SETÚBAL

Com o pé na areia, conheça as praias e os vinhos da Península de Troia

Ao sul da região, o solo arenoso das belas praias de Troia beneficia a produção de vinhos com perfil distinto

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postado em 07/01/2016 19:31 / atualizado em 06/01/2016 19:58

Gabriela Valente/Divulgação

Cruzando a baía do Rio Sado, as colinas de Setúbal ficam para trás e dão lugar a um dos destinos de verão favoritos da alta sociedade europeia. Em meio a resorts à beira-mar e casas luxuosas, a Península de Troia abriga vinícolas cujos produtos são beneficiados pelo solo arenoso e a proximidade com o oceano.

Rodeada pelas praias de areia branca e fofa de Troia, a Herdade da Comporta é uma das maiores propriedades agrícolas de Portugal. Dos cerca de 12 mil hectares que ocupa, 35 são dedicados à produção de vinhos. Diante da alta circulação de turistas durante o verão europeu, a adega adaptou sua estrutura substituindo o estilo industrial dos salões onde ocorre o processo de vinificação por acabamentos e iluminação refinados. “Optamos por manter um clima informal para não afugentar o turista que vem da praia”, explica Miguel Palma, diretor comercial da companhia.

Segundo Palma, a Herdade da Comporta chega a receber 20 mil visitantes a cada verão. Apesar de a propriedade pertencer ao Grupo Espírito Santo, que entrou em colapso em 2014, a produção de vinhos, arroz e hortaliças foi mantida pela família.

Cerca de 300 mil litros de vinho são produzidos ao ano pela empresa e, na adega, pode-se conhecer todo o processo de vinificação e realizar provas.

O plantio de vinhas em solo altamente arenoso, onde se pode encontrar água a uma profundidade de cinco metros, e em um vale cuja amplitude térmica favorece a maturação lenta das uvas, permite a elaboração de vinhos brancos frescos e perfumados e tintos com perfil mais próximo aos alentejanos.

Apesar de o tour oferecido pela empresa não incluir uma visita às vinhas, localizadas a cerca de 12km da adega, é possível observar a plantação da estrada, por onde se circula livremente.

Perfil similar de cultivo é encontrado na Quinta do Brejinho, gerida pelo enólogo Luiz Simões. Diferentemente da manutenção da tradição das técnicas e estilos de vinhos observadas em outras adegas de Setúbal, a jovem vinícola — com apenas cinco anos no mercado — tenta aplicar tudo o que há de vanguarda em termos de tecnologia para a vinificação. “O objetivo é a qualidade. É fazer vinhos diferentes e com potencial de guarda”, conta Simões.

A propriedade ocupa 70 hectares, dos quais 30 são destinados ao cultivo de uvas em areia branca. Segundo Simões, a combinação de um solo arenoso profundo com a alta exposição aos ventos marítimos e a variação lenta de temperatura garantem a qualidade das uvas. “Os raios solares refletem no solo e as noites são frias. Não há choque térmico, o que garante uvas muito equilibradas”, descreve.

O resultado são vinhos brancos frutados e com notas florais, enquanto os tintos persistentes, com perfil ideal para a guarda.

Pelo rio
É possível chegar à Península de Troia pela região do Alentejo ou via balsa, que sai do porto da cidade de Setúbal. O percurso de barco leva poucos minutos e garante uma bela vista para a Serra da Arrábida e para a costa de Setúbal.


» Serviço

Mais informações sobre agendamento de visitas e provas de vinho podem ser encontradas nos sites das adegas:

Herdade de Gâmbia: www.herdadegambia.com

Casa Horácio Simões: www.horaciosimoes.com

Quinta do Piloto: www.quintadopiloto.pt

Ermelinda Freitas: www.ermelindafreitas.pt

José Maria da Fonseca: www.jmf.pt

Quinta da Bacalhoa: www.bacalhoa.com


Herdade da Comporta: www.herdadedacomporta.pt/

Brejinho da Costa: www.brejinhodacosta.pt/

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