PARÁ

Conheça alguns dos tesouros tapajônicos: cuia, jambu e muiraquitã

Quem visita o oeste do Pará precisa conhecer a história dos símbolos que escolheram Santarém como palco

INFORMAÇÕES PESSOAIS:

RECOMENDAR PARA:

- AMIGO + AMIGOS
Preencha todos os campos.

postado em 30/06/2016 12:00 / atualizado em 07/07/2016 15:19

Paulino Menezes/MTur

É do leito do Rio Tapajós que brotam lendas, elementos que compõem a cultura local e um dos fenômenos naturais mais aplaudidos do planeta. Eternizados em fotografias, os ícones permanecem na memória de quem se dispõe a desvendar as peculiaridades da região. Apesar de incrustada na Amazônia, Santarém exibe costumes similares aos do litoral brasileiro — a começar pela piracaia, costume de assar peixe na praia.

 

Os índios tupaiu ou tapajó, antigos habitantes da região do Tapajós, impressionaram os colonizadores com a prática. Não só pelo ato da pesca com arco e flecha em noites de luar, mas pelo significado das reuniões: eram feitas em volta de fogueiras e transmitiam a alegria de estar em grupo. O evento é parecido com um luau — tem um quê de romântico.

Hoje em dia, a estrutura é mais sofisticada. Novos componentes entraram na festa: violão, temperos com sal e pimenta e a caipirinha, drinque de limão e cachaça. A farinha de mandioca e o peixe permaneceram no cardápio e, ainda hoje, protagonizam a refeição e deliciam os visitantes. 

Cuia

Jade Knorre

Símbolo de Santarém e do estado do Pará, foi registrada como Patrimônio Cultural pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). As cuias são feitas por mulheres ribeirinhas da região do baixo Amazonas há mais de dois séculos. O recipiente é resultado do fruto da cuieira e é utilizado para consumir o tacacá — prato típico feito com goma de mandioca e tucupi (líquido extraído da mesma raiz), camarão e folhas de jambu. Na piracaia, as cuias também servem para comer peixe e farinha da maneira tradicional: com as mãos.

Jambu

Paula Rafiza/Esp. CB/D.A Press

As folhas e as flores da planta têm efeito anestésico, descrito por muitos como um “treme-treme” na língua. Usado como condimento, na forma de molhos, ou in natura, na preparação de diversos pratos como tacacá (foto), pato no tucupi, arroz, pizzas e sanduíches, a erva também é conhecida como agrião-do-Pará. No restaurante Piracema, as folhas integram o “tacacachaça”, drinque que mescla suco de maracujá a folhas e cachaça de jambu. Há quem diga que é afrodisíaco.

Muiraquitã

Bio Marajoara Pará/Divulgação

Herança dos índios tapajó e outras etnias da região do baixo Amazonas, os amuletos inspiram fertilidade e poder. São elementos de uma lenda que diz que as índias icamiabas, guerreiras, habitavam a região e realizavam uma festa em homenagem à Lua. Após dormirem com os Guacaris, índios convidados, elas mergulhavam em um lago para pegar barro esverdeado. Confeccionavam os muiraquitãs e davam de presente. Em Santarém, o artesanato reproduz a figura do sapo em colares com pingente de pedra e látex.

 

(Viagem a convite do Ministério do Turismo) 

Comentários Os comentários não representam a opinião do jornal;
a responsabilidade é do autor da mensagem.