Novas regras para visto australiano de intercâmbio

Mudanças começam a valer a partir desta sexta-feira (1º) e incluem obrigatoriedade de conhecimentos em inglês e aumento da renda disponível para que o aluno possa se bancar no país

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postado em 30/06/2016 19:34

Paul Sapountzakis/Divulgacao


Os estudantes que pretendem fazer um intercâmbio na Austrália devem ficar atentos. A partir desta sexta-feira (1º), entram em vigor as novas regras para visto estudantil para o país. Entre elas, a exigência de conhecimentos em inglês, que antes não era obrigatório, e o aumento da renda disponível para comprovação de que o aluno tem como se bancar na Austrália. 

Os estudantes devem ter a capacidade de se manter com recursos próprios ou de parentes durante toda sua estadia na Austrália. Isso significa que, mesmo tendo permissão para trabalhar, a pessoa terá que comprovar sua renda, uma vez que a jornada se limita a 40 horas a cada duas semanas e não tem como objetivo garantir sua sobrevivência, mas sim melhorar sua experiência cultural no país.  O valor que o estudante precisa comprovar possuir para resgate imediato em conta passará a ser AUD 1.652,50 por mês de estadia ou AUD 19.830,00 por ano (valores em dólar australiano).

A partir de agora, todos os vistos de estudos, antes divididos em oito subclasses diferenciadas pelo tipo de curso (ensino médio, ensino superior, cursos de idiomas e cursos vocacionais), serão parte de uma única classe, a 500. Para os estudantes que já possuem um visto válido de subclasse 570 a 576 permanecerão com o mesmo normalmente, migrando para a nova classe somente na próxima renovação. Todos os protocolos de visto passarão a ser on-line, incluindo para os estudantes de cursos vocacionais e de estudos de idiomas, que antes vinham em papel. Mesmo com essa mudança, todos ainda serão avaliados pela Embaixada em Brasília.
 
Foram instituídos ainda novos critérios de avaliação. Passa a valer uma nova estrutura de risco único, que se aplica a todos os estudantes internacionais e substitui os atuais níveis usados na avaliação. O risco é definido por uma combinação de fatores, o país de origem do estudante e a escola escolhida na Austrália. Todas as instituições educacionais serão avaliadas e pontuadas pelo governo australiano. Assim, os estudantes que forem aceitos pelas instituições que tiverem as melhores notas terão, a princípio, que demonstrar menos documentos comprobatórios de recursos financeiros e de proficiência em inglês. Nessa modalidade, os estudantes com menor risco passam a ter o processo facilitado necessitando de menos documentos comprobatórios.

O governo australiano acredita que as mudanças tornarão “o requerimento de visto de estudante mais simples para aqueles estudantes que tenham objetivos genuínos de estudos, estabelecendo critérios direcionados à integridade da imigração e reduzindo a burocracia para as empresas.” 

Proficiência em inglês

Para Pablo Pereira, gerente de Produtos da Global Study, franquia de intercâmbio, a proficiência em inglês é a mudança de maior magnitude. Estão isentos dessa medida os seguintes perfis:

– Estudantes de cursos de idiomas de qualquer duração, fulltime de high school, pesquisa e pós-graduação ou patrocinados pelo governo;
– Estudantes que completaram mais de cinco anos de estudo na Austrália, Canadá, Nova Zelândia, África do Sul ou Irlanda;
– Cidadãos ou portadores de passaportes do Reino Unido, Estados Unidos, Canadá, Nova Zelândia ou Irlanda; 
– Estudantes que já tenham completado um curso de inglês no nível Senior Secondary ou Certificate IV nos últimos dois anos antes de solicitar o visto.


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