ENOTURISMO

Mendoza, a terra do malbec e os vinhedos de Salta e da Patagônia argentina

Na Argentina, tradição, altitude elevada e solo árido dão corpo a uvas irrigadas pelo degelo da Cordilheira dos Andes. O Turismo selecionou as vinícolas de destaque

INFORMAÇÕES PESSOAIS:

RECOMENDAR PARA:

- AMIGO + AMIGOS
Preencha todos os campos.

postado em 26/07/2015 10:00 / atualizado em 24/07/2015 16:31

Achaval Ferrer/Divulgação


Você já tomou vinho argentino? É provável que sim, pois só no ano passado foram importados dos hermanos 50 milhões de litros da bebida. Até janeiro de 2015, a Argentina tinha 17% de participação no mercado de vinhos brasileiros — atrás apenas do Chile, líder do ranking com quase 40%, segundo levantamento do Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin).

A presença de sabores argentinos nas adegas do Brasil não é por acaso. Os vizinhos são conhecidos pelo cultivo de uvas malbec de altíssima qualidade. Além disso, apresentam como cartão de visita a região de cultivo de uvas mais alta do mundo e as vinícolas do extremo sul da América.

Salta é o estado argentino responsável pelo quê de tradição das uvas argentinas. As primeiras videiras do lugar foram introduzidas no século 17, pelos jesuítas. A altitude do local varia entre 1.750m e 3.050m acima do nível do mar — é a região vitivinícola mais alta do mundo.

Mendoza vive da fama do vinho. A região é responsável por 80% da produção interna — número que garante ao país o título de quinto produtor mundial. De altitude média e solo árido, a cidade conhecida como “adega da Argentina” fica aos pés da Cordilheira dos Andes e conta com mais de 100 vinícolas abertas à visitação. Luján de Cuyo, localizada na zona central de Mendoza, é conhecida como La Tierra del Malbec.

A Patagônia é um verdadeiro segredo desvelado por quem segue a rota do vinho argentino. Localizada no extremo sul da América, na altura do paralelo 39, é responsável por apenas 1,69% do cultivo nacional. Os vinhedos de lá sofrem menos com a altitude, pois estão entre 300m e 500m acima do nível do mar e recebem água da Cordilheira dos Andes, o que dá um toque especial à maturação das uvas. (Com informações de Rafaella Panceri)

Bodega Colomé/Reprodução

Colomé (Salta)
www.bodegacolome.com
Construída em 1831 no Valle Calchaquí, a vinícola produz mais de meio milhão de litros de vinho, exportados para mais de 25 países ao redor do mundo. Desde 2001, as instalações da vinícola contam com equipamentos de tecnologia avançada, uma estância que funciona como hotel rural e o Museu James Turrell, que hospeda obras do artista plástico norte-americano.

Bodega Fin del Mundo/Divulgação

Bodega Del Fin Del Mundo (Patagônia)
bodegadelfindelmundo.com
Primeira vinícola de San Patricio del Chañar, Neuquén, a “bodega do fim do mundo” está localizada em um lugar ocupado pelo deserto patagônio há poucos anos. Hoje, um oásis, a vinícola produz vinhos premiados na Argentina e no exterior. Em julho e agosto, os visitantes podem participar da poda anual, que prepara os vinhedos para a próxima colheita, além de aprender sobre o terreno patagônico, tipos de irrigação e benefícios da poda. Vale a pena experimentar o Gran Reserva Del Fin del Mundo, um dos vinhos mais famosos da casa.


Achaval Ferrer (Mendoza)
www.achaval-ferrer.com
Os vinhos da Achaval Ferrer vêm de quatro vinícolas que, juntas, têm 17 anos de história e mais de 51 hectares de uvas de variedades diferentes, com predomínio das malbec. A vinícola aberta a visitação do público é a Bella Vista, que conta com adega localizada no sopé das montanhas, à beira do rio Mendoza. Os anfitriões prometem aos visitantes não só os melhores vinhos, mas as histórias mais fascinantes.
Comentários Os comentários não representam a opinião do jornal;
a responsabilidade é do autor da mensagem.