TEMPOS DE ZIKA

Mesmo com o zika vírus, você pode continuar praticando o turismo

Sob risco de contágio, gestantes desistem de viajar para cidades onde a incidência da doença é alta. Os demais viajantes, no entanto, não precisam cancelar a programação, mas medidas diárias de prevenção devem virar hábito

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postado em 02/03/2016 20:00 / atualizado em 08/03/2016 15:36

Evaristo Sa/AFP

Falta de sol, excesso de chuva e altos índices de violência são três das prováveis razões para não visitar um lugar. Além disso, também contam na balança fatores como o orçamento apertado ou estar sem férias. Esses pesam para o “não” na hora de decidir sair de casa. Mas se você não exige luxo e faz de um fim de semana uma temporada, atualmente a única coisa que pode lhe impedir de pegar o próximo voo é o risco de contrair o zika vírus, a dengue e a chicungunha.

 

Já que a saúde vem sempre em primeiro lugar, o jeito é fugir do mosquito Aedes aegypti e cancelar voos, reservas em hotéis e pacotes turísticos. Embora no Brasil a ocorrência de zika seja alta, não há motivo para entrar em pânico. As viagens para países com casos de transmissão não estão restritas, de acordo com o Instituto Brasileiro de Turismo (Embratur), a Organização Mundial da Saúde (OMS) e a Organização Mundial de Turismo (OMT). Logo, os estrangeiros que quiserem visitar o Brasil podem fazê-lo, e os brasileiros, por sua vez, podem sair do território nacional.

 

As grávidas, entretanto, devem ter mais cuidado. A orientação da OMS é conversar com um médico e adiar a viagem. Para qualquer turista, vale a recomendação de tomar medidas básicas para evitar as picadas. Usar repelente de insetos e acabar com os focos de reprodução do mosquito são as mais importantes.

 

Prefeitura de Ipojuca/Divulgação

Mesmo que nenhum destino tenha sido considerado fora de questão pela OMS e pela OMT, há quem prefira não contar com a sorte. Os cancelamentos de pacotes turísticos existem, mas são casos isolados. De acordo com a Embratur, desistências e adiamentos de viagens ao Brasil foram pontuais e, em sua maioria, envolvem turistas gestantes.

 

Pernambuco

Grávida do segundo filho, Gabriella Lima, 34, cogitou ir a Porto de Galinhas (PE) antes que as notícias sobre o zika vírus começassem a ser divulgadas pelos meios de comunicação. Depois, a conversa com um médico foi necessária. “Fui orientada a não ir. Nem em pensamento nem em sonho”, brinca. Agora, vai para Bombinhas, em Santa Catarina.

 

A restrição médica tem respaldo científico. No Brasil, Pernambuco é o estado com o maior número de casos notificados de microcefalia, condição neurológica em que a cabeça e o cérebro do bebê são menores, comparados aos de outros bebês com a mesma idade. Do total de 1.544 casos notificados na unidade federativa, 182 foram confirmados, segundo o boletim do Ministério da Saúde divulgado em 16 de fevereiro.

 

»Som da natureza

Aureo Berger/Divulgação

Esse tesouro do litoral catarinense é conhecido pelas águas cristalinas. A 74km da capital, Bombinhas tem roteiros para nenhum turista colocar defeito. Amantes do surfe vão tirar a prancha da aposentadoria nas Quatro Ilhas. Repleta de piscinas naturais, a praia da Sepultura é recomendada para crianças. Para mergulhar, a Ilha do Arvoredo é a mais indicada. As trilhas ecológicas não podem ficar de fora. No Parque Municipal Morro do Macaco, todos os caminhos levam a mirantes e vistas espetaculares.

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