CHILE

Visitas a vinícolas chilenas rendem aulas de história e degustação de vinho

Na região do Maule, os vinhos têm origem a partir da uva carignan, muito apreciada pelos experts na bebida. Já no Vale do Limarí, está a Vinícola Tabalí, que ostenta o título de melhor do país

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postado em 28/02/2016 09:00 / atualizado em 26/02/2016 17:50

Stellan Pettersson/Flickr

A degustação de vinhos é a porta de entrada para a gastronomia diversificada, que oferece de frutos do mar às mais nobres carnes, como cordeiros. Os roteiros para o Chile devem incluir visita a vinícolas, onde é possível conhecer a plantação, saber do histórico da uva e, obviamente, degustar os vinhos.

 

Na região do Maule, produtores se uniram para criar uma denominação de origem para os vinhos feitos a partir da uva carignan. As primeiras plantações foram feitas depois do terremoto em Chillán, em 1939, quando os pequenos produtores viram no cultivo da uva a oportunidade de reconstruir a vida. Um grupo de pequenos produtores foi para a região, que apresentou vocação para a produção de vinhos.

 

Clima perfeito

Os vinhos não serão conhecidos pelos produtores, mas por essa denominação de origem. O clima seco da região do Maule é perfeito para a cultura dessas videiras. Esse tipo de uva era usado originalmente para dar cor e volume para os vinhos, mas a carignan ganhou status quando os produtores dessa região começaram a cultivá-la para a produção de vinhos.

 

O plantio é feito em uma área seca, o que exige muito das parreiras. Por consequência, as uvas ganham nos sabores. “O clima é muito quente, durante o dia, mas o vento do oceano vem à noite para refrescar os frutos”, diz o proprietário da vinícola Gillmore, Andrés Gillmore. A vinícola recebe os turistas em um casarão aconchegante, que fica à beira de um lago e aos pés de uma montanha.

 

Dela-Foto/EM/D.A Press

Ao norte, no Vale do Limarí, a Vinícola Tabalí, que ostenta o título de melhor do país, foi fundada no século 18 por dom Guilherme. Ao longo dos anos, a produção se modernizou e, atualmente, segue uma escala industrial com a produção de 600 mil barris por ano.

 

A proximidade com o Deserto de Atacama e com o Oceano Pacífico e a presença da pedra caliza (uma rocha sedimentária rica em carbonato de cálcio) contribuem para o terroir. No vale, chove em média 80 milímetros ao ano, concentrados nos meses de julho e agosto. Essa condição permite o manejo sustentável das plantações. Ao visitar a vinícola, é possível conhecer, bem perto dali, o Vale do Encanto, um dos mais importantes sítios arqueológicos, localizado a 24 quilômetros da cidade de Ovalle. Nesse sítio, há pictografias e petróglifos (imagens gravadas nas rochas) feitos por indígenas há mais de 2 mil anos. O local era usado para a realização de cerimônias religiosas. A representação das constelações celestes, esculpidas nas pedras por meio de furos, se tornouum ponto turístico muito visitado.

A repórter viajou a convite da ProChile

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