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Conheça estádios de futebol abertos à visitação em todo o mundo

Vários complexos esportivos ao redor do mundo abrem as portas para os turistas. Gramado, vestiário, túneis, museus e salas de entrevista ficam acessíveis ao público

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postado em 14/03/2016 17:20

Tobias Alt/Wikimedia Commons

Não só de dribles, pedaladas e gols vive o futebol. O espetáculo comandado pelos pés também precisa de palcos para brilhar e ganhar os aplausos. Os estádios são o melhor lugar para ver o time do coração em campo e para entender os bastidores de uma partida. Muitos deles são abertos para visitas turísticas. Em um tour, os visitantes ficam perto do gramado e de instalações normalmente inacessíveis, como vestiários e salas de entrevista. Os passeios também incluem museus recheados de troféus, camisetas antigas e memoriais dedicados a jogadores lendários.

 

Já quem viaje com o objetivo único de visitar um estádio, mas, ainda que não seja essa a intenção primordial do seu roteiro, pense bem. Em algumas cidades, as construções dedicadas ao esporte se misturam às atrações turísticas. É o caso de Manchester, na Inglaterra, onde tudo gira em torno da bola no pé.

 

Outros locais, além de darem destaque à paixão pelo esporte, fazem parte da história da região e do país onde foram construídos. O estádio Old Trafford, na Inglaterra, homenageia vítimas e sobreviventes do acidente aéreo de Munique, na Alemanha. Para a sorte dos torcedores ingleses, Bob Charlton, ainda uma revelação na época, estava na aeronave e sobreviveu para protagonizar uma trajetória brilhante.

 

Arquibancadas, longos túneis, vários andares — a estrutura geralmente é gigantesca. Com suas particularidades, cada lugar é atraente à sua maneira. Confira os selecionados pelo Turismo e prepare-se para se surpreender:

 

Allianz Arena (Alemanha)
www.fcbayern.de/en

Michael Dalder/Reuters

Essa é uma superatração para ver em Munique. O estádio oficial do Bayern de Munique e do TSV 1860 Munique, menos famoso no Brasil, tem estrutura externa semelhante a um barco, com sete andares destinados a centros comerciais, museu e loja oficial. O complexo também comporta um parque ecológico e uma cervejaria da marca Paulaner. O Arena Tour dura 45 minutos. Leva às arquibancadas (com capacidade para 75 mil pessoas), vestiários, sala de entrevistas e ao túnel de entrada até o campo. De lá, os visitantes (e jogadores) são guiados para o gramado ao som do hino da Champions League. O museu, FC Bayern Erlebniswelt, vale a pena para os fãs do Bayern e de história do futebol. A visita é opcional.

 

La Bombonera (Argentina)

www.bocajuniors.com.ar/el-club/la-bombonera

Ebay/Reprodução

Se você for do tipo de turista que não coloca estádios no roteiro, ir a Buenos Aires pode mudar suas concepções. Futebol, por lá, é religião. A visita à construção com formato de caixa de bombons (daí o nome La Bombonera) começa com o museu, repleto de uniformes e troféus do time. A segunda parada é nas arquibancadas e vestiários. O estádio parece pequeno, mas tem capacidade para 49 mil torcedores. Tudo é feito para dificultar a vida dos adversários: o túnel de saída para o campo tem o teto mais baixo. Logo, os oponentes têm de abaixar a cabeça, como uma reverência, para pisar no gramado. O vestiário fica embaixo da arquibancada geral, a mais barulhenta. Ao sair, é preciso encarar a La Doce, torcida organizada do Boca.

 

Old Trafford (Inglaterra)

www.manutd.com/en

André Zahn/Wikimedia Commons

O Teatro dos Sonhos, como é chamada a sede do Manchester United, recebeu esse apelido do ex-craque inglês Bobby Charlton, que sobreviveu ao acidente aéreo de Munique, em 1958, quando ainda era uma revelação do futebol. Parte da fachada do edifício é dedicada ao acontecimento. A visita guiada começa no museu do clube e passa pelas arquibancadas com capacidade para 76 mil torcedores, pelo campo e pela área técnica. Um detalhe interessante: os bancos de reserva ficam no alto, perto da torcida. Na loja oficial ou nos arredores do estádio, vale a pena adquirir uma camiseta retrô. Se a idolatria não tiver limites, fique atento: há um passeio alternativo, conduzido por antigos craques do clube.

 

Camp Nou (Espanha)

www.fcbarcelona.com.br/camp-nou

Juan Eduardo de Cristofaro/Wikimedia Commons

Mais que um estádio, esse é um símbolo da Catalunha, considerado a Meca de muitos fãs de futebol. A construção fica em Barcelona e pode abrigar 100 mil torcedores. As visitas não são guiadas, mas apostam em interatividade. Tudo começa no Museu FCB, onde fica a coleção de troféus e objetos de jogadores importantes para a história do Barça. O passeio segue no vestiário do time visitante; para chegar ao gramado, atravessa-se o túnel onde uma gravação dá ao visitante a mesma sensação do jogador momentos antes da partida. Depois, segue para as arquibancadas, além das áreas reservadas à imprensa. Na Zona Multimedia, mesas e painéis digitais guiam o visitante pela história de um dos times mais conhecidos do mundo. A parada final é na FCBotiga, loja de produtos oficiais do FC Barcelona.

 

San Siro (Itália)

www.sansiro.net

Bernd Thissen/Alliance/Infophoto

O estádio Giuseppe Meazza é mais conhecido como San Siro, nome do bairro onde foi construído em Milão. Durante alguns anos, foi o maior estádio do mundo. E é o mando de campo de dois times rivais: Internazionale e Milan. Quando o Milan joga, chama-se San Siro e a iluminação ganha tons em vermelho e preto. Quando é o rival, as cores mudam para azul e preto e ele passa a se chamar Giuseppe Meazza. Para visitar a arena onde Pelé jogou oficialmente pela última vez, faça o tour guiado. A história dos times é contada por troféus, chuteiras e camisetas históricas de Rivera, Mazzola, Pelé e Maradona. Além de incluir todas as principais áreas do estádio, o passeio leva os visitantes à área reservada, onde dá para perceber que o Milan tem tradição de reservar lugares para jogadores brasileiros (Kaká, Robinho e Tiago Silva) nos vestiários.

 

Estadio Azteca (México)

www.estadioazteca.com.mx

Taringa/Reprodução

Incrustado na Cidade do México, mas cheio de referências ao futebol brasileiro, o estádio tem atmosfera histórica e fama de ser hostil. Equipes que jogam fora de casa dificilmente saem vitoriosas dali. Uma caminhada ao redor do edifício inaugura o passeio. Placas em homenagem aos gols de Maradona e a vitórias da Seleção Brasileira estão ali. A visita segue pelo vestiários do clube América e a salas de entrevista, até chegar ao gramado. Os visitantes entram em campo e dão de cara com as traves que receberam o “gol do século” de Maradona. As arquibancadas se impõem, com 105 mil lugares. Em um dos assentos, uma estátua de bronze em forma humana simboliza e homenageia torcedores de futebol do mundo inteiro.

 

Stade de France (França)

www.stadefrance.com/en

Franck Fife/AFP

É o único estádio multiúso localizado na cidade de Saint-Denis, ao norte da capital Paris, França. Foi construído entre 1993 e 1997, tendo sido inaugurado em 1998, para a Copa do Mundo daquele ano. Com capacidade para quase 80 mil torcedores, o estádio foi palco do jogo de abertura do mundial (10 de junho, entre Brasil e Escócia) e da final da Copa do Mundo de 1998, em 12 de julho, entre Brasil e França. A seleção francesa saiu campeã, vencendo a partida por 3x0. Recentemente, ficou no centro do noticiário internacional, por ter sido um dos alvos de ataques terroristas no país, que deixaram 129 mortos e 352 feridos. Três explosões registradas em 13 de novembro de 2015 ocorreram do lado de fora do estádio, durante um amistoso entre as seleções da França e da Alemanha. As torcidas foram mantidas no gramado do estádio até que pudessem sair em segurança.

 

Philips Stadion (Holanda)

www.philipsarena.com/

Lennart Tange/Divulgação

O Philips Stadion é a casa do PSV Eindhoven. Está localizado na cidade de Eindhoven, nos Países Baixos. Inaugurado em 31 de agosto de 1913 com apenas 300 lugares, no bairro conhecido como Vila Philips, sofreu grande destruição no fim da Segunda Guerra Mundial, assim como a cidade. Foi reconstruído e teve sua capacidade aumentada para 22 mil lugares, em 1958. Com as reformas e ampliações até o ano 2000, passou a ter lugares para 35 mil pessoas. O recorde oficial de público é de 34.700 torcedores, em 23 de outubro de 2005, num clássico entre PSV Eindhoven e AFC Ajax. Recebeu a final da Copa da UEFA de 2006, entre Sevilla FC e Middlesbrough FC, e algumas partidas da Eurocopa de 2000. É um dos estádios Cinco Estrelas, segundo a classificação da UEFA.

 

Centenário (Uruguai)

www.estadiocentenario.com.uy

JimmyBaikovicius/Flickr

É o maior e mais importante estádio do Uruguai. Construída em 1929 para festejar o centenário da independência  do país e inaugurada em 1930, a arena sediou, no ano de sua estreia, a primeira Copa do Mundo de Futebol. A competição reuniu 13 países, incluindo o Brasil, mas os anfitriões saíram vitoriosos. O estádio é considerado Patrimônio Histórico da Humanidade e Monumento Histórico do Futebol. Atualmente, abriga partidas da seleçãouruguaia, clássicos entre Peñarol e Nacional, além de grandes eventos, como shows internacionais. Lá, os visitantes encontram o Museu do Futebol, onde um dos destaques é a vitória do Uruguai sobre o Brasil por 2 a 1 na final da Copa do Mundo de 1950, no Maracanã, numa partida que ficou conhecida como Maracanazo (Maracanaço). O acervo traz alguns objetos relacionados ao futebol brasileiro, como troféus e uma camisa antiga de Pelé.

 

Sport Lisboa e Benfica ou Estádio da Luz (Portugal)

www.slbenfica.pt/

Artur Ferreira/Flickr

O Estádio da Luz ou Sport Lisboa e Benfica (nome oficial) fica na freguesia de São Domingos de Benfica, em Lisboa. É conhecido pelos fanáticos torcedores como “A Catedral”. Foi inaugurado em 1º de dezembro de 1954, passou por uma gigantesca reforma e foi reinaugurado em 25 de outubro de 2003. Tem capacidade para mais de 65 mil espectadores. Além de percorrer o estádio, o visitante pode conhecer o Museu Benfica Cosme e Damião, que tem várias exposições sobre a história do clube, os títulos e as instalações. Na entrada, há uma estátua de um dos maiores ídolos futebolísticos de Portugal, Eusébio. Uma outra curiosidade: antes das partidas, uma águia, batizada de Vitória, sobrevoa todo o estádio e pousa sobre o símbolo do time. Nem sempre funciona.

 

ANZ Stadium (Sydney, Austrália)

www.anzstadium.com.au/

Simon Clancy/Flickr

Inaugurado em 1999, o ANZ Stadium foi o centro dos Jogos Olímpicos de Sydney em 2000. Com uma dimensão que poderia alojar quatro Boeings 747, tinha capacidade inicial de 110 mil pessoas. Após os Jogos Olímpicos, foram feitas obras que permitiram ao estádio ter dois modelos de configuração, que são trocados em função do tipo de esporte praticado. Pode ser modificado do formato oval para o retangular em apenas 12 horas. É conhecido por ter a melhor e a mais avançada tecnologia para o funcionamento de uma arena esportiva. Considerado o segundo maior estádio de futebol da Austrália, acolhe jogos da seleção nacional de futebol. Nos arredores fica o Parque Bicentenário, um lugar propício para pequeniques e caminhadas, e o Parque Aquático Olímpico de Sidney, com piscinas e toboáguas.

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