PELO MUNDO

Um roteiro pelos faróis de localização em diversas partes do mundo

Erguidos com a função de serem instrumento de navegação, faróis abrem as portas para os turistas e proporcionam belas panorâmicas das cidades

INFORMAÇÕES PESSOAIS:

RECOMENDAR PARA:

- AMIGO + AMIGOS
Preencha todos os campos.

postado em 17/07/2016 10:00 / atualizado em 18/07/2016 13:58

Gotnough/Reprodução

Em um mundo guiado pelo Sistema de Posicionamento Global (GPS, na sigla em inglês), os faróis foram perdendo o protagonismo na hora de contribuir com a navegação marítima. Mesmo assim, muitos deles ainda funcionam e cumprem o seu papel quando necessário. Outros, no entanto, já estão desativados há alguns anos. Funcionando ou não, esses faróis também se tornaram atrações turísticas em diversos países — como o Phare de Cordouan, na França.

 

A construção é do arquiteto parisiense Louis de Foix e está localizada entre as cidades de Le Verdon-sur-Mer, Royan e Meschers-sur-Gironde. Em cada um dos seus seis andares, um cômodo diferente: o hall de entrada, o apartamento do rei, a capela real, o quarto do girondino, do contrapeso, dos equipamentos da lanterna, de observação e, no último andar, a lanterna. Para chegar até lá, a 67 metros de altura, e apreciar a vista do farol, o visitante precisa subir mais de 300 degraus.

As visitas, que acontecem entre abril e novembro, precisam ser agendadas, já que o monumento, construído entre 1584 e 1611, está a 7km da costa francesa. A travessia até o farol, feita de qualquer uma das três cidades, dura cerca de 45 minutos.

 

Torre da Donzela (Istambul)

Ilker Celebi/Flickr
 Outro farol aberto para visitação é a Torre da Donzela, também conhecida como a Torre de Leandro, um dos cartões-postais de Istambul, na Turquia. O monumento chegou a estampar a nota de dez liras turcas entre 1966 e 1981. Hoje, o local abriga um restaurante e um café. Localizado em uma pequena ilha no estreito de Bósforo, o antigo farol é um ótimo ponto para observar o vaivém da cidade.

 

Hook Head Lighthouse (Irlanda)

Hilda Smith/Flickr

Um dos faróis mais antigos do mundo e o que está em operação por mais tempo na Irlanda, o Hook Head Lighthouse, em County Wexford, ainda recebe visitas. O monumento está aberto durante todo o ano e oferece visitas guiadas, que precisam ser agendadas com antecedências. Além de conhecer mais sobre a história do local, os visitantes podem acrescentar no passeio uma pausa no café e padaria do farol.

 

Kõpu Lighthouse (Estônia)

UJ Makarov/Flickr

O Kõpu Lighthouse, na Estônia, não é apenas o farol mais antigo dos estados bálticos, mas também o maior. Construído em 1531, o monumento foi erguido com o objetivo de guiar os navios da Liga Hanseática, aliança mercantil de influência alemã que manteve um monopólio comercial sobre quase todo o norte da Europa e do Báltico entre o fim da Idade Média e o começo da Idade Moderna. O farol de 36 metros de altura está aberto para visitação durante todo o ano.

 

Cenários incríveis

Farol das Preguiças (Barreirinhas/MA)

Cama, Café & Aventura/Reprodução

Quem visita Barreirinhas, no Maranhão, e procura uma bela vista panorâmica de Mandacaru, Atins, Caburé, Rio Preguiças, Lençóis Maranhenses e dos manguezais já tem destino certo. No topo do Farol das Preguiças — mais conhecido como Farol de Mandacaru — paisagens de tirar o fôlego estão garantidas. Para chegar no ponto mais alto, o turista só precisa encarar os 160 degraus da construção. Erguido em 1940, o monumento tem 32 metros de altura. Mais informações pelo e-mail portalbarreirinhas@gmail.com.

 

Farol Yaquina (EUA)

Mel Ashar/CB/Reprodução/D.A Press

Quem vê o farol até pensa que o Yaquina Head Lighthouse remete apenas a momentos de calmaria, mas o local já foi palco de cenas um pouco mais conturbadas. Na adaptação norte-americana do filme de terror O chamado, o Farol Yaquina faz uma participação especial. O monumento aparece nas filmagens da fita que supostamente causa a morte de alguns personagens do longametragem.

O Yaquina Head Lighthouse, de 30 metros de altura, está localizado na cidade de Newport, no estado norte-americano de Oregon. O monumento, erguido em 1872, levou um ano para ser construído à beira do Oceano Pacífico. O local é aberto para visitação em tours que ocorrem diariamente, das 13h às 16h. Para facilitar a visita, os interessados podem fazer as reservas do passeio com antecedência.

 

Farol de Belém (Belém/PA)

Leo Soares/Flickr

Ver o centro histórico e as ilhas próximas à capital paraense é uma das principais recompensas de subir até o ponto máximo de observação – 27 metros, 20 a menos que a altura total – do Farol de Belém. A torre, localizada no Mangal das Garças, tem outro ponto de parada aos 15 metros, para quem não quiser se aventurar no nível acima.

 

Torre de Hércules (Espanha)

Brian Hammonds/Flickr

Reza a lenda que, ao derrotar o gigante Gyron, depois de uma batalha de três dias e três noites, Hércules cortou e enterrou a cabeça do tirano no exato local em que a torre foi, posteriormente, erguida. O gesto foi seguido da ordem de que uma cidade fosse construída ao redor.

A história real, no entanto, é de que o farol foi construído na lomba rochosa Punta Eiras, de mais de 57 metros de altura, durante o Império Romano, entre os séculos 1 e 2. A torre está aberta para visitação diariamente, das 10h às 18h, de outubro a maio, e das 10h às 21h, de junho a setembro. Passeios guiados na área em volta do monumento são oferecidos gratuitamente. O turista pode agendar o tour na Prefeitura de Coruña, na Espanha.

 

Ao redor
Quem visita a Torre de Hércules também pode conferir o parque de esculturas e o cemitério mulçumano, que ficam ao redor do monumento.

 

» Para saber mais

As cores das luzes dos faróis variam e possuem significados diferentes:

Branco — cor tradicional e mais usada;

Vermelha — utilizada em entrada de canais, rios, portos e docas e indica que a embarcação precisa ir à esquerda da luz (bombordo);

Verde — também utilizada em entrada de canais, rios, portos e docas, mas indica que a embarcação tem que ir a estibordo — à direita — da luz.

Comentários Os comentários não representam a opinião do jornal;
a responsabilidade é do autor da mensagem.