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Veja dicas para evitar contratempos em sua viagem de estreia no exterior

É marinheiro de primeira viagem? Além da emoção de deixar o país, é preciso ficar atento a providências que vão facilitar a vida de quem nunca entrou em um avião

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postado em 23/10/2015 09:00 / atualizado em 22/10/2015 17:32

AFP PHOTO/MARTIN BERNETTI

 

Se você ainda é novato em voar, é importante saber o que precisa fazer na hora de uma viagem para fora do país. As dicas também valem para quem é viajante frequente, para não ter nenhuma dor de cabeça. O primeiro passo é descobrir se o destino para onde você vai exige visto. No caso de um voo direto, basta ver a obrigatoriedade no país de destino. Mas se houver conexões, os países por onde você passa também devem ser considerados.


Alguns vistos podem demorar para sair. Então, o ideal é fazer todo o processo com alguns meses de antecedência.O check-in pode ser feito on-line 24 horas antes da partida, o que evita filas. “No aeroporto, a pessoa pode se encaminhar direto para o balcão no qual despacha a bagagem, com filas bem menores. Algumas companhias aéreas também possibilitam que o passageiro acumule milhas extras caso faça o check-in on-line”, explica Giana Verde, gerente do Departamento Aéreo da CI — Intercâmbio e Viagem.

Não se atrase

Chegue ao aeroporto com duas horas de antecedência, especialmente se for um aeroporto grande, como o Juscelino Kubitscheck — em Brasília — com muitos portões de embarque, e também porque passar pela Polícia Federal, onde é preciso apresentar o passaporte, aumenta o tempo de percurso em relação aos voos domésticos. Fique atento aos painéis, pois mudanças de portão ocorrem com frequência.


Ao chegar a um destino internacional, antes de pegar as malas o passageiro passa pela imigração. “É importante ter todos os documentos em mãos, como comprovante de vacina, caso seja necessário, passaporte, e outros que comprovem onde vai ficar durante o período de estada no país e comprovante de passagem de ida e de volta”, acrescenta Giana.


 REUTERS/Luke MacGregor


Restrições alimentares
No Brasil, em viagens domésticas curtas, empresas como  Azul, Gol e Avianca costumam oferecer lanches genéricos (salgadinhos, sanduíches etc.) como cortesia para os passageiros. Nos voos internacionais, mais longos (com pelo menos duas horas e meia de duração) e que exigem um maior cuidado com a alimentação, as refeições são garantidas e o melhor: podem ser modificadas às restrições alimentares de cada um.


Se você segue uma dieta vegetariana, vegana, kosher, halal, hindu, light, sem glúten, sem lactose, sem alérgenos ou adaptada a diabéticos, entre outras, não se preocupe. As companhias aéreas normalmente têm uma opção para você. Mas é necessário reservar esses tipos de refeição pelo site da empresa com antecedência. Na maioria, o prazo mínimo do pedido é de até 48 horas antes da partida, como na Air France. Algumas deixam o cliente pedir com apenas 24 horas para o início do voo, como a Iberia, ou até com 12 horas, caso da Delta, mas há as que podem cobrar até 96 horas, como a Japan Airlines. Então, o melhor é reservar a refeição assim que comprar a passagem, para não ter erro.


Vale ressaltar que, em muitas companhias, as refeições chamadas especiais não são tão apetitosas quanto as “normais”. É muito comum, por exemplo, que um prato vegetariano venha com pouquíssimo tempero e apenas com ingredientes de baixa caloria (o que não tem, necessariamente, a ver com a dieta). Mas, ainda assim, melhor pedir uma comida sem graça do que correr o risco de não ter o que comer lá em cima.

 

O peso do real no exterior

O site Kayak — que pesquisas de viagem on-line que ajuda o viajante a montar seu roteiro com base no preço que quer e pode pagar —, preocupado com a alta do dólar no Brasil e consequente cancelamento dos planos de turismo de muitas pessoas, divulgou destinos vantajosos para o brasileiro, caso a moeda norte-americana volte à casa dos R$ 4, ultrapasse R$ 4,10, R$ 4,20 ou R$ 4,50.


Segundo análise do Kayak, mesmo com cenário mais difícil para viajar para o exterior, a indústria do turismo continua com recordes positivos. No primeiro semestre de 2015, os aeroportos brasileiros tiveram 107,7 milhões de embarques e desembarques, o melhor resultado da história — segundo dados da Secretaria de Aviação Civil. Veja a relação feita pelo Kayak entre nossa moeda e o equivalente em alguns países:

 

Faça as contas

Dólar a R$ 3,95 – Cidade do Cabo, África do Sul. Lá, R$ 1 vale 3,5 rands (moeda local);

Dólar a R$ 4 – Gold Coast, Austrália. Por lá o dólar australiano é caro para o brasileiro (com R$ 1 você
compra 0,35), mas mais vantajoso que o dólar
americano.
Dólar a R$ 4,10 – Bali, Indonésia. O voo é mais longo, mas R$ 1 equivale a 3,70 rúpias

Dólar a R$ 4,20 – São Petersburgo, Rússia. Para cada R$ 1, o turista consegue 17 rublos

Dólar a R$ 4,50 – Cairo, Egito.
A cada R$ 1, você troca
por 2 libras egípcias

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