INGLATERRA

Às margens do rio Tâmisa, o novo bairro de Londres atrai público "cool"

Os pontos de interesse da cidade e as novidades em design e gastronomia agora se concentram entre a London Bridge e a Tower Bridge

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postado em 04/09/2015 09:00 / atualizado em 03/09/2015 17:01

Igor Galo - Especial para o Correio , Elena Les , Especial para o Correio

Igor Galo/Divulgação
 

Bermondsey era um bairro de casas populares onde havia poucos motivos para ir. Estava localizado no sul. Neste caso, ao sul do Tâmisa, diante da City e longe do parlamento e das zonas turísticas de Londres. Mas a abertura do Tate Modern, o museu que está na moda, mudou o panorama da região. A chegada de jovens artistas, designers e chefs com ofertas alternativas e de qualidade terminou de transformar esse bairro numa parada obrigatória para os londrinos e para os turistas — especialmente para aqueles que viajam à capital inglesa pela segunda vez.

»Transporte e hospedagem
As estações de metrô dessa zona são London Bridge Station e Borought. Também é possível parar na estação de Monument e atravessar a London Bridge, ou na estação Tower Hill e passar pela Tower Bridge. Há uma grande oferta de hotéis na região, que são mais baratos do que em outras zonas turísticas. O Bermondsay Square Hotel tem quartos de casal por 109 libras e permite a estadia de animais de estimação. A cadeia de apartamentos Think oferece quitinetes completas a partir de 900 libras por semana.

 

Maltby Street Market
O bairro de casas populares e armazéns abandonados na beira do rio floresceu na última década para se transformar num reduto de jovens estilistas e restaurantes da moda. O sucesso do famoso mercado Borought, unido à transformação da Rua Bermondsey numa zona de designers e chefs, atrai um número cada vez maior de turistas.

Talvez até demais, por isso os londrinos e alguns negócios da região começaram a se mudar para o beco Maltby e para a Rua Druid, que há cerca de dois anos se transformaram na meca dos “foodies” em Londres. O Maltby Street Market, localizado em um galpão que está debaixo da linha do trem do bairro de Bermondsey, fica a menos de 15 minutos a pé da Torre de Londres, depois de cruzar a (ponte) London Tower Bridge. Menos gente que em outros mercados, garçons simpáticos e comidas de todos os lugares do mundo fazem dessa visita uma experiência realmente agradável.

No posto número 41 do mercado está a taberna espanhola Tozino, administrada por um galês e uma espanhola, onde é possível degustar os famosos jamones (presuntos) da Espanha, alguns deles procedentes da casa dos pais da proprietária, Chuso Valero de Teruel.

Eles começaram com uma mesa no mercado de rua e agora têm um posto. “Essa zona é mais tranquila, barata e agradável, e nossa proposta foi bem aceita”, explica Chuso, que insiste que os visitantes conheçam um posto chamado TayShaw, a barraca de frutas e verduras de Tony, um feirante com meio século de experiência no negócio que só vende produtos frescos.

Igor Galo/Divulgação

Comidas
Outro pioneiro da zona é a padaria St. John’s, que faz pão artesanal para os melhores chefs de Londres e que há dois anos se mudou para o número 72 da Rua Druid. No número 103 há a Kase Swiss, uma loja suíça que enlouquece os amantes do queijo. No número 98, a Comptoir Gourmet, uma pastelaria francesa com várias lojas em Londres. Ao seu lado está o Jacobs Ladder, que vende carne ecológica proveniente dos condados de Sussex e Kent.

De volta a Maltby, em um posto desmontável, encontramos os mexicanos da Tamal.co.uk. Oliver Villegas e Fabiola Manza vendem comida caseira mexicana para londrinos e turistas, muito diferente da terrível comida tex-mex das franquias americanas. “Solicitamos um espaço e nos deram esse posto; o processo é simples e apoiam as pessoas com iniciativa”, explica o casal.

Nesse beco podemos encontrar postos mais ou menos fixos, o que permite que o espaço evolua a cada semana. Aqui, é possível tomar uma gim tônica feita com Little Bird Gin, de produção muito limitada, em uma esplanada ao sol, acompanhada de comida grega do Malby-greek ou africana do African Volcano, com seus temperados pratos sul-africanos.

Igor Galo/Divulgação

Mercado de Borought e The Shard

Sem ter que sair do bairro nem regressar a zona norte de Londres, Bermondsey oferece muitas propostas interessantes além de Maltby, tanto para foodies como para hipsters. O mercado de Borought, estabelecido em 1755, além de ser o lugar onde os grandes chefs de Londres fazem suas compras, transformou-se em um dos centros de atração de visitantes pela grande quantidade de lojas, delicatessens e restaurantes. O mercado é parada obrigatória para qualquer turista. No entanto, às vezes, a quantidade de visitantes chega a ser excessiva. Além disso, Borought está ao lado da Southwark Cathedral.

Para os viajantes com orçamento mais apertado, uma boa dica é comer no restaurante Roast, no último andar do mercado e com vista para as bancas e o movimento. Nos fins de semana, o restaurante tem uma oferta de menu com três pratos por 35 libras, sem bebida. Outra opção barata próxima ao mercado é o bar de ostras Wright Brothers Oyster & Porter House. O cardápio desse restaurante é amplíssimo, com opções de comida dos cinco continentes seja para viagem, ou para comer ali mesmo.

Perto do mercado encontramos o último arranha-céu da cidade: The Shard. Em formato de pirâmide, tem um mirante que fica a 310 metros de altura, o viajante poderá apreciar as melhores vistas da cidade por 25 libras esterlinas. Baixe um aplicativo que permite localizar e descobrir toda a cidade utilizando o celular. Além disso, em caso de péssima visibilidade, o local se compromete a entregar uma nova entrada para uma nova visita.

Igor Galo/Divulgação

Museus de moda e design

Localizada entre os mercados de Maltby e Borought, está a rua que dá nome ao bairro: Bermondsey, onde se alternam lojas, restaurantes e empresas dedicadas ao design. Entre as ofertas gastronômicas, estão alguns dos lugares mais “in” de Londres, como o Zucca London (italiano), o Pizarro (do chef espanhol Pizarro) e o famoso pub Garrison.

Na mesma rua há o Fashion and Textile Museum (ftmlondon.org). A partir de 9 de outubro até 28 de fevereiro de 2016, estará aberta a Liberty in Fashion, que mostra o impacto na moda britânica, passando  pela art noveaux e art decó, até o início do século 20. O museu oferece cursos temáticos de um dia aos fins de semana.

Em Bermondsey, e nas ruas próximas, também encontramos interessantes lojas como Peter Layton London GlassBlowind, onde dão cursos para aprender a soprar vidro, ou a galeria White Cube, inaugurada em outubro de 2011, que é uma das maiores galerias de Londres, com 4 mil metros quadrados.

A oferta de design dessa zona se completa com o London Design Museum, localizado na beira sul do Tâmisa e com vistas espetaculares.

 

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