano de Ação contou com amplo engajamento do ecossistema de IoT- sigla em inglês para internet das coisas- brasilero, com mais de 100 horas de workshops com especialistas da área. Esse plano pretende acelerar a implementação da internet das coisas como instrumento de desenvolvimento sustentável da sociedade brasileira, aumentando a competitividade econômica, promovendo melhor qualidade de vida e fortalecendo cadeias produtivas. O plano prevê que essas políticas sejam aplicadas já no período entre 2018 e 2022.

Para a aplicação do Plano Nacional de IoT, as instituições envolvidas – entre elas o BNDS, parceiro no trabalho – realizaram estudos preliminares que identificaram quatro verticais prioritárias para receberem os primeiros serviços, sendo elas: cidades inteligentes, saúde, agricultura e indústria. A previsão é de que essa implementação cause um crescimento de até 27 bilhões nas cidades, 39 bilhões e saúde, 21 bilhões na agricultura e 45 bilhões na indústria. 

Na ocasião, Alexandre da Costa afirmou que o plano expressa uma visão de país. “O Plano olha para frente e não aceita um crescimento de apenas 2% da economia. Ele surge para um país que sonha em voltar a crescer 5% na economia e não aceita nada menos que isso”, disse. Segundo o Diretor, essa é a hora de materializar e buscar resultados. “Esse é um processo de construção coletiva”, comenta. “Com o Plano nós vamos aumentar a competitividade da economia brasileira em um cenário global, desenvolver cadeias inovadoras e melhorar de maneira definitiva a qualidade de vida dos brasileiros”, reiterou.   

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Mario Lemos, líder de IoT da Accenture Digital para a América Latina - empresa que oferece serviços de estratégia empresarial, consultoria, digital, tecnologia e operações-  comentou sobre o lançamento do Plano. “A gente acredita que esse plano terá um impacto muito significativo no PIB”, afirmou. Segundo um estudo realizado pela Accenture, a previsão de crescimento do PIB dos 20 principais países do mundo é 40% até 2030. No Brasil, esse aumento é mais significativo, podendo chegar 210 bilhões até 2030. “As verticais que foram escolhidas para serem tratadas, tem um potencial de ter uma transformação absurda e a gente já começa a ver os primeiros passos disso”, contou Lemos. 

O Plano Nacional de Internet das Coisas proporcionará mais inteligência na prestação de serviços públicos e privados capacitação de pessoas, inovação, empreendedorismo, além de colocar o Brasil como desenvolvedor de tecnologias no mercado global. Na saúde, a comunicação entre equipamentos pode melhorar o atendimento médico, as cirurgias e salvar vidas, tanto em locais remotos quanto em grandes centros urbanos. Já a indústria, vive o momento de mais uma revolução com o aperfeiçoamento das tecnologias de mecanização e perfeição de processos produtivos. E o agronegócio prevê grandes avanços na escala e na qualidade de produção mundial de alimentos para acompanhar o aumento populacional.

Thales Merçal, Coordenador Geral de Ciência e Tecnologia do SEPIN, afirmou que a implementação do plano visará sempre a sustentabilidade e o alcance dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável propostos pela agenda de 2030 da Organização das Nações Unidas. “Até o final do ano devemos lançar o decreto Presidencial que coloca o Brasil, nos próximos 5 anos, no plano de desenvolvimento de IOT. Isso sempre pensando na sustentabilidade”, declarou.