ENOTURISMO

Do Porto ao Alentejo: veja de onde vêm as uvas dos vinhos portugueses

Nas vinícolas de Portugal, os visitantes podem degustar não só o vinho - tinto, branco, rosé, espumante e de sobremesa -, mas paisagens belíssimas e mais de 2 mil anos de tradição

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postado em 09/08/2015 10:00 / atualizado em 10/08/2015 14:45

Alexandre Delmar/Divulgação

O vinho português afirmou-se em nível internacional devido à diversidade e à singularidade de castas e terroirs, além da excelente relação qualidade-preço. O país está em 12º lugar na produção da bebida no mundo, de acordo com a Associação Interprofissional do Sector Vitivinícola — ViniPortugal. No país, as vinícolas (ou quintas, como são chamadas por lá) se destacam pela produção de vinhos famosos, como o vinho do porto e o vinho verde.

Apesar de levar o nome da cidade, o vinho do porto (o mais conhecido vinho de sobremesa do mundo, por ser doce) não é produzido no Porto. Na cidade, a bebida de alto teor alcoólico, fortificada com aguardente, fica armazenada e envelhece. As uvas utilizadas na fabricação crescem na Região Demarcada do Douro, a aproximadamente 100km do centro urbano. Essas uvas também dão origem aos vinhos do Douro. Tintos, rosados ou brancos, todos são regulamentados pelo Instituto do Vinho do Porto e pela Casa do Douro.

No Alto Douro, as quintas se estabeleceram há cerca de 2 mil anos em um terreno nada plano — as vinhas se espalham não só horizontal, mas verticalmente, morro acima.

Centro histórico
Outra localidade que tem vinhos reconhecidos pelo mundo é o Alentejo. Ao contrário do Alto Douro, nessa região há planícies a perder de vista. O clima quente e seco favorece os investimentos no setor vitivinícola, que se traduzem na produção de alguns dos melhores vinhos portugueses. Vários deles podem ser degustados no centro histórico da cidade de Évora, no coração do Alentejo. A casa Rota dos Vinhos do Alentejo é parada obrigatória para quem quer saber mais sobre o enoturismo local e degustar bons vinhos.

O noroeste de Portugal é berço do vinho verde, o mais exportado pelo país, depois do vinho do porto. A bebida aromática e refrescante é produzida na província do Minho. As vinhas ocupam uma área de 21 mil hectares e correspondem a 15% da área vitivinícola nacional. Dos brancos aos tintos, passando pelos rosés e espumantes, a oferta é diversificada. A paisagem não fica atrás. O Turismo selecionou algumas vinícolas portuguesas que valem a visita.

Quinta do Popa/Divulgação

Quinta do Pôpa
www.quintadopopa.pt
Localizada na região do Douro, tem um apelo jovem e moderno, que promete mudar as concepções de quem acha que vinho é bebida para pessoas mais velhas. Os donos estão sempre no local, dispostos a explicar o processo de produção do vinho em uma linguagem acessível. A Quinta do Pôpa é uma vinícola nova, que engarrafou seu primeiro vinho há cinco anos. Um diferencial do lugar é a possibilidade de fazer a pisa das uvas. Basta agendar com antecedência e ficar de olho na época da colheita, que costuma ser em setembro.

Herdade do Esporão/Divulgação

Herdade do Esporão
esporao.com
Situada a pouco mais de 170 quilômetros de Lisboa, na cidade histórica de Reguengos de Monsaraz, no Alentejo, a Herdade do Esporão produz vinhos famosos, como o Monte Velho e o Alandra. Alguns dos rótulos que saem da quinta passam pelo processo de vinificação que inclui, ainda hoje, pisa a pé. A visita básica com a degustação de um vinho a escolha da casa não tem custo. Outras opções de passeio custam a partir de 15 euros por pessoa.

Quinta da Lixa/Divulgação

Quinta da Lixa
www.quintadalixa.pt
A empresa portuguesa é a que mais exporta o vinho Alvarinho (casta de vinho verde) para os Estados Unidos. Desde o primeiro trimestre de 2015, conta com um hotel ecológico, onde os clientes podem ser enólogos por um dia. A quinta tem pacotes de visitação que permitem aos turistas conhecer o processo de vinificação e engarrafamento, com visitas à adega e a uma das vinhas. Por fim, os visitantes podem conhecer os diferentes tipos de bebidas da marca em uma prova conduzida pelo enólogo residente.

 

Com informações de Rafaella Panceri

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