Turismo

As Pequenas Antilhas oferecem opções de passeio e diversão além das praias

Junte o verde intenso da floresta tropical com o tom de terra escura dos picos dos vulcões, os vermelhos, rosas e alaranjados das flores e descubra os encantos fora das águas azuis do mar

Carmen Souza
postado em 06/04/2016 20:00

Junte o verde intenso da floresta tropical com o tom de terra escura dos picos dos vulcões, os vermelhos, rosas e alaranjados das flores e descubra os encantos fora das águas azuis do mar

Um azul estonteante. Camaleônico. De fazer pensar que as águas caribenhas são feitas para hipnotizar os visitantes. Resista. Não se prenda a elas. Há uma paleta de aventuras, sabores, histórias e costumes nas chamadas Pequenas Antilhas. O conjunto de ilhas dispostas em arco e próximas à América do Sul abriga picos de 18 vulcões em 700km de extensão, garantindo uma geografia acidentada. Somadas as florestas tropicais, o cenário rende roteiro diverso: cachoeira, trekking, banho termal e até turismo de observação de aves e plantas. Como os países e os territórios são pequenos, dá para combinar o deleite na terra com o no mar. Manhãs e tardes variadas. Dias inesquecíveis num mundo em que os olhos não se cansam de olhar.

Junte o verde intenso da floresta tropical com o tom de terra escura dos picos dos vulcões, os vermelhos, rosas e alaranjados das flores e descubra os encantos fora das águas azuis do mar

Irmãs com corações de fogo

Os picos Petit e Gros Piton podem ser visitados por adeptos de trekking

As gêmeas vulcânicas são imponentes em Santa Lúcia. Com, respectivamente, 743 e 770 metros, os picos Petit Piton e Gros Piton emolduram boa parte dos cenários no país insular que é um pouco menor que Goiânia. E as gigantes não precisam ficar apenas na contemplação. Adeptos do trekking sobem e descem o terreno íngreme da maior delas em cerca de seis horas. No caminho, além das belezas da floresta tropical e do mar caribenho, passam por povoados surgidos no fim do século 18, quando escravos tentaram se refugiar nas montanhas.

[SAIBAMAIS]

Quem preferir poupar as pernas pode mergulhar nas águas dos pitons ; de cilindro ou apenas com snorkel. O mar é quente (em média 27;C), e sobre ele também flutuam caiaques, pranchas de stand up paddle e barcos. Independentemente da escolha, prepare-se para a exuberância. Declarados Patrimônio da Humanidade pela Unesco em 2004, Petit e Gros têm 148 espécies de plantas, 27 de aves, 168 de peixes, além de baleias, corais, tartarugas...

A cidade de Soufriére abriga ainda o Sulphur Springs, também chamado de vulcão drive-in. Isso porque é possível passar pela cratera dele de carro e ver as piscinas de lava, donas de uma quentura e de um odor de enxofre marcantes. Se o objetivo for deixar Santa Lúcia na pele, siga para as piscinas naturais de águas quentes e lama. Mas tem que lambuzar o corpo com o barro, alertam os nativos. Rugas, flacidez e outros inimigos da beleza ficarão no Caribe.

; Santa celebridade

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O momento água em Santa Lúcia pode ter glamour. Isso porque a ilha é queridinha de famosos como Mick Jagger e Oprah Winfrey, vizinhos por lá. Se a ida para os pitons for num barco, dá para mergulhar no quintal das celebridades. Ou em um cenário literalmente cinematográfico. Bem perto, está Marigot. Palco de batalhas entre ingleses e franceses numa disputa territorial que durou um século e meio, a baía de águas azuis e palmeiras espalhadas pela areia branca serviu de cenário para os filmes Doutor Dolittle e Firepower. Também é saída para passeios a pontos mais escondidos da ilha. Há ainda hotéis nas enseadas que garantem vistas similares aos registros hollywoodianos e praias praticamente desertas. A combinação tem agradado principalmente a casais em lua de mel. Pelo roteiro exclusivo, pagam diárias que chegam a custar US$ 1 mil.

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