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| Paulo Roberto de Souza e a esposa Claudia Macedo Gil na estacao de esqui de Valle Nevado, no Chile |
O paradigma de que viagem para estações de esqui é algo somente para os ricos, algo que sempre esteve no imaginário popular do brasileiro, se desfez. Na análise de Frederico Levy, diretor da Interpoint Viagens e Turismo, empresa paulistana que vende pacotes para a localidades com neve desde 1984, o progressivo aumento da oferta com a construção de hotéis, a maior divulgação desses destinos turísticos, além de uma conjuntura econômica mais favorável, são os fatores que impulsionaram os brasileiros, de todas as classes sociais, a procurarem essas viagens. “Podemos comparar com os pacotes para a Disney, que, há duas décadas, eram para poucos e, atualmente, estão ao alcance de muitos”, afirma Levy.
A procura por estações de esqui cresce exponencialmente a cada ano. “Aquilo que era muito caro, para uma pequena elite, está bem acessível, inclusive com parcelamento do pagamento”, explica Levy. Ele diz que Chile e Argentina têm uma procura quase igual, variando ano a ano em função de um câmbio mais favorável em um ou outro país. “Com a maior divulgação do produto entre agentes de viagens e clientes e também o boca a boca, as estações se tornaram também um produto mais conhecido”, completa.
No começo da década de 1980, o engenheiro Paulo Roberto de Souza desceu, com amigos, do avião em Bariloche, para aquilo que chamou de uma “despretensiosa viagem de férias”. Os anos seguintes, contudo, provariam que aquela estada em solo argentino o marcaria para sempre. Desde então, ele soma dezenas de idas para estações de esqui, em lugares como Chile, Argentina, Estados Unidos, Canadá e Europa. Atualmente, com 60 anos, diz: “Naquela época ainda era raro as pessoas irem para as estações. Em Bariloche, há 30 anos, eu me encantei com o esporte”.
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