SUÍÇA

Em Berna, surpreenda-se com o Centro Histórico, o rio Aare e a gastronomia

Na capital do país, o centro histórico, tombado como Patrimônio da Humanidade pela Unesco, é a melhor pedida para começar o passeio. Aproveite para se perder por entre as ruas da cidade e escolha lugares para provar queijos e chocolates

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postado em 09/09/2015 21:05 / atualizado em 09/09/2015 21:05

Guilherme Paranaiba

Terence du Fresne/Divulgação

Pense na convivência em uma mesma esquina de bondes, ônibus, carros, bicicletas e milhares de pedestres atravessando de um lado para o outro sem nenhum tipo de conflito. Acha que é impossível uma cena dessas sem nenhum acidente? Pois em Berna, capital da Suíça, isso é o que acontece todos os dias na entrada do Centro Histórico, tombado como Patrimônio da Humanidade pela Unesco. O respeito às preferências e prioridades faz com que cada um use o espaço público sem prejudicar o outro e, assim, todos seguem seus caminhos sossegados.

Se essa descrição faz você imaginar que chegou a uma cidade símbolo da urbanização, prepare-se para se surpreender mais uma vez. Apesar de a configuração criada por sistemas de transporte e construções das mais variadas, o que dá o charme à cidade-sede do parlamento suíço, com cerca de 125 mil habitantes, é o Rio Aare, um imponente manancial que corta a capital e é um dos mais limpos da Suíça. O curso d’água se torna parada obrigatória para quem visita Berna nos meses de junho e julho, quando as altas temperaturas do verão garantem as condições para um banho refrescante.

Portanto, ao colocar Berna no seu roteiro de viagens, inclua na programação obrigatória pelo menos duas atrações: um banho no Rio Aare e um passeio a pé pelas esquinas do centro histórico. Ao entrar no rio por um dos inúmeros pontos com escadas de acesso, não se assuste com a correnteza. Em alguns lugares ela é mais forte, mas é possível controlar o corpo nadando de forma tranquila, até chegar a um ponto mais adiante. Você pode fazer isso inclusive como meio de transporte de um ponto a outro da cidade.

Terence du Fresne/Divulgação

Parada obrigatória
Se antes de testar as águas do manancial você quiser um aquecimento para justificar a vontade de nadar, ande pelo Centro Histórico. O que chama a atenção nessa parte da cidade é a preservação das construções, que dá a impressão de um retorno à Idade Média. As paradas mais importantes para as fotografias são a torre do relógio e a catedral. A torre é uma espécie de portal de entrada do Centro Histórico, o monumento mais fotografado da cidade. Já a catedral impressiona pela imponência. Tirar uma foto que contemple toda a extensão da construção, com 101 metros de altura, é um ótimo exercício de enquadramento.

O que mais impressiona o turista brasileiro na Suíça é a facilidade de deslocamento. Seja por trilhos, terra ou água, os destinos ficam mais curtos por conta de um sistema de transporte que funciona bem, sem falhas. O médico paulista Levon Mekhitarian Neto, 56 anos, embarcou em uma viagem com a mulher Vera e os três filhos, Caio, Marina e Haik para a Suíça em julho. Em Berna, ele disse que nem se lembrava do que era um carro. “Estamos andando há três dias de trem e ônibus, já nadamos nesse rio maravilhoso e fomos para todos os lados. É impressionante como tudo é muito organizado e funciona bem”, diz.


Esportes radicais

Se você for adepto dos esportes radicais, Interlaken é um ponto certo para testar aventuras na Suíça. A cidade é muito procurada pelos turistas e chega a esgotar as possibilidades na rede hoteleira em épocas de maior procura. Basta uma rápida caminhada pela avenida principal para perceber que o voo livre é um dos esportes com maior demanda. A frequência com que as pessoas descem de parapente ou paraglider é muito grande.

 

Como ir

 

Há voos diretos pela companhia Swiss Airlines saindo de São Paulo com destino a Zurique diariamente. Na classe econômica, há tarifas promocionais ao custo de US$ 649 (R$ 2.414). Já na classe executiva você pode encontrar as passagens por US$ 2.429 (R$ 9.035). As taxas de embarque não estão incluídas

A partir de abril de 2016, a companhia Edelweiss (afiliada à Swiss Airlines) vai iniciar a rota Rio de Janeiro/Zurique, com voos duas vezes por semana.

Idiomas e população
A Suíça conta com quatro idiomas oficiais: alemão, francês, italiano e romanche — esse último uma mistura de línguas reto-românicas. A parte alemã da Suíça é habitada por 63,5% da população, enquanto 22,5% dos moradores se dividem na parte francesa, 8,1% da parte italiana e 0,5% falam o romanche. Cerca de 6% dos demais são estrangeiros, com outras línguas maternas. O inglês é falado pela maioria da população.

Dados geográficos
População: 8 milhões de habitantes

Área: 41.293km², pouco menor que a área do estado de Rio de Janeiro (43.696km²)
 

 

O país que dá água na boca

Terence du Fresne/Divulgação

Se você estranhou a falta de dois itens que dão água na boca e são os maiores símbolos da Suíça nesta reportagem, chegou a hora de falar de queijo e chocolate! Percorrendo os 1,6 mil quilômetros do Grand Tour, são inúmeras as possibilidades de provar chocolates e queijos em lojas espalhadas pelo país. Mas pelo menos dois destinos são muito interessantes se você tem curiosidade de entender um pouco as origens dessas duas iguarias, que são referência para o mundo todo.

A apenas 34 quilômetros de Berna, capital da Suíça, está Emmental, vilarejo onde a produção de queijo curado é referência. Os queijos cheios de buracos são produzidos da forma mais moderna disponível atualmente, mas é possível voltar no tempo e observar a produção tal qual acontecia na primeira década do século 20, com o procedimento todo manual. É possível agendar a visitação em grupos e fazer o próprio queijo. Dentro da visitação, você degusta três tipos diferentes produzidos na fábrica.

Saindo da região de Berna para Interlaken, está uma ótima oportunidade de comer chocolate brincando e aprendendo sobre suas origens. Inaugurada há oito meses, uma loja oferece aos turistas um workshop dessa iguaria. Você faz o próprio chocolate em grupo, que pode ter no máximo 12 pessoas e cuja participação custa 65 francos para os adultos (R$ 247) e 55 francos para as crianças (R$ 209).

Outra oportunidade imperdível é a visitação à maior fábrica de biscoitos da Suíça. Os biscoitos Kambly estão a 38 quilômetros de Berna, 52 quilômetros de Lucerna e 70 quilômetros de Interlaken e literalmente prendem o visitante pela boca. São mais de 100 variedades.

 

Charme no coração da Europa

Elge Kenneweg/Divulgação

Lucerna é uma cidade de 80 mil habitantes encravada no meio da Europa, com praticamente a mesma distância para quatro países: Itália, França, Áustria e Alemanha. Com 870 metros de comprimento, o muro que cercava a cidade na Idade Média era acompanhado de 30 torres de guarda. Com o passar dos anos, 11 delas ainda permanecem de pé e três estão abertas à visitação, de onde é possível observar a cidade de cima. A junção dessas características medievais com o Lago dos Quatro Cantões, represa que emoldura a cidade, garante um charme a Lucerna, cujo significado é cidade iluminada.

Há 19 anos morando na Suíça, a guia de turismo brasileira Claudia Koch Palma, 39 anos, elege Lucerna como a cidade mais bonita do país europeu. “Ela tem muito charme, montanhas, um lago, bons restaurantes, noite tranquila e romântica, e está situada no coração da Suíça”, afirma Claudia, que é casada com um suíço e tem dois filhos.

Um dos atrativos desse lugar no verão é um deque de madeira para que as pessoas possam desfrutar das águas do Lago dos Quatro Cantões. Você pode nadar em qualquer lugar do lago, mas por 6 francos suíços (R$ 22) é possível usufruir de uma estrutura de lanchonete, bar, mesas e cadeiras, sombrinhas e plataformas para saltos na água. Indo a Lucerna, não deixe de visitar o Museu do Transporte, atração mais procurada em todo o país. (GP)

O jornalista viajou a convite da Switzerlad Tourism e da Swiss International Air Lines
 

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