COLÔMBIA

Descubra a alegria e as surpresas de Medellín, berço da eterna primavera

Terra de Fernando Botero, conhecido por esculpir figuras rechonchudas, a segunda maior cidade colombiana atrai pela alegria do seu povo, pela cultura e pelo clima, sempre ameno e ensolarado

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postado em 30/03/2016 20:00 / atualizado em 30/03/2016 14:41

Flickr/Medellin

Prepare-se para cruzar as fronteiras do Brasil e aterrissar em um pedaço muito brasileiro na América Latina. Bem-vindo a Medellín, na Colômbia. Terra de gente alegre, festiva, otimista e de sorriso sempre aberto. A capital do Departamento de Antioquia e segunda maior cidade colombiana é famosa por seus artistas, poetas e personalidades. Atualmente, muito conhecida pelo desempenho criminoso do traficante Pablo Escobar, que virou tema de série Narcos, transmitida via streaming.

 

Medellín, das montanhas que quase tocam o céu, e que, pelo clima agradável e ensolarado, leva o título de Cidade da Eterna Primavera, surpreende os visitantes por sua beleza, organização, limpeza e opções culturais. Pela receptividade com que são tratados os turistas, vale a pena embarcar para além dos circuitos tradicionais e conhecer a rotina dos paisas, como são chamados os nativos.

 

Carlos Eduardo Gomez/flickr

De Medellín, surgiram nomes famosos, como o do artista plástico Fernando Botero, que encanta o mundo com suas esculturas de formas arredondadas; e dos cantores Maluma, J. Baldin e Juanes, que estão entre os principais da música latina. As obras de Botero, inclusive, estão espalhadas pelas ruas da cidade. Alguns pontos podem ser considerados museus a céu aberto.

 

» Subdivisão

Ao norte, o Departamento de Antioquia é banhado pelo Mar do Caribe e faz divisa com os departamentos de Córdoba e Bolívar; a leste, com os departamentos de Bolívar, Santander e Boyacá; ao sul, com os departamentos de Caldas e Risaralda; e a oeste, com o Departamento.

 

Espaço para a criatividade 

Marina Villatono/flickr

Prova da transformação social por que Medellín passa vem justamente dos morros. Antes completamente tomadas pela violência do narcotráfico, as comunas, como são chamados, abrem espaço para a arte, o hip-hop, a dança e a grafitagem. Um dos exemplos vem da Comuna 13, que se alcança tomando o metrô, ao fim da linha B, descendo na estação San Javier. A subida pelas ladeiras vale a pena. As pessoas são receptivas, os muros surpreendem pelas pinturas em grafite e a vista é fenomenal.

 

Três pontos chamam atenção no lugar: as ruas são muito limpas, um escorregador fixo faz a alegria de crianças e adultos, e uma escada rolante alivia a subida no meio do caminho. O equipamento está em perfeito estado, sem nenhum tipo de pichação ou atos de vandalismo. No passeio pela Comuna 13, é possível perceber o esforço do governo em enfrentar a criminalidade e o tráfico das gangues de frente.

 

Uma das iniciativas vem da Casa Kolacho, centro cultural para ensinamento do hip-hop e da cultura do grafite como ferramentas para educar e transformar as sociedades. A Casa Kolacho é responsável por mais de 90% dos grafites na Comuna 13; muitos deles, inclusive, retratam momentos históricos de ocupação policial e violência no lugar. 

 

» Sem regime

Prefeitura de Medellin/Divulgação

Fernando Botero Angulo (1932) nasceu em Medellín, em 19 de abril de 1932. Com 15 anos, vendeu seus primeiros desenhos. Em 1948, trabalhou como ilustrador no Jornal O Colombiano. Em 1950, graduou-se no Liceu San José de Marinilla. Em 1951, mudou-se para Bogotá, onde fez sua primeira exposição.

 

Em 2004, Botero fez uma série de pinturas que retratavam as torturas cometidas por soldados norte-americanos contra os prisioneiros de Abu Ghraib, cidade iraquiana. Sua mostra Dores da Colômbia, que reúne 67 obras com 36 desenhos, 25 pinturas e seis aquarelas, percorreu várias cidades europeias e brasileiras. Nela, o artista coloca em evidência a violência causada pelos conflitos naquele país, envolvendo os guerrilheiros das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), do Exército e de paramilitares.

 

Entre seus trabalhos mais populares, estão as releituras (gordinhas) de Mona Lisa, de Leonardo da Vinci, adquiridas pelo Museu de Arte Moderna de Nova York, e o Casal Arnolfini, de Jan van Eyck. 

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