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O retorno de um gigante dos mares: réplica do Titanic deve zarpar em 2018

O navio, cujo naufrágio foi imortalizado no cinema, ganha uma duplicata prevista para partir da Inglaterra em dois anos. Cerca de 50 mil pessoas estão na fila para comprar passagens

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postado em 06/03/2016 09:00 / atualizado em 04/03/2016 13:58

Engineer Pal/Reprodução

Reproduzido em diversos filmes, como A Night to Remember (1958) e o aclamado Titanic (1997), do diretor James Cameron, o naufrágio do gigante transatlântico RMS Titanic foi tão marcante que, apesar dos mais de 100 anos que se passaram desde a tragédia, ainda é lembrado por pessoas de todo o mundo.

 

Mesmo com o fim trágico, a história do navio conquistou muitos fãs. E para eles, uma boa notícia veio em 2012. O magnata australiano Clive Palmer, dono da companhia Blue Star Line, anunciou que o Titanic ganharia uma réplica com rota semelhante à original, partindo da Inglaterra com destino aos Estados Unidos. O Titanic II, com capacidade para 2,4 mil passageiros, será construído na China. O valor do investimento chegou a ser estipulado em US$ 500 milhões, mas a quantia não foi confirmada.

 

A expectativa para a construção do novo navio é grande, mas as desconfianças sobre a conclusão do projeto são maiores. O site da Blue Star Line , que dá informações sobre a construção do Titanic II, não é atualizado desde maio de 2014. As contas das redes sociais Twitter e Facebook exibem postagens — feitas em fevereiro deste ano — apenas com uma animação de como ficará a réplica, sem dar novas informações sobre a que passo anda a construção. Além disso, o embarque foi adiado para 2018 — a viagem estava, inicialmente, prevista para acontecer este ano.

 

A BBC afirmou, em meados de 2015, que a embarcação ainda nem havia saído do papel. Representantes da Blue Star Line negaram, em resposta ao veículo britânico, que o projeto estivesse parado. Apesar de todas as incertezas, 50 mil pessoas continuam na fila de espera para embarcar no transatlântico.

 

A ideia do magnata é que o novo navio seja o mais fiel possível ao Titanic de 1912. Assim como o seu antecessor, a nova embarcação contará com 840 cabines e nove decks. Os 269 metros de comprimento serão mantidos, mas o Titanic II será mais largo (45m), o que trará mais estabilidade ao navio.

 

JORGE GUERRERO

 

Projeto

Os ambientes foram projetados para serem exatamente iguais aos originais. Os quartos e os salões de primeira, segunda e terceira classe serão mantidos. Assim como a piscina, sala para banho turco, o Café Parisien e as grandes escadarias. Até a Sala Marconi — onde ficava o telégrafo — será reproduzida, mas apenas como um local para visitação, já que o comando do navio será feito por GPS.

 

A maior diferença da embarcação original é a preocupação com os botes salva-vidas. Em 1912, além da quantidade de barcos não atender ao número total de passageiros, os primeiros botes deixaram o navio com lugares vazios, o que pode ter contribuído para uma diminuição ainda maior do número de sobreviventes. No Titanic II, 18 botes salva-vidas estarão disponíveis, com capacidade para atender, ao todo, aproximadamente 2.400 passageiros e 900 tripulantes.

 

Luxo e elegância

Em 1911, a empresa britânica Oceanic Steam Navigation Company — mais conhecida como White Star Line — lançava um dos navios mais luxuosos da época: o RMS Titanic. O gigante deixava os outros cruzeiros para trás; com 270 metros de comprimento, o Titanic tinha campos de squash, sala escura para fotógrafos e elevadores.

 

A viagem inaugural só aconteceu um ano depois e, em 10 de abril de 1912, o transatlântico deixou o porto de Southampton, na Inglaterra, em direção a Nova Yorque, nos Estados Unidos, com mais de 2 mil passageiros a bordo.

 

Quatro dias após a partida, e 2.500km depois, o Titanic colidiu-se contra um iceberg — apesar dos alertas de outras embarcações sobre a grande quantidade de pedaços de gelo no caminho. As placas de aço do casco entortaram com o choque, permitindo a entrada de água em seis compartimentos do navio. O naufrágio era inevitável.

 

Aproximadamente 1.500 passageiros morreram no acidente. Os sobreviventes, que escaparam do transatlântico em botes, embarcaram no navio Carpathia — o primeiro a responder aos pedidos de socorro — para completarem a viagem até Nova York. Quase três horas depois da batida, o navio afundou completamente

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