SETÚBAL

Conheça a história do rótulo Periquita, vinho pioneiro do norte de Portugal

Um dos rótulos portugueses mais vendidos no Brasil, o Periquita, de uva castelão, vem da sub-região do Azeitão, onde está a adega José Maria da Fonseca - hoje uma casa-museu

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postado em 06/01/2016 20:00 / atualizado em 06/01/2016 19:54

Bruno Barreto/Esp. CB/D.A Press

Ao norte da Serra da Arrábida, na sub-região do Azeitão, a adega José Maria da Fonseca guarda segredos históricos da vinicultura. A casa mantém as atividades desde 1834 e foi a primeira a rotular garrafas como vinho português. Apesar de manter o nome de seu fundador, a adega ficou conhecida pela alcunha de Periquita, pois o local onde a quinta está localizada era conhecido como “cova da periquita” pelos moradores da região. O nome inspirou o batismo de um dos rótulos portugueses mais vendidos no Brasil e que traz vinho de uva castelão.

Em meio aos belos jardins da casa-museu que recebe 3.600 visitantes ao ano, barris repletos de Moscatel de Setúbal ilustram as histórias sobre o transporte de vinhos durante as grandes navegações portuguesas. O tour pela adega fica completo com a visita a uma vinha pedagógica e prova de vinhos.

Relíquias e artefatos históricos também se misturam ao universo dos vinhos na Quinta da Bacalhoa. A casa recebeu o nome porque pertenceu a um comerciante de bacalhau cujos negócios passaram a ser administrados por sua esposa após sua morte. Depois, a propriedade chegou a pertencer à família real portuguesa e, nos anos de 1930, foi comprada por uma empresária americana.

A prova de vinhos ocorre em um palácio do século XVI em estilo renascentista que é cercado por campos de vinhas e por histórias da aristocracia portuguesa. Além dos premiados vinhos elaborados pela enóloga Felipa Tomaz da Costa, é possível admirar os mais antigos azulejos já datados em Portugal (com registro de 1565), lembranças de casamento do rei Carlos da Inglaterra, e peças de prata que celebram as relações Brasil-Portugal.

 

Gabriela Valente/Divulgação

Parque na serra

Nos arredores da cidade de Setúbal, a Serra da Arrábida guarda um parque ecológico candidato a Patrimônio Mundial da Humanidade. Com flora e fauna únicas no mundo, a região é cercada por encostas banhadas pelo Oceano Atlântico. A sinuosa estrada N379-1, que liga a cidade de Setúbal à região do Azeitão, corta a serra passando por praias pequeninas e de água cristalina, como a Figueirinha e o Portinho da Arrábida. No alto da formação montanhosa, a vista para o oceano e para a costa portuguesa é deslumbrante. O Convento de Nossa Senhora da Arrábida, um casarão do século XVI, está localizado no alto da formação montanhosa. Informações sobre o agendamento de visitas podem ser encontradas no site da Fundação Oriente. 


» Para saber mais

Sabor doce como o mel
Com sabores e aromas que lembram o mel, o Moscatel de Setúbal é  feito para ser servido como aperitivo, acompanhar sobremesas e até compor receitas de drinques. Sua história se mistura com a época das grandes navegações portuguesas, quando barris da bebida eram transportados nos porões das caravelas. Na região de Setúbal, cada vinícola produz sua versão desse vinho e tentam colocá-lo no mesmo patamar do Vinho do Porto. A técnica para a produção, porém, segue normas específicas que garantem sua denominação de origem. A fermentação das uvas da casta moscatel é interrompida por uma adição de água ardente vínica, que eleva o teor de álcool e mantém os açúcares da fruta. Em seguida, a bebida estagia por, no mínimo,18 meses para vinhos jovens e cinco anos para vinhos clássicos.

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