PERNAMBUCO

Com ou sem emoção? Grutas e trilhas são as atrações de Serra Negra

Os percursos têm vários níveis de dificuldades. Para os mais aventureiros, basta seguir a Mata Vertente e a Caverna do Deda, onde é preciso fôlego

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postado em 25/11/2015 18:01 / atualizado em 25/11/2015 17:13

Guilherme Carréra

Blenda Souto Maior/DP/D.A Press

Em Serra Negra, o turismo pode ser de aventura. Para as caminhadas, repelente, protetor solar, tênis adequado e calça comprida. Para os trajetos motorizados, o veículo precisa aguentar o tranco. A depender da trilha, só uma 4x4 cumpre o desafio. Para evitar contratempos, a Laurentur Receptivo — (81) 3728-0893 — pode ser uma alternativa. Há 12 anos no mercado, a empresa de Irandir Laurentino catalogou três trilhas para os aventureiros. “Pode ser com ou sem emoção, o cliente escolhe”, diz. Os níveis de dificuldade variam. Aos iniciantes, é recomendada a trilha do Parque Ecológico. A caminhada é plana, em círculo e se estende por mil metros. Pelo caminho, de tudo um pouco. O Pau Santo Casamenteiro é uma árvore que exige três voltas em torno de si, mais um beijo no tronco, se o turista anda querendo se casar.

O Mirante da Escada é autoexplicativo: a vista só é alcançada por uma escada de acesso, apoiada em uma rocha. A Porta do Vento serve para refrescar. Trata-se de uma fresta formada a partir da sobreposição de duas rochas. O vento canalizado é mais do que bem-vindo. “Estamos hospedados em Gravatá e viemos passar o dia em Serra Negra. Só por essa trilha, já valeu a pena”, comenta José Arruda, engenheiro, ao lado da namorada, Elisa Leite, estudante de odontologia, ambos de Olinda.

Blenda Souto Maior/DP/D.A Press

Se quiser aumentar o nível de dificuldade, parta para as trilhas da Mata Vertentes e da Caverna do Deda. O acesso a essas duas é sinuoso. Até a Mata Vertentes, são 3,5km de uma estrada irregular. A trilha em si cobre 1,2km de caminhada. É o habitat de 21 espécies de orquídeas, incluindo a cattleya labiata, a orquídea roxa, menina dos olhos da serra.

 

Caverna

Daniel Mozzo/Divulgação

A Caverna do Deda segue a mesma lógica. Acesso sinuoso, estrada irregular. São 4km, desde o anfiteatro. Depois, 500 metros de caminhada até o Mirante da Caverna, e mais 500 metros até a sua entrada. A caverna possui um metro de diâmetro, sete metros de altura, cinco metros de largura e 25 metros de comprimento. Uma curiosidade: o tal Deda da caverna era avô de Irandir, o guia. Falecido em 1996, Severino Estelito Laurentino teve 23 filhos e uma porção de hectares na região. A caverna, na verdade, uma gruta, já que possui saída, ficou como herança aos visitantes de Serra Negra.

A Caverna do Deda é a mais procurada, por ser a mais acessível. Se preferir alugar um jeep, é possível fazer duas trilhas no mesmo dia. Ainda devendo em infraestrutura, essas trilhas são mais bem exploradas com a ajuda de um profissional. A sinalização precária e a ausência de pontos de informação não ajudam. “Esperamos sinalizar toda a região de Bezerros e Serra Negra ainda este ano”, promete Breno Borba, secretário municipal de Turismo. A instalação de um teleférico também está nos planos para 2015.
Blenda Souto Maior/DP/D.A Press


Quando o Sol se põe
Desde o início deste semestre, a Pontual Receptivo — (81) 3339-5563 — oferece um pôr do sol diferente ao turista. Saindo do Recife, o passeio diurno contempla Caruaru, da feira emblemática ao Alto do Moura, mas a despedida é em Serra Negra. Por volta das 17h, um trio de forró pé de serra embala a descida do Sol no horizonte. No repertório, de Luiz Gonzaga a Mastruz com Leite. Quando a noite cai, o público tem direito a um jantar regional no Mirante Serra Negra Bar e Restaurante. Máscaras de papangu são distribuídas para incrementar o passeio. Se quiser esticar, a Bodega de Véio está às ordens. Tradicional na Cidade Alta de Olinda, a sede agrestina abriu em junho de 2012. O esquema é similar. O armazém vende cervejas long neck variadas e, para acompanhar, o clássico sanduíche de mortadela. Telefone para contato? “Tem que vir conhecer, não temos telefone”, convida André Cabral, o Dedé, no balcão da bodega.
Blenda Souto Maior/DP/D.A Press

Principal hospedagem de Serra Negra, a Pousada Canto da Serra funciona também como restaurante para os passantes. Com a neblina lá fora, invista no fondue de queijo. Vinhos brasileiros, chilenos, portugueses e franceses preenchem a carta, com rótulos a partir de R$ 25. Se der preguiça de voltar para casa, a Canto da Serra tem sete apartamentos e 12 chalés. Além dela, a Secretaria de Turismo indica mais opções de hospedagem (veja ao lado).


Como chegar

Partindo do Recife, siga pela BR-232 até Bezerros. São 107km entre a capital e o município do agreste pernambucano. Uma vez na cidade, pegue a PE-097 em direção à Estrada de Serra Negra. Recém-inaugurada, a via, antes de terra batida, agora está asfaltada. O percurso dura 9km. Se preferir ir de ônibus, as empresas Borborema (81) 3452-2859; Caruaruense (81) 3452-2500; e Jotude (81) 3452-1300; fazem o trajeto, saindo do Terminal Rodoviário do Recife.

 


Contatos para hospedagem
Canto da Serra
(81) 3708-3070

Pousada Santa Fé
(81) 3341-1400

Sítio da Pedra Solta
(se quiser acampar)
(81) 8856-9620

Hotel Brisa da Serra
(81) 3728-1232

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