Joias espanholas: faça um passeio pelos povoados da Andaluzia em três dias

Depois de conhecer Jerez de la Frontera, seguir rota sem pressa é uma das maravilhas desta viagem pelo sul do país. Cada povoado tem uma história para contar. E perder-se pelas vielas e paisagens é o melhor do passeio

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postado em 05/08/2015 19:01 / atualizado em 05/08/2015 19:01

Carolina Cotta /d

Wikimedia/Divulgação

Vejer de La Frontera também pode ser um bom ponto de partida para um passeio pelos Pueblos Blancos. A região faz parte da Costa de La Luz, no sudoeste da Andaluzia — e é uma ótima pedida para curtir o verão espanhol. A praia mais próxima é Canos de Meca, um reduto hippie no passado que, hoje, preserva um litoral deserto. A 40 quilômetros está Bolonia, famosa por aqui depois da “visitinha” de Cicarelli. Outra opção é seguir até Tarifa, paraíso dos surfistas e um dos pontos de travessia para Marrocos. De Vejer saem passeios de um dia para a cidade de Tanger, já no continente africano. Atravessar o Estreito de Gibraltar pode ser uma experiência a mais. O Turismo preparou um roteiro de três dias para essa viagem. Divirta-se.

 

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1º DIA

Pueblos Blancos


Não existe “a” Rota dos Pueblos Blancos e sim dezenas de aldeias brancas ao redor de estradinhas escolhidas ao gosto do freguês. Cada um, portanto, traça seu trajeto ou se permite “perder-se” pelos vilarejos. De Jerez de La Frontera (foto), a sugestão é seguir para Vejer de La Frontera, charmoso e romântico para passar a primeira noite. São apenas 72 quilômetros, então, na primavera-verão, quando anoitece só depois das 21h, dá para conhecer minimamente a cidade incrustada em uma colina. Vejer tem uma parte mais antiga e turística, aquela que parece ter parado no tempo, e é possível andar muito tempo sem cruzar com ninguém; e uma parte mais nova, onde mora a população local. Ambas são branquinhas. Escolha uma opção de hospedagem com os típicos terraços da Andaluzia. Não há nada de visitação “obrigatória”. A vila, em si, é a atração.

Igreja
Ainda na cidade de Vejer de la Frontera, vale a visita À Igreja do Divino Salvador. Construída no século 16, apresenta tanto características árabes como dos períodos romântico e gótico em sua construção. Ela tem essa formas por ter sido construída no período em que os cristãos expulsaram os muçulmanos do território.

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2º DIA
De Vejer a Ronda

São 250km de Vejer a Ronda, que devem ser feitos sem pressa. A graça é ir parando nos povoados que mais chamarem sua atenção. Há de todo tipo: os com cara de vila grande (Arcos de La Frontera); ao pé da serra (Ubrique); no alto de colinas (Olvera); perdidos no meio do nada (Villaluenga del Rosario); e o mais curioso de todos, o pueblo blanco dentro da pedra: Setenil de las Bodegas. Parte desse roteiro está dentro do Parque Natural da Serra de Grazalema, reduto de ciclistas e escaladores. O terreno acidentado e o solo com jeitão de Lua são atração à parte.

Arcos de La Frontera, a 150km de Vejer, pode ser a primeira parada. No caminho até Ronda, será o maior dos pueblos. Estacione o carro o mais perto possível da cidade alta para ver a vista da região. Siga em direção a El Bosque, 28km à frente, para entrar de vez no parque natural. Mais 16km e estará em Ubrique.

De Ubrique a Zahara de la Sierra está a parte mais bonita do passeio: a estradinha é deserta e a sensação é de que um deslizamento de pedras pode ocorrer a qualquer momento. Mas o visual vale a aventura. O pueblo de Grazalema (foto à direita) é a melhor opção para o almoço.

O pueblo seguinte é Zahara de la Sierra, mas o mais bonito dessa parte é a represa Zahara-El Gastor, costeada pela estradinha. Mais 45km e se chega a Olvera, com uma igreja e um castelo contrastando com o branco no alto da colina. O pueblo seguinte não tem uma vista tão marcante quanto os anteriores, mas dá uma certa apreensão andar pelas suas ruas estreitíssimas. Os nativos estão tão acostumados à dificuldade do turista de dirigir por ali que já vão sugerindo parar o carro no meio da rua mesmo para conseguir uma foto dessas casas-pedras. Mas é o fechamento perfeito para um dia por povoados tão distintos.

Dicas
Para almoçar em Grazalema, a recomendação são três restaurantes: o Gastrobar La Maroma, que fica na Calle de Santa Clara; a Meson los Alamillos, na Ctra Arcos-Ronda; e Mesón el Simancón, na Plaza Asomadero. Os três servem o melhor da comida espanhola.

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3º DIA
Para fotógrafos

O entardecer visto da ponte sobre o Rio Guadalevín é uma das cenas mais fotografadas da Espanha. O coreto, antes de atravessar a ponte, é uma reunião de tripés e objetivas milimetricamente posicionados para conseguir a foto perfeita. O pôr do sol já valeria a visita a Ronda, mas a cidade, já na província de Málaga, tem outros cartões-postais. O desfiladeiro é um deles. E ele precisa ser visto durante o  dia, para se contemplar o relevo, e à noite, o efeito da iluminação noturna dá uma sensação maior da imensidão abaixo da ponte. Ronda tem ainda a mais antiga Plaza de Toros da Espanha (foto).

Diferentemente das visitas às plazas de Madri e Sevilha, ali é possível pisar no “palco”. O tour também permite conferir o local onde os animais esperam para ficar cara a cara com os toureiros. Dali pra onde? Para passar mais dias na região, uma opção é Fuente de la Higuera. Há quem chame o local de Provence espanhola. Mas, para quem já vem de Sevilha, nada mais natural que fechar a viagem com outro clássico espanhol. Granada e seu impressionante Palácio de Alhambra estão a apenas 100 quilômetros dali. Com certeza, vale seguir em frente.

História
A Plaza de Toros da Espanha tem como uma de suas peculiaridades a forma ligeiramente ovalada. Os piso de pedra foi substituído por ladrilhos, em 1914, mas não foram removidos. A praça conta com um museu, no qual se pode conhecer a história das touradas, por meio de trajes, fotos e quadros.

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