Vinhos: Itália produz algumas das melhores garrafas do mundo

Produzidos pelas vinícolas mais antigas do mundo, os vinhos italianos estão entre os preferidos por enólogos e apreciadores de todos os continentes. Confira os melhores

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postado em 27/08/2015 17:40 / atualizado em 27/08/2015 17:49

Joe Ray/AFP - 2/10/10

“O bom vinho alegra o coração do homem”, já dizia o padre e médico francês François Rebelais. Talvez isso contribua para que o povo italiano seja conhecido por seu entusiasmo e bom humor. A Itália tem mais de 1 milhão de hectares de vinhas e é o segundo país no número de produção e exportação de vinhos tintos, atrás da França. A fabricação, que beira os 5 bilhões de litros por ano, segundo informações da Organização Internacional da Vinha e do Vinho (OIV), é mais do que o suficiente para alegrar o coração dos mais de 59 milhões de habitantes.


As bebidas italianas correspondem a 16% da produção e a 60% das exportações de vinhos e podem ser encontradas em países europeus e também nos Estados Unidos. No Brasil, um dos italianos mais consumidos é o Le Orme Barbera d’Asti, produzido pela vinícola Michele Chiarlo. As garrafas do Le Orme chamam atenção por apresentar uma mistura de frutas e especiarias finas. O vinho já foi eleito, por duas vezes (2000 e 2001), como melhor compra, pelo Wine Spectator (publicação especializada que realiza seleções anuais), entre 100 melhores do mundo.

O país possui uma enorme variedade de uvas. São cerca de 390 espécies, que abastecem as plantações das vinícolas do mundo. Uma das mais comuns é a sangiovese, cultivada na grande maioria dos vinhedos do país e utilizada na produção dos supertoscanos, vinhos produzidos na região da Toscana, uma das maiores em número de habitantes e de produção da bebida no país.

A população faz jus ao principal produto de exportação da nação e é consumidora fervorosa da bebida fermentada. Calcula-se que o italiano bebe, em média, 50 litros de vinho por ano. Conheça algumas das vinícolas da Itália.


Castello di Ama (Toscana)
castellodiama.com
Localizada na Toscana, a vinícola é responsável por produzir bebidas elegantes, finas e complexas. Durante a visita, que deve ser marcada com antecedência e dura cerca de uma hora e meia, o usuário pode vivenciar o dia a dia de um ambiente de produção de vinhos e conhecer algumas vilas e igrejas italianas que mantiveram o charme do século 18. O Vigneto Bellavista, cujas vinhas se estendem por mais de 22 hectares, é o mais conhecido da vinícola e é produzido apenas nos melhores anos de crescimento das uvas.

Castello Di Ama/Divulgação


Luciano Sandrone (Barolo)
sandroneluciano.com
Fundada em 1978, a vinícola possui cerca de 27 hectares de vinhas e produz mais de 90 mil garrafas de vinho por ano. A empresa orgulha-se de manter os valores tradicionais e as técnicas que regem as fazendas Sandrone desde a sua criação. A vinícola não aceita nem oferece excursões em grupo, mas pedidos individuais de estadia podem ser organizados através de representantes comerciais em diversos países. O Barolo Cannubi Boschis é um dos primeiros sucessos da vinícola e um dos primeiros vinhos italianos a ganhar 100 pontos na avaliação de críticas especializadas.

Luciano Sandrone/Divulgação

Tenuta Sette Ponti (Castiglion Fibocchi)
tenutasetteponti.it
A família fundadora da Tenuta acreditava que o respeito ao território era um dos elementos necessários para oferecer produtos da melhor qualidade. A vinícola fica na “área do vinho eleito”, região reconhecida pelo Grão-Duque da Toscana para a produção dos melhores vinhos. Apesar de não ser aberto ao público em geral, grupos podem marcar um passeio para conhecer os vinhedos da Tenuta Sette Ponti e desfrutar de alguns dos produtos locais. O carro-chefe das vinhas do local é o Oreno, um dos 10 mais vendidos na Itália e reconhecido no mundo.

Tenuta Sette Ponti/Divulgação

 

Com informações de Álef Calado. 

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