ÁFRICA

Vinícolas, gastronomia exótica e belas estradas na Cidade do Cabo

Não deixe de visitar a Ilha Robben, onde Mandela ficou preso por 27 anos, e também a igreja em que o bispo Desmond Tutu escondia os negros durante a política segregacionista. A Table Mountain, uma das sete novas maravilhas do mundo, é parada obrigatória

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postado em 19/05/2016 09:00 / atualizado em 25/05/2016 16:59

South African Tourism/Divulgação

Para quem prefere passeios diurnos, vale uma esticada até a região do Waterfront. O local tem shopping, restaurantes, aquário e pode ser um bom lugar para ver a vida passar sem pressa. A Cidade do Cabo oferece várias outras opções de passeios, como a Ilha Robben — onde Nelson Mandela permaneceu preso por 27 anos durante o apartheid e fica aberta a visitas — e as vinícolas de Stellenbosch e Franschhoek, cidadezinhas que formam a segunda colônia europeia mais antiga da África do Sul.

 

Na Cidade do Cabo, há locais que guardam marcas do apartheid. O Supremo Tribunal, onde brancos e negros passavam por reclassificação de cor, e a igreja na qual Desmond Tutu, arcebispo que recebeu o Nobel da Paz em 1984, escondia os fugitivos durante a política segregacionista, fazem parte do conjunto de prédios. No bairro fica também o Parlamento e o prédio da prefeitura, onde Nelson Mandela fez o discurso da liberdade, em 1990.

 

Boas fotos

South African Tourism/Divulgação

Para explorar as belezas naturais, reserve um dia inteiro para um passeio pelo extremo sul da península, passando pelo Cabo da Boa Esperança. Não existe transporte público que faça o trajeto, de aproximadamente 60 quilômetros, mas é possível percorrê-lo de carro ou contratar um serviço particular. A garantia é de paisagens de tirar o fôlego e boas fotos. A primeira parada é Hout Bay, a baía da cidade, onde ficam restaurantes, feiras de artesanato e barcos ancorados, de onde sai um passeio até a Ilha das Focas, em que há centenas de animais. O trajeto dura 20 minutos e o ingresso custa 70 rands (R$ 17).

 

De lá para o Cabo da Boa Esperança, ou Cape of God Hope, são alguns minutos. Na Champan’s Peak, considerada uma das estradas mais bonitas do mundo, não é difícil se pegar admirando a paisagem. A chegada ao Cabo da Boa Esperança, que esteve presente nos nossos livros de história, é um capítulo à parte. Como não se lembrar das aulas sobre o local que revelou a conexão entre os oceanos Atlântico e Índico e foi importante para a expansão marítima e a venda de produtos vindos do Oriente Médio pelos europeus? No local,  ainda é possível visitar um farol construído em 1860, onde os turistas observam o mar azul, as praias desertas e a vegetação rara.

 

De volta à Cidade do Cabo, uma visita à Table Mountain é obrigatória. Considerado uma das sete novas maravilhas naturais do mundo, impressiona pela grandiosidade e beleza. Apesar de concorrido, o fim da tarde  pode ser um dos melhores horários para visitar o topo da montanha. Isso porque o pôr do sol faz tudo ficar mais bonito. É comum ver grupos de amigos e casais de namorados tomando vinho enquanto se despedem do Sol. Levar uma blusa de frio, dependendo da época do ano, é uma boa pedida, já que venta muito no alto da montanha e as temperaturas ficam mais baixas que na cidade. A entrada custa cerca de 195 rands (R$ 48).

 

Gastronomia exótica

South African Tourism/Divulgação

Comer bem pagando pouco é uma das inúmeras vantagens da Cidade do Cabo. A Kloof Street, na região dos Gardens, é uma das dicas dadas por quem vive na cidade. A rua reúne bares e restaurantes ‘moderninhos’ bastante frequentados por nativos. Apesar de sempre cheios, os estabelecimentos não têm a mesma demanda dos pontos turísticos. Por isso, há a garantia de atendimento mais rápido e personalizado. Há quem diga que, por esse motivo, a comida nesses locais costuma ser até 20% mais barata do que nos bares em pontos turísticos. Lá, as opções passam por frutos do mar, carnes, cafés e comida italiana. Em outras regiões da cidade, também existem ótimas opções de restaurantes, entre elas, o Aubergine, The Test Kitchen e o La Colombe, que precisam ser reservados com bastante antecedência.

 

Quem vai à África do Sul também não pode deixar de experimentar as carnes de caça, ou o game of the day, como consta nos menus. As carnes de kudu (espécie de antílope) e sprinbok (uma pequena gazela) são as mais comuns nos cardápios e os preços desses pratos dificilmente ultrapassam os 300 rands (R$ 75) em restaurantes sofisticados. Um jantar completo com entrada, prato principal, sobremesa e uma taça de vinho pode custar 400 rands (R$ 100), motivo suficiente para atrair os fãs do turismo gastronômico.

 

Turismo enológico

Renato Alves/CB/D.A Press - 23/8/10

O turismo enológico é outra boa pedida para quem visita a Cidade do Cabo. Perto do centro, estão as cidadezinhas Stellenbosch e Franschhoek, que estão entre as principais regiões produtoras de vinhos da África do Sul. A viagem até lá leva cerca de 40 minutos e vale a pena pela grande variedade de vinícolas. Na estrada, é possível ver uma imensidão de parreiras ao pé de belas montanhas. Para aproveitar o passeio e conhecer as vinícolas, o melhor é planejar com antecedência.

 

Há a oferta de passeios guiados que garantem mais segurança, já que o objetivo é experimentar os vinhos sul-africanos sem se preocupar com a volta para o hotel. Geralmente, a entrada nas propriedades não é cobrada, mas é bom escolher que vinícolas pretende conhecer. Em cada local, você pode escolher se quer fazer a degustação, almoçar ou apenas conhecer o espaço. O mais importante é não se esquecer de experimentar a uva local, a pinotage. As garrafas de vinho podem ser mais caras que em supermercados, onde é fácil encontrar boas opções por preços muito atrativos, a partir de 40 rands (R$ 10).

 

O alemão Hans Langhoff, que há mais de 10 anos faz passeios guiados pelas vinícolas em carros antigos, destaca lugares com vinícolas para se conhecer em Stellenbosch e Franschhoek. Entre as mais tradicionais e que merecem uma visita, ele cita a Neethlingshof, que tem mais de 200 anos de história, a Boschendal, fundada em 1685, a Delaire e a Simonsig. Nós, entretanto, visitamos duas: a Grande Provence, onde a degustação de quatro vinhos custou 90 rands (R$ 22,50), e a Maison Wine State.

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