FÉRIAS

Aproveite o calor do hemisfério norte ou o frio do sul na folga de julho

Inspire-se em roteiros no Brasil e no mundo, e programe sua viagem do próximo mês. Seja sozinho seja com a família, opções não faltam para curtir o frio e o calor no país ou no exterior

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Tobias Svedberg/Flickr

Quando a metade do ano se aproxima, um desejo é unânime: descansar. Para quem tem essa chance, recuperar o fôlego para seguir até dezembro com o entusiasmo dos primeiros dias de janeiro tem tudo a ver com viagem. Com as crianças em férias, basta combinar as datas e planejar o itinerário. Conhecer lugares interessantes e que façam valer o investimento é uma injeção de ânimo em qualquer rotina. Na neve, em praias, montanhas ou zonas urbanas, a regra é uma só: diversão.

 

Andre Violatti/Esp. CB/D.A Press

Para Camila Martinelli, 22 anos, a viagem de férias de julho tem um motivo especial. A universitária viajará até Oslo, na Noruega, para aproveitar a folga característica à época do ano e para reencontrar o marido, que atualmente mora na capital norueguesa. Chegando lá, a ideia do casal é visitar algumas outras cidades do país. “Com certeza, vamos para Hvasser e Tønsberg e talvez a Bergen”, conta Camila.

 

Helge Høifødt/Wikimedia Commons

Camila espera aproveitar o calor, apesar de as temperaturas baixas serem mais comuns no país. “Minha expectativa é de muita praia e sol. Meu marido disse que, esse ano, vai fazer 35ºC”. Os planos não param por aí. “Quero assistir alguma apresentação de música erudita no Opera House”, acrescenta. O Opera House, a Catedral de Oslo, o parlamento da Noruega e o Palácio Real são apenas alguns dos passeios imperdíveis na cidade.

 

Matar a saudade

Marcelo Ferreira/CB/D.A Press

Giovanna Ghersel, 23, vai aproveitar as férias para matar a saudade dos amigos na Europa. “Vou me formar este ano e, em vez de fazer festa, prefiro viajar”. O roteiro de 20 dias inclui paradas em Gotemburgo (Suécia) — no norte da Europa —, em Paris (França) e em Madri (Espanha), no sul do continente. “Gosto de conhecer as cidades do ponto de vista de quem mora lá; por isso, pretendo caminhar bastante”, diz que se forma em direito este mês.

 

Victor Ferrando/Flickr

Três dos museus mais importantes do mundo estão em Madri: Prado, Reina Sofia e Thyssen-Bornemisza. Andar pela Gran Vía, principal rua madrilenha, exige uma paradinha na Plaza Mayor. À noite, o costume é sair de bar em bar, experimentando vários aperitivos. Além de paellas e tapas, os vinhos são respeitados na região. Não faltam rótulos aclamados, como Cava, Rioja e Jerez.

 

Cosmopolita e segunda maior da Suécia, Gotemburgo, outro roteiro de Giovanna, é repleta de canais e docas, circundados por bares e restaurantes. Como os estudantes universitários são grande parte da população, a vida cultural por lá é agitada: o Museu Universum, dedicado às ciências; o museu de belas-artes Konstmuseet; e o Stadsmuseum, com partes de um barco viking original, são prova disso. Se você ficou animado, faça a sua programação e ponha o pé na estrada. E não precisa ser para fora do Brasil. Confira algumas dicas que o Turismo preparou para as férias de julho.

 

Aqueça o coração

Rodrigo Nunes/Esp. CB/D.A Press

Baixas temperaturas pedem casacos, abraços e, para esquentar um pouco mais o passeio, um delicioso chocolate quente. Ao desfrutar do que o inverno tem de melhor, explore lugares que tenham afinidade com a estação do ano e traduzem isso em forma de atrações turísticas. No Brasil, a Região sul é a mais procurada, mas há cidades do Sudeste —  e até do Nordeste — que são de arrepiar. Em outros países da América do Sul, a neve é destaque na paisagem congelada e nos passeios mais radicais.

A região da Serra da Mantiqueira, em São Paulo, é eleita por quem deseja descansar a dois. E é para lá que vai o casal Yasmim Perna, 21 anos, e Felipe Manara, 20. “Vamos para um casamento em Taubaté (agora em julho) e resolvemos dar uma esticadinha até Campos do Jordão”, conta a universitária. Eles namoram há quase dois anos, e foram atraídos pelo romantismo do lugar. Não é para menos. Campos do Jordão tem muitos atrativos que são puro charme e passeios que não exigem muito do bolso, como o mosteiro, a estação ferroviária, museus e uma rua de bares e restaurantes. “Vamos ficar em uma pousadinha no centro, que oferece bicicleta para a gente passear pela cidade”, diz a universitária, acrescentando que o namorado é uma excelente companhia para viajar.

 

Experiências nas alturas são comuns por lá e rendem boas fotos. A mais tradicional é feita no Pico do Itapeva. Outra opção é sair da estação ferroviária dentro de um teleférico e chegar ao Morro do Elefante. O museu a céu aberto Felícia Lerner oferece cultura e vista hipnotizante para a Pedra do Baú. À noite, vá para o Capivari —  centro de lojas e restaurantes —  e aproveite a noite.

 

Paulo Lins/Flickr

Outra opção para entrar no clima de inverno no Brasil é Gravatá, no Agreste pernambucano. A “Suíça brasileira” tem temperatura média de 22ºC durante o ano. Julho e agosto são os meses mais gelados. Para se refrescar na região da Serra das Russas após passar por Fortaleza, serão só 80km de viagem. A arquitetura local lembra a dos alpes suíços e a gastronomia engloba doces, geleias e pratos típicos nordestinos: bode assado, queijo de manteiga, coalho e carne de sol. Em julho, aproveite as festas de são-joão e os festivais culturais.

 

Feito picolé

Não é preciso ir muito longe para ver neve. A América do Sul está cheia de destinos em que temperaturas abaixo de zero são um dos principais atrativos. A partir de julho, aumentam as chances de descansar em cenários tomados por flocos de gelo.

 

Bariloche (Argentina)

Julieta Manavella/Flickr

A cidade da província de Río Negro é ideal para quem quer esquiar, mas os passeios podem ir além disso. No centro cívico, de estilo medieval, inaugurado em 1934, estão atrações como o Museu da Patagônia, a Biblioteca Sarmiento e o Porto San Carlos. Se o seu negócio é mesmo o esqui, o Cerro Catedral e o Centro de Ski Nórdico, no Cerro Otto, são ótimas opções para praticar o esporte.

 

Santiago (Chile)

Juan Luis Gonzalez Ries/Reprodução

Existem várias opções de estação de esqui próximas à capital chilena. Entre elas, estão Valle Nevado, El Colorado, La Parva e Farellones. A direção para ir a qualquer uma delas é a mesma, mas não vale a pena conhecer todas no mesmo dia. Depois de subir os 3 mil metros de altitude até o topo da cordilheira, a dica é ir conhecendo a região com calma para aproveitar ao máximo as estações.

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