CARIBE

Cruzeiros são boas opções de passeio para quem viaja pelas Antilhas

Viajar em um navio facilita o acesso à maioria das ilhas das Pequenas Antilhas. É uma espécie de hotel que se move nas águas

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postado em 08/04/2016 17:00 / atualizado em 08/04/2016 17:30

MSC Turismo/CB/Divulgação

Empresas de transporte aéreo e marítimo locais fazem o trajeto entre as ilhas das Pequenas Antilhas. Mas, se o desejo for por praticidade e comodidade, os cruzeiros são uma boa opção. A ideia é cada dia acordar em um país ou um departamento ultramarino quase como uma passe de mágica. Isso porque a embarcação só navega quando cai a noite e, se você não enjoar, nem vai perceber o deslocamento de, em média, 20km/h, se divertindo dentro da embarcação ou dormindo.

 

“Dá para conhecer cinco, seis, sete ilhas de uma só vez, sem precisar fazer as malas, pegar um carro. Nada melhor do que isso nas férias”, diz Mário Borges, executivo de contas da MSC Cruzeiros no Brasil. A empresa termina, nesta semana, a temporada no Caribe deste semestre — iniciada em 1° de novembro passado. Foram mais de 300 mil hóspedes, sendo a imensa maioria moradores das Pequenas Antilhas, principalmente martinicanos. Os brasileiros começam a crescer a bordo, e a política de dólar congelado a US$ 2.99 adotada pela empresa tem ajudado nisso.

 

Nesta temporada, o roteiro do MSC Orchestra durou oito dias, com ida e volta por Martinica. A embarcação de 16 andares pesa mais de 92,4 mil toneladas, tem capacidade para receber 2.550 hóspedes e uma tripulação com cerca de mil pessoas. Ainda sobra espaço para uma infinidade de atrativos: spas, piscinas, quadras de esporte, bares temáticos, boates, teatro para os musicais, biblioteca, restaurantes.... O risco é se entreter tanto lá dentro e não descer para conhecer as ilhas.

 

A própria MSC tem uma agência de excursão dentro do Orchestra para ajudar nas “escapadas”. Os preços são em euro — assim como os outros serviços e produtos dentro da embarcação — e variam de 21 a 210, sendo que crianças pagem valor diferenciado. O roteiro chama a atenção pela diversidade: desde city tour a visita a ilhas reservadas para mergulho, passando por safáris de jipe e observação de baleias.

 

Nos locais em que o navio atraca, há empresas e taxistas que também oferecem excursões. Os preços costumam ser mais em conta, mas é preciso ficar atento ao horário de partida da embarcação. Esse, aliás, é o único problema da viagem que não cai na culpa do comandante, diz o bonachão Mario Stiffa, que comanda o Orchestra. Aos 70 anos, o napolitano de Sorrento conta que é movido a adrenalina. “São 4 mil pessoas sob sua responsabilidade. Se há um problema médico, a culpa é do comandante”, brinca. Ainda assim, sobram tempo e simpatia para conversar com os hóspedes. Não é difícil na festa de gala tentar uma selfie com o capitão.

 

No fundo de Barbados

Carmen Souza/CB/D.A Press

O roteiro alternativo em Barbados pode ser do tipo imersão. Há pelo menos duas opções nesse sentido. Entrando no Submarino Atlantis, dá para ficar bem perto de toda a diversidade marítima do Caribe sem se molhar. O passeio tradicional dura em torno de 40 minutos e é narrado por um guia que vai contando a história do país, de peixes e corais que surgem no caminho e do próprio submarino. O ponto alto da descida de 40 metros é um navio afundado. A expedição marinha custa a partir de US$ 100 e vale checar a condição de visibilidade da água antes de embarcar nela.

 

Mariana Ceratti/CB/D.A Press - 16/5/10

Na parte central de Barbados, a caverna de Harrison é um labirinto subterrâneo com córregos cristalinos, cascatas e formações curiosas. O espaço mais alto, chamado de grande salão, tem 15m de altura. Sobre um trenzinho, pode-se conhecer a caverna, que está ativa, durante uma hora por US$ 25 (adulto) ou US$ 12.50 (crianças). As estalagmites continuam crescendo: com espessura inferior à de uma folha de papel por ano.

 

Programe-se

» Oficialmente, a época dos furacões no Caribe vai de 1º de julho a 30 de novembro. Quem arrisca viajar pela região nesse período aproveita a queda considerável dos preços em relação à alta temporada

» Se você passar por Martinica, leve o certificado internacional de vacinação contra a febre amarela. Ele é obrigatório para entrar no departamento ultramarino francês. A imunização tem que ter sido feita no mínimo 10 dias antes do desembarque e há no máximo 10 anos

» Algumas ilhas recebem euro; outras, dólar americano. Além disso, há as moedas locais. Com o dólar americano é possível pagar as contas em todas elas, mas fique atento às conversões feitas pelos comerciantes

» Negocie o valor das corridas com os taxistas. Como as ilhas têm áreas relativamente pequenas, os principais pontos atrativos não são distantes, principalmente as praias, e os preços iniciais costumam vir salgados. Conseguir mapas dos principais atrativos das ilhas pode ajudar na negociação


Quem leva

» MSC Cruzeiros
Oito dias, passando por Martinica, Guadalupe, Santa Lúcia, Barbados, Trinidad e Tobago, Granada e Dominica. Preços a partir de R$ 1.805, 96, com saída de Martinica. Informações no site www.msccruzeiros.com.br

» Costa Cruzeiros
Sete dias, passando por Guadalupe, Trinidade e Tobago, Granada, Barbados e Santa Lúcia. Preços a partir de R$ 2.198, com saída de Guadalupe. Informações no site www.costacruzeiros.com

* Preços para janeiro de 2017

 

A repórter viajou a convite da MSC Cruzeiros
 

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