As belezas e encantos dos castelos de Orléans, capital do Loire, na França

A cidade e a porta de entrada para uma das regiões mais belas da França. A matéria completa você verá em janeiro no Turismo do CB

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postado em 27/12/2015 09:00 / atualizado em 18/08/2017 12:12

 

Divulgação/Château de La Ferté Saint-Aubin
 

Um voo da Air France te leva direto a Paris e, uma hora e meia de estrada depois, você chega a Orléans, a capital do Loire e porta de entrada para uma das regiões mais encantadoras da França. A matéria completa você verá em janeiro no Turismo do CB. Agora um gostinho da alegria de Natal que invade os Castelos e cidades do Loire - que têm programação especial para a data, com mercados natalinos, grandes árvores de natal, corais, ruas iluminadas e visitas especiais. Aromas e mesas de festa, lareiras crepitando e uma nostalgia que faz bem. Deixe-se levar pela magia do Natal nessa viagem pictórica pelo Loire. Boas Festas a todos!



1 - O Château de La Ferté Saint-Aubin foi construído no século 16 em meio a Floresta de Sologne. Dos amplos jardins aos cômodos internos devorados com móveis de época, uma profusão de enfeites recebe os visitantes. Fica a 18km de Orléans e tem uma bela cozinha onde se pode fazer degustações (ah, as pequenas madeleines acompanhadas de chocolate quente!) locais, além de aulas. No Natal há programação e decoração especiais e visitas guiadas com Papai Noel. www.chateau-ferte-st-aubin.com

2 - Château de Chambord Magnifique é pouco para descrever tanta beleza! O Château de Chambord, um dos mais belos do Vale do Loire, com suas torres assimétricas, colunas, fosso e jardins. O castelo renascentista foi construído pelo Rei Francisco I, no séc. 16. Leonardo da Vinci projetou a engenhosa escada dupla hélice que adorna o poderoso hall principal. Fica dentro de um parque, na Floresta de Sologne. Foram necessários 150 anos para erguer Chambord, e esse castelo magnífico - e o maior do Loire - vale cada segundo. www.chambord.org

 

Divulgação/Château de Amboise

 

3 - Château Royal de Blois - O Castelo de Blois - inserido na paisagem urbana de Blois, cidade real de 2 mil anos nas margens do Rio Loire - foi residência de sete reis e de dez rainhas da França. Espetáculos de luzes e cores, encenações de época e visitas noturnas são alguns dos destaques fa programação natalina desse monumento histórico e Museu de Belas Artes da França que, com sua arquitetura mista (com alas que vão da idade média ao renascimento) e história, representa a síntese dos castelos do Loire. www.chateaudeblois.fr

4 - O Château de Cheverny está na mesma família há 6 séculos e fica em um parque cercado pela floresta de Sologne. Hergé, o criador de Tintin, se apaixonou pelo lugar e, por isso, o castelo aparece nos quadrinhos do personagem.

5 - O Château de Valençay foi erguido entre os sécs 16 e 17 e serviu de residência a : Charles-Maurice de Talleyrand-Périgord, o nobre ministro das Relações Exteriores de Napoleão. Talleyrand, que adorava receber, teve Carême como chef residente. O castelo foi palco de histórias de política, (o príncipe espanhol foi prisioneiro deluxe ali no início do séc. 19), traição, amor e guerra. Construído no século 16 é um dos mais preservados do Loire, com seu mobiliário de época, grandes jardins, cozinhas impecáveis e teatro que recebe festivais locais. No Natal, a programação fica ainda mais animada com degustações, almoços e encenações especiais. Adorável! www.chateau-valencay.fr

 

Divulgação/Château de Chaumont

 

6 - O Château de Chenonceau, erguido entre 1514–1522, é considerado um dos mais belos do mundo, com seus arcos e galerias dependurados sobre as águas do Rio Cher. Duas mulheres importantes da história da França - Diane de Poitiers e Catharina de Médicis - disputaram a propriedade dada pelo rei Henrique II à Diane, a amante. A rainha Catharina o retomou da rival após a morte do marido. Chenounceau serviu de hospital durante a 1a Guerra e foi moradia de vários personagens interessantes. Seus jardins, em estilo francês, são famosos. Catharina de Médicis adorava-os. As cozinhas do Castelo de Chenounceau ficam no porão, com janelas que se abrem sobre o Rio Cher com seus vários e amplos cômodos. Grandes lareiras, salas de carne (açougues com resfriamento de carnes com água do rio e mesas de corte) e centenas de utensílios de cobre, ferro, madeira e cerâmica. Daqui, saíam refeições para cerca de 200 pessoas. Todos os châteaux do Loire se enfeitam - e têm uma programação especial - para o Natal. A diferença é que em Chenonceau, as flores, folhagens e frutas são naturais, trocadas duas vezes por semana. Cascatas de orquídeas, rosas, gérberas etc são um festim para os olhos. www.chenonceau.com

7 - O Château de Amboise foi o primeiro castelo renascentista a ser construído no Val de Loire pelo Rei Carlos VIII. Após a sua morte, Ana da Bretanha, a rainha viúva, casou-se com o sucessor e primo do marido, o Duque de Orléans, que se tornou o Rei Louis XII. Ela foi rainha duas vezes. Tudo isso para que a Bretanha continuasse a pertencer a França. A vista do castelo - situado em um promontório sobre a cidade - abrange toda Amboise e o Rio Loire e ganha ares de conto de fadas com a paisagem dos grande parque com seu jardins geométricos que circundam o Chateau. Leonardo da Vinci foi enterrado na capela externa do castelo. Ele morou na cidade de Amboise nos últimos anos de sua vida, a convite do Rei Francisco I. Quartos enfeitados com brinquedos antigos, grandes presépios, mesas postas como nos séculos passados são alguns dos destaques da programação natalina de Amboise que ganha reforços de luzes e personagens caracterizados de época no Natal. As doçuras locais são necessárias, em especial as do charmoso Salon de Thé Bigot, confeitaria / restô qpque existe desde 1913 no mesmo local e com a mesma família. As receitas de doces (a éclair de chocolat é uma loucura!) atraem gulosos como abelhas ao mel. Almoçar aqui -e se fartar com rilletes, quiches e mil folhas salgados - é obrigatório. www.chateau-amboise.com e www.maisonbigot-amboise.com

 

Divulgação/Castelo de Clos-Lucé

 

8 - Castelo de Clos-Lucé A cidadezinha de Amboise é uma graça e foi aqui que Leonardo da Vinci passou os últimos anos de sua vida, a convite do Rei Francis I. Ele veio da Itália a pé trazendo consigo 3 obras primas, entre as quais a Monalisa. Chegou na corte do rei (que o admirava profundamente) em 1516 e recebeu o Castelo de Clos-Lucé de presente. E foi nesta casa que ele morreu, em 1519, aos 67 anos de idade. Em 2016 que vem haverá uma grande retrospectiva de sua obra em Clos-Lucé, em homenagem aos 500 anos de sua morte. As rosas do jardim são da variedade Monalisa. www.vinci-closluce.com


9- O Château de Chaumont foi erguido no início do séc 16 sobre um um castelo do séc 10. No séc 19 já tinha eletricidade, água encanada e aquecimento, graças aos últimos proprietários privados, os ricos e excêntricos Príncipes de Broglie, que receberam tout grand monde no castelo em festas memoráveis entre 1875-1938. Antes disso, Chaumont pertenceu a Catarina de Médicis, que usava o château para receber astrólogos (como Nostradamus) e depois enviou p/ cá Diane de Poitiers, a amante do seu marido, Henrique II (lembra o post do Château de Chenonceau?), após a morte do rei. Bem conservado e muito bonito, o Château abriga um famoso festival de jardins, além de exposições de artistas como - El Anatsui e Henrique Oliveira - que traz obras contemporâneas para dentro do castelo. Estufas exibem plantas exóticas em antigos estábulos e velas iluminam o parque e o castelo em ocasiões especiais. O clima é mágico. www.domaine-chaumont.fr


A jornalista viajou a convite da Atout France, Loire Tourism e Air France.

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