Em Campina Grande, celebra-se o são-joão dos estudantes universitários

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postado em 11/06/2015 15:35 / atualizado em 11/06/2015 16:13

Ataide de Almeida Jr.

Prefeitura de Campina Grande/Divulgação

O são-joão de Campina Grande, conhecida como cidade universitária do Nordeste começou na última sexta-feira e segue até 5 de julho. São esperadas mais de 2 milhões de pessoas no Parque do Povo, local que concentra as atividades da festa. Na área de 42,5 mil metros quadrados foi montada uma estrutura que inclui palco; 70 camarotes e um espaço front stage; área para apresentações de quadrilhas; cidade cenográfica com réplica da Catedral de Nossa Senhora da Conceição, do cassino Eldorado e do Cine Capitólio; e 300 barracas, entre restaurantes, bares e quiosques. A proposta deste ano é resgatar o são-joão tradicional da cidade.

E para animar essa multidão, a programação conta com mais de 200 atrações — entre elas Elba Ramalho, Flávio José, Ton Oliveira, Zé Ramalho, Os 3 do Nordeste, Amazan, e Biliu de Campina, todos representantes da tradicional cultura nordestina. Para o público mais jovem, há as famosas bandas de forró estilizado, como Aviões do forró, Banda Afrodite, Magníficos, Os Três do Nordeste, Genival Lacerda e Gatinha Manhosa. Além dos artistas e das bandas, 72 trios de forró se apresentarão nas palhoças instaladas na parte inferior do Parque do Povo e na Pirâmide, garantindo muito arrasta-pé.

Como ocorre em Caruaru, a festa de Campina Grande também é dividida em polos: Parque do Povo, Locomotiva Forrozeira, Sítio São João e a Vila do Artesão (confira no quadro o que cada lugar oferece). Paralelamente, os turistas e os moradores terão atrações espalhadas pela cidade. Um dos destaques é a exposição do Memorial do Maior São João do Mundo, que fica próximo ao Parque do Povo. São quadros, cartazes, fotos e objetos de mais de 30 anos de história. “O objetivo é resgatar a tradição, para que as pessoas não percam a fundamentação do evento”, explica Cléa Cordeiro, criadora e coordenadora do Memorial.

“Mostramos características, como começou, a origem e a evolução da festa, além de destacar os principais elementos presentes hoje. Queremos também estimular nas pessoas e nos realizadores do eventos a importância do evento e estimular o debate dessa forma de cultura”, afirma Cléa. A entrada no Memorial é gratuita.

Prefeitura de Campina Grande/Divulgação

Quadrilhão


Além disso, não poderia faltar o Concurso Estadual de Quadrilhas Juninas. Mais de 50 grupos devem se apresentar por toda a região da Paraíba. No são-joão de Campina Grande, a promessa é de bater um recorde. As apresentações do “Quadrilhão Mexe, Campina!” devem reunir 750 casais ultrapassando, assim, a marca do ano passado, que teve 725 pares.

Houve ainda mudanças na estrutura do Parque do Povo, para beneficiar as apresentações das quadrilhas, como um novo espaço para as exibições diárias e a inclusão de camarins, nos quais os dançarinos poderão se preparar antes de enfrentar a plateia.

A área de apresentação das quadrilhas está montada em frente à Catedral cenográfica, na parte de baixo do Parque do Povo, onde será instalada uma estrutura móvel de tablado. Mas os grupos que disputam os campeonatos continuam se apresentando na na Pirâmide do Parque do Povo.

Ainda como parte do são-joão da cidade, o participantes podem ver o Projeto Cultura e Fé, com show do padre/cantor Fábio de Melo; a Corrida do Jegue, onde os participantes cumprem uma prova montado nos bichos; e os festejos juninos nos distritos de Galante, no qual é possível ir com a Locomotiva Forrozeira, e São José da Mata.

Prefeitura de Campina Grande/Divulgação

Artesanato


Se a intenção também é conhecer um pouco dos trabalhos artesanais da cidade, além da Vila do Artesão, o visitante poderá participar da 22ª edição do Salão de Artesanato da Paraíba, que vai até 30 de junho. O tema deste ano é “As mãos que trabalham nossa cultura” e a organização estima receber mais de 100 mil visitantes este ano, muitos vindos do são-joão.

Ao todo, serão 400 artesãos, de 62 municípios, representando quase 3 mil profissionais. Na exposição, produtos feitos em madeira, couro, fios, fibras, brinquedo popular, ferro, algodão colorido, osso, arte indígena, pedra, cerâmica e habilidades manuais. E não poderia faltar a degustação e a venda de comidas regionais.

Ainda na área de cultura, há a 5ª edição do projeto Casa da Cultura Sesi Arraiá do Conhecimento — Cinema para todos. Neste, o órgão do sistema S montou uma estrutura para reproduzir a Praça Clementino Procópio, Cine Capitólio, Abrigo Maringá, Relógio Tô Doidão e Monumento Lions Clube, ocupando uma área de aproximadamente 3.200 metros, onde ocorrerá a exibição de filmes gratuitos, que valorizam escritores e cineastas nordestinos, shows com trios de forró e artistas convidados (confira a programação dos longas no quadro abaixo).

 

Polos de Campina Grande

Parque do Povo
O local concentra as principais atrações musicais e gastronômicas do evento. Este ano mais de 300 barracas, bares, e restaurantes vão funcionar por lá. O Parque do Povo possui uma área de 42,5 mil metros quadrados e está situado no centro de Campina Grande.

Locomotiva Forrozeira
Para quem não ficar parado — literalmente —, a melhor opção é seguir para este polo. Trata-se de um passeio de trem entre a cidade de Campina Grande e o distrito de Galante. A composição conta com oito vagões, todos animados por um trio de forró. Durante uma hora e meia de cada percurso, o passageiro dança o autêntico forró pé de serra e conta com uma estrutura que dispõe de bares, banheiros, equipe médica e segurança especializada. As viagens ocorrerão em 13, 14, 20, 21, 24 e 27 de junho de 2015, saindo às 10h e retornando às 15h. O local de saída é a Estação Velha, onde funciona o Museu do Algodão.

Sítio São João
Idealizado por João Dantas, dramaturgo campinense com mais de 30 anos de atuação nas áreas de documentação histórica, produção teatral, cenografia e poesia popular, o Arraial do Sítio São João consiste numa espetacular montagem cenográfica em tamanho natural de um vilarejo rural dos séculos 19 e 20 composto de todos os imóveis e atrações tradicionais presentes nas festividades juninas. Este ano, a organização montou uma estrutura chamada “Viva o Forró de Zé Lagoa”, com 500m² de área. “É um ambiente rústico com conforto. Montamos um local com estrutura sanitária, mesas e cadeiras. Temos até um parque infantil para crianças acompanhadas dos pais, para que elas fiquem brincando enquanto os pais estão forrozando”, disse, em nota, João Dantas.

Vila do Artesão
A vila do Artesão é o lugar onde se encontra tudo o que Campina Grande tem de melhor para oferecer em artesanato. São cerca de 300 artesãos, e a expectativa é que seja gerado 1,7 mil empregos na cidade. Além das 77 lojas, há espaço destinado a dança, apresentações folclóricas e exposições, praça de alimentação, auditório. Há ainda a comida regional em restaurantes que ficam no meio da vila.

Na telona

Dias 12, 13 e 14
Cancha - Antigamente era mais moderno, de Luciano Mariz (doc)
Essas senhoras, de Glaucio Souza (doc)
Peregrinos, de Adeilton Costa (doc)

Dias 19, 20 e 21
O bolo, de Taciano Valério
Antoninha, de Laercio Filho
Capela, de Ramon Batista (doc)

Dias 26, 27 e 28
A alma das ruas, de Jaime Guimarães (doc)
Sophia, de Kennel Rogis
Camelos do Ingá, de Carlos Mosca e Ronaldo Nerys (doc)

Dias 3, 4 e 5
Biliu, o maior carrego do Brasil, de Lau Barbosa (doc)
O Reinado encantado de Caiana, de Ítalo Jones Marinho (doc)
No ventre da Poesia, de Karla Christine e Carlos Mosca (doc)
 

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