ARGENTINA

O tango das águas: faça diferente e vá até o lado argentino das Cataratas

O show das águas da cachoeira mais famosa do Brasil divide o palco com o espetáculo do lado vizinho. Para quem gosta do contato direto com a natureza, vale a pena atravessar a fronteira

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postado em 20/04/2016 20:00 / atualizado em 20/04/2016 16:01

Renato Alves/CB/D.A Press

Puerto Iguazú — Poucos são os brasileiros que vão a Foz do Iguaçu e visitam o lado argentino das Cataratas. Se você é um desses, saiba que vacilou. Se ainda não visitou essas que são umas das maiores maravilhas da natureza, aqui vai uma dica preciosa: não só cruze a fronteira como durma por lá uma ou duas noites.

 

Puerto Iguazú, a menor das três cidades da tríplice fronteira, não é bonitinha nem charmosa. É uma pequena cidade do interior com uma grande concentração de ótimos bares e restaurantes, e toda a estrutura necessária para o turista aproveitar com conforto os passeios às Cataratas.

 

Diferentemente de Foz, Puerto Iguazú dispensa veículo para o lazer noturno. Ficando em uma acomodação na cidade, é possível ir a pé às melhores casas. Por isso, já vale uma noite na cidade. Outra é necessária caso queira conhecer todo o lado argentino das Cataratas. O parque dos hermanos é tão grande e tem tantas atrações que são necessárias duas visitas para aproveitar tudo.

 

Renato Alves/CB/D.A Press

Ônibus saem da rodoviária (perto da maioria dos hotéis) a cada 20 minutos, tanto para o parque brasileiro quanto para a reserva argentina. O tempo de viagem até eles é o mesmo. Se procura luxo, Puerto Iguazú conta com hotéis bem equipados e resorts em meio à selva, o que Foz do Iguaçu não oferece, assim como cassinos, doce de leite, empanadas, bife de chorizo, vinhos bons e baratos...

 

No meio da selva

Do que restou de mata nativa ao redor das Cataratas, a maior parte está no lado argentino. Daí o motivo de haver hotéis de selva em Puerto Iguazú e da área do parque hermano ser bem maior, com muito mais trilhas e mais o que se ver. Também é a razão de os passeios por lá serem mais roots. Enquanto no lado brasileiro o visitante praticamente não faz esforço, com o ar-condicionado dos ônibus e as sombras das árvores nas trilhas, no lado argentino é bem diferente.

 

Renato Alves/CB/D.A Press

A experiência tem os seus aspetos positivos e negativos. Os deslocamentos no lado argentino chegam a ser chatos, principalmente em dias de muito sol ou de chuva. Para se movimentar entre as áreas do parque, é preciso tomar um trenzinho que para em três estações. As partidas podem ter até meia hora de intervalo. Mas não lhe deixa pertinho de nenhum dos mirantes com vista para as quedas d’água. É preciso caminhar até chegar até eles.

 

Mas é aí é que está um dos pontos altos do lado argentino. Você caminha sobre o Rio Iguaçu e em meio a uma floresta. Vê animais selvagens, plantas e insetos que valem, além da contemplação, muitas fotos. E, nas trilhas e nas estações do trem, há pontos de descanso, banheiros, lanchonetes, lojas de lembrancinhas e até de joias, de pedras preciosas. Também cafeterias e sorveterias da Havanna e do Freddo, com todas aquelas delícias tipicamente argentinas, com os preços locais.

 

Aliás, os preços são outro ponto forte do lado argentino das Cataratas. Primeiro: não é necessário comprar visita guiada. Segundo: com o mesmo bilhete (cerca de R$ 50) você passa o dia no parque, com o transporte do trenzinho garantido. Terceiro: todos os passeios oferecidos no lado hermano são mais em conta e mais radicais do que no oposto. Por fim, só andando na reserva argentina é possível visitar ilhas, ver determinadas quedas d’água e pisar na Garganta do Diabo.

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