LISBOA

Cidade intensa: conheça a parte nova de Lisboa, como o Bairro Alto

Apesar da riqueza histórica, o município é cosmopolita, onde o moderno convive muito bem com o passado

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postado em 03/09/2015 15:47 / atualizado em 03/09/2015 15:47

Siegfried Weisenburger/Divulgação

Na parte nova da cidade, antiga área industrial abandonada e recuperada para abrigar as construções utilizadas na Expo Mundial 98, está o novo bairro Parque das Nações, onde fica o Oceanário de Lisboa, o segundo maior da Europa (perde apenas para o de Barcelona). São mais de 30 aquários — um maior, central —, e outros menores, com espécies de todos os oceanos. A arquitetura nessa região é moderna, contrastando com a parte antiga. À beira do Tejo, é no bairro que estão os apartamentos mais caros da capital portuguesa, o maior shopping, o Vasco da Gama, e o cassino de Lisboa. Com um magnífico centro de convenções, tem vasta rede hoteleira e excelentes restaurantes.


A noite em Lisboa é rica. Vai desde tranquilos happy hours a baladas até o amanhecer. No Bairro Alto, região preferida dos estudantes, encontram-se programas para todos os gostos. De beco em beco vão surgindo pubs e bares que avançam pelas ruas, com grupos de pessoas em pé ou sentadas nas calçadas, que satisfazem as vontades do mais criativo boêmio. Mas isso não significa que o Bairro Alto é só para beber até o raiar do dia. Lá também estão excelentes restaurantes, com mesas ao ar livre, e o melhor: contas bastante razoáveis.

Outro local imperdível são as docas. À beira de uma marina e sob a Ponte 25 de abril, cerca de 15 bares, restaurantes e boates recebem o turista. Os restaurantes fecham mais cedo, por volta de meia-noite. Mas os bares e as boates ficam até de manhã.

Wikimedia/Divulgação

Para ver a tourada

O bairro de Campo Pequeno desperta a curiosidade de quem passa na Avenida da República. Com estilo árabe, construída em 1892 com tijolos aparentes, a arena Campo Pequeno é a praça de touros de Lisboa, com um centro comercial embaixo e alguns bares e restaurantes que funcionam em volta. Em dia de touradas, o lugar fica lotado e sempre tem manifestações contrárias ao evento do lado de fora. E, realmente, é uma covardia o que fazem com os animais. Na tourada portuguesa, os toureiros montam em cavalos e a ponta dos chifres é cortada e protegida por uma capa de couro, ou seja, as chances do touro são próximas de zero. Mas os portugueses vibram a cada estocada dos cavaleiros. Afinal, a tourada faz parte da cultura.

Chama a atenção em Lisboa a grande quantidade de praças, monumentos e áreas verdes. Por isso é muito agradável andar a pé pela capital portuguesa, apesar de alguns “morrinhos” que exigem uma boa forma física. Outra vantagem da caminhada é poder admirar com calma os sobrados e azulejos, presentes desde a mais simples construção até os mais sofisticados prédios.

Vários ônibus abertos fazem um tour pela cidade, saindo do Parque Eduardo VII. Vale a pena, porque você pode saltar onde quiser, conhecer a região e subir novamente em qualquer ponto com o mesmo tíquete, que vale por 24 horas e custa, em média, 18 euros.

Outro tipo de transporte turístico que virou febre em Lisboa é o tuk-tuk. Várias empresas prestam esse serviço, que é feito em triciclos com diversos tamanhos. Há vários circuitos e pontos na cidade. Mas você também pode combinar o trajeto que quiser fazer. O transporte público é eficiente e é fácil conseguir táxi a qualquer hora (bandeirada de 3,25 euros durante o dia e 3,90 à noite).


Como chegar
Voos diários
A TAP tem voos diários para Lisboa partindo de Brasília

 

 

Uma semana em terras lusitanas

Wikimedia/Divulgação

1º dia
Vá para o Chiado e ande bastante para se situar. Dá pra ir ao Elevador da Glória e Santa Justa e conhecer o Bairro Alto e as ruínas da Igreja do Carmo. Na Baixa, vá às praças dos Restauradores, do Rossio e do Comércio, à beira do Rio Tejo. Ande pela Rua Augusta e arredores e almoce por lá. Não se desespere com a quantidade de coisas que verá. Fatalmente, você vai voltar algumas vezes ao Chiado. À noite, o Bairro Alto oferece várias opções de bares, boates e restaurantes.

Alfredo Duraes/EM/D.A Press

2º dia
Faça um city tour por uma das linhas de ônibus especiais que saem do Parque Eduardo VII. Pare em Belém e visite tudo que o bairro oferece. Dá para passar o dia todo lá. À noite, uma boa opção é ir para as docas.

Alfredo Duraes/EM/D.A Press

3º dia
Saia por volta das 9h e vá conhecer Sintra e Cascais. Combine com um taxista indicado pelo hotel para fazer esse passeio. O retorno é no fim da tarde. Se não estiver muito cansado, vá aos quiosques da Avenida Liberdade tomar um drinque e escutar boa música ao ar livre. Se gostar de sanduíche, vá ao Hot Dog Lovers.

Wikimedia/Divulgação

4º dia   
Para mudar um pouco de ares e conhecer um outro lado de Lisboa, passe o dia no Parque das Nações. Visite o oceanário, ande no teleférico, almoce na orla do Tejo, passeie pela região e, se quiser fazer compras, vá ao Shopping Vasco da Gama. Volte à noite e vá se divertir no cassino de Lisboa.

Wikimedia/Divulgação

5º dia
Primeira parada; Castelo São Jorge. Você pode ir de bonde ou de táxi. Dependendo de onde estiver hospedado, dá pra ir a pé (apesar da subida). Depois de visitar o castelo, desça caminhando em direção à Praça do Comércio e faça pelo menos duas paradas: Sé de Lisboa e Igreja de Santo Antônio. Na praça do Comércio, tem o Museu da Cerveja. À noite, faça mais uma incursão pelo Bairro Alto. Você sempre vai descobrir uma coisa nova.

Jose Manuel Ribeiro/Reuters

6º dia
Saia novamente de Lisboa e passe o dia fora. Pela ordem, vá a Óbidos, Nazaré (parada para o almoço), Alcobaça, Batalha e Fátima. Saindo por volta das 9h, no início da noite já estará de volta ao hotel. Para a noite, veja a programação de shows na cidade. Sempre tem coisa boa.

Nacho Doce/Reuters

7º dia
Tire o dia para voltar àqueles lugares que deixaram a sensação de que faltou tempo para ver tudo. Aproveite também para fazer as compras. No caso dos vinhos, a maioria das lojas faz as entregas nos hotéis.

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