PESCARIA

Onde fisgar o troféu: Do Amazonas ao Pantanal, escolha o seu destino

Seja por esporte, seja por lazer. Conheça os lugares que mais atraem os amantes pela pesca no Brasil

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postado em 04/02/2016 09:00

Arquivo Pessoal

O motivo não importa. Seja por esporte, seja por lazer, turistas antenados em pesca dispõem de 3,5 milhões de km2 de litoral e 9 mil km de margens de reservatórios de água doce para exercer sua paixão. Muitas cidades do Brasil são parada obrigatória para encontrar, em águas salgadas, o gigante marlin-azul. Em águas doces, a vez é dos tucunarés, dourados, pintados e pirararas. Confira alguns dos destinos mais procurados pelos pescadores:

 

PANTANAL

Raphael Millani/Flickr

Considerada um dos principais refúgios de pescadores amadores, a região do Pantanal é rica em espécies. Segundo o militar Jair Tedeschi, a época certa para conhecer o local é entre março e outubro, fora da piracema (quando os peixes vão à nascente para desovar). O dourado é o peixe preferido entre as 250 espécies encontradas no Pantanal. Em Mato Grosso, os principais destinos são Cáceres e Poconé. Em Mato Grosso do Sul, Corumbá e Porto Murtinho fazem as honras. A hospedagem fica por conta dos barcos-hotéis, que navegam por até uma semana. Eles cuidam da parte burocrática e garantem a licença de pesca exigida.

AMAZONAS

Juca Varella/Fotos públicas

Manaus,Barcelos e Santarém (PA) são as regiões mais procuradas no Norte do país pelos amantes da pescaria. Outra área especial é a do Rio Itapará, em Roraima, onde a temporada começa em outubro (quando termina a estação chuvosa) e vai até abril. Os melhores lugares são os lagos e lagoas formados com a escassez temporária de água. Nessa época, tucunarés se unem em cardumes e ficam bem agitados. Em Santarém, no Pará, a praia de Alter do Chão é a mais cobiçada. Manaus é indicada para quem quer emoção: além de tucunarés, é berço de dourados com até 50kg e tambaquis de 25kg. Em Barcelos, o tucunaré nada no Rio Negro e seus afluentes.

ARAGUAIA

Juca Varella/Fotos públicas

Em um rio com 2,6 mil km de extensão como o Araguaia, em Mato Grosso, a oferta de peixes é farta. Estima-se que haja mais de 300 espécies. A saga para fisgar pintados, barbados e muitos outros se estende por dois períodos: em março e abril e do fim de outubro para o início de novembro, quando chegam as chuvas. É ponto de encontro de turistas do Centro-Oeste, que lotam a região em julho. Os atrativos? Praias de água doce e areias claras, passeios de barco e joias como a Ilha do Bananal — com mais de 20 mil km², ela abriga o Parque Nacional do Araguaia. A poucos minutos da cidade, jacarés, tartarugas e botos são vistos com facilidade.

ALTO-MAR

Jamille Almeida/Flickr

Fãs da pescaria podem aproveitar os 3,5 milhões de quilômetros quadrados de costa para se divertir e relaxar depois de enfrentar as águas salgadas. Em Canavieiras, na Bahia, a atividade é literalmente pesada. Os peixes dali podem chegar a 600kg. A cidade é pequena, portuária, e fica a duas milhas (3,2 quilômetros) da barra do Rio Pardo. A fauna local inclui predadores como o marlin azul. Em Vitória (ES), a espécie também tem fama. O recorde mundial do maior marlin-azul atlântico pescado pertence à cidade, segundo a Associação de Pesca Esportiva (IGFA). O feito é de um pescador capixaba, que fisgou um exemplar de 636kg, em 1992.

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