PARÁ

Santarém, no Pará, é perfeita para apreciar o encontro das águas

A cidade fica longe dos holofotes do turismo de massa e tem estrutura para visitantes descolados. Se você aprecia o rústico, embarque nessa viagem

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postado em 29/06/2016 20:00 / atualizado em 29/06/2016 15:30

Paulino Menezes/MTur

Nada de luxo —  o que não significa falta de conforto. Santarém é indicada para quem não se preocupa com mimos. Dos hotéis às opções de passeios, o clima é rústico. A temperatura elevada pede um bom banho de rio e, para visitar alguns lugares, é preciso caminhar pela floresta. Enquanto isso, os turistas podem conhecer lendas locais e plantas amazônicas com propriedades medicinais.


O município paraense ganhou mais visibilidade ao receber o fogo olímpico, que viajou de barco e apreciou o pôr do sol da região banhada pelo Rio Tapajós. Museus, restaurantes tradicionais, igrejas erguidas por missões jesuíticas e centros de cultura mostram que a cidade tem muito a oferecer. Citada nos últimos anos em noticiários policiais como um dos focos de turismo sexual no Pará, Santarém está preparada para passar outra impressão.

Da orla, área mais frequentada, emana um espetáculo colorido: o encontro azul e amarelo entre os rios Tapajós e Amazonas. As águas não se misturam por conta da composição, acidez, temperatura e velocidade das duas correntezas. O ideal é ir de barco até a divisão entre os rios e desligar o motor. Não demora muito e os botos -cor-de-rosa e tucuxis, de cor cinza, surgem em bando.

O Terminal Fluvial Turístico, espécie de porto, recebe embarcações de todos os tipos: transatlânticos internacionais, canoas, voadeiras (canoas com motor), lanchas e ferry boats, que transportam veículos. Os preços das viagens são negociados diretamente com os barqueiros, mas há agências que oferecem passeios pelas redondezas. O distrito de Alter do Chão coleciona praias de água doce e é um dos mais cobiçados.

Reino dos peixes
A pesca é uma das atividades econômicas mais importantes do município. Os peixes são muitos — de couro, de fundo, alguns pequeninos, outros com quase dois metros de comprimento, como o Filhote. Basta passear pelo Mercadão 2000 — espécie de feira — para se impressionar, inclusive, com o preço — o quilo custa, em média, R$ 10. Tambaqui, pirarucu e tucunaré são os mais pedidos. A refeição típica não poderia ser outra: peixe assado. Os acompanhamentos clássicos são farinha de mandioca, arroz e vinagrete.

Além de fonte de sustento para muitos santarenos, a orla do Tapajós em Santarém é um bom lugar para observar o ritmo de vida local. Durante o dia, o clima é bucólico. Pescadores, barqueiros e ambulantes descansam perto das águas tranquilas. No fim da tarde, a área fica tomada por atletas, casais, famílias e grupos de amigos. O ponto de encontro é o Centro de Atendimento ao Turista. O espaço fica em um píer às margens do Rio Tapajós. À noite, funciona como restaurante.

Tocha
Paulino Menezes/MTur

Santarém foi escolhida para representar a Região Norte no revezamento da Tocha Olímpica. O objetivo do Ministério do Turismo (MTur) e de prefeituras municipais é ampliar a visibilidade de destinos brasileiros durante os Jogos Olímpicos. Por isso, os lugares escolhidos estão fora do eixo das capitais. O Centro de Atendimento ao Turista, por exemplo, é um dos pontos de encontro de visitantes e nativos na capital paraense.

Sem mistura

Carlos Silva/ImaPress

O fenômeno conhecido como Encontro das Águas é famoso também em Manaus (AM). Por lá, a união é entre os rios Negro e Solimões. Em toda a Amazônia, entretanto, é possível observar a confluência de leitos fluviais, como os rios Amazonas e Tapajós.

 

(Viagem a convite do Ministério do Turismo)

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tania
tania - 29 de Junho às 22:36
cidade lindíssima. Terra natal da minha mãe. não percam a oportunidade de conhecer.