ECOTURISMO

Conexão natural: aplicativo mapeia cachoeiras ao longo da Estrada Real

A ferramenta reúne 180 quedas d'água e mais de 100 pontos turísticos em 21 cidades ao longo da estrada para você conhecer e não se arrepender

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postado em 03/04/2016 10:10 / atualizado em 30/03/2016 18:00

Carlos Moura/CB/D.A Press
 

Um aplicativo criado por dois mineiros de São João del-Rei promete facilitar a vida das pessoas que gostam de cachoeiras e turismo ecológico. Com ele, definitivamente, a tecnologia se conectou à natureza. Pelo menos em Minas Gerais. Em um ano e meio, o Projeto Cachoeiras da Estrada Real, da Ecoguias, mapeou 180 cachoeiras e mais de 100 pontos turísticos em 21 cidades ao longo do caminho real.

 

As quedas d’água foram georreferenciadas no local, o que permite traçar todas por GPS, dispensando a conexão com internet. A ferramenta, que será lançada em 5 de abril, conta com produção audiovisual inédita e exclusiva com uso de drones e câmeras subaquáticas.

Além disso, oferece informações sobre onde se hospedar e comer, serviços existentes nos municípios — postos de gasolina, bancos e telefones de emergência —, além de guias e receptivos turísticos. O aplicativo é gratuito e será lançado primeiro para o sistema operacional android e depois para o IOS. Confira dicas sobre algumas cachoeiras que fazem parte do app, disponível para download aqui:


Cachoeira do Mangue

Tiradentes (MG)

Soupedal/Reprodução

Encravada aos pés da Serra de São José, a Cachoeira do Mangue encanta seus visitantes pelo charme de sua queda e a beleza do poço de águas cristalinas, ideais para banho.

Cachoeira da Proa

Carrancas (MG)

Acervo Ecoguias/Divulgação

Pertence ao complexo da Zilda. A chegada se dá por cima da cachoeira e logo abaixo está o poço. É um local de pouca visitação. Ótima pedida para quem gosta de tranquilidade.

Cachoeira Serra Morena

Serra do Cipó (MG)

Acervo Ecoguias/Divulgaçao

A cachoeira Serra Morena fica nas dependências da Pousada Serra Morena, unidade particular de uso sustentável. Dispõe de belas quedas, com poços ideais para banho, com águas frias e límpidas.

Cachoeira do Quatorze
São João del-Rei (MG)

Acervo Ecoguias/Divulgacao

Uma das mais belas cachoeiras do município, com uma linda queda d’agua e um poço com prainha para relaxar e desfrutar da natureza. Ideal para um passeio em família.

 

Cachoeira do Saco Bravo
Paraty (RJ)

Acervo Ecoguias/Divulgacão

Uma das mais belas cachoeiras da Estrada Real. Pouco antes de desaguar no mar, forma uma piscina natural de águas cristalinas. O prazer de estar em um poço de água doce olhando para o mar quebrando nas pedras é indescritível.

 

Janela do Céu
Conceição do Ibitipoca (MG)

Raul Lisboa/Flickr

Parque Estadual do Ibitipoca está localizado na Zona da Mata mineira. Ocupa o alto da Serra do Ibitipoca, uma extensão da Serra da Mantiqueira. No parque, você encontra esse cartão-postal de Minas Gerais: a Janela do Céu. Uma bela cachoeira para quem gosta de se aventurar por trilhas pelo caminho.

 

Cachoeiras dos Garcias
Aiuruoca (MG)

Acervo Ecoguias/Divulgação

Com certeza, a cachoeira mais encantadora do município, considerada por muitos uma das mais belas de toda a Serra da Mantiqueira. São cerca de 30 metros de queda livre de água cristalina, que formam um imponente poço de 10 metros de diâmetro com até cinco metros de profundidade, propício para banho.

 

» Para saber mais

Escoamento da riqueza

É preciso voltar no tempo para falar da Estrada Real. Sua história surge em meados do século 17, quando a Coroa Portuguesa decidiu oficializar os caminhos para o transporte de ouro e diamantes de Minas Gerais até os portos do Rio de Janeiro. As trilhas que foram delegadas pela realeza ganharam o nome de Estrada Real.

São mais de 1.630 quilômetros de extensão, passando por Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo. Hoje, ela resgata as tradições do percurso valorizando a identidade e as belezas da região.

Os visitantes podem percorrer quatro caminhos: o Caminho Velho, também chamado de Caminho de Ouro, foi o primeiro trajeto determinado pela Coroa Portuguesa e liga Ouro Preto a Paraty; já o Caminho Novo foi criado para ser o mais seguro até o Rio, especialmente porque as cargas estavam sujeitas a ataques piratadas na rota marítima entre Paraty e o Rio.

O Caminho dos Diamantes surgiu para conectar a sede da capitania, em Ouro Preto, à principal cidade de exploração de diamantes, em Diamantina. Por último, o Caminho Sabarabuçu recebeu este nome por conta do distrito de Ouro Preto. É cercado por belas paisagens de montanhas e lendas que povoam o imaginário popular.

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