MINAS GERAIS

Riqueza em quatro atos: mergulhe na história da terra do pão de queijo

O Circuito do Ouro é uma das muitas maneiras de descobrir as delícias mineiras. Para seguir esse caminho, sugerimos quatro roteiros que destacam a bela natureza, a rica gastronomia, a história, a cultura e a religião. Vale a pena conhecer

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postado em 20/08/2016 10:00 / atualizado em 26/08/2016 19:09

Haroldo Kennedy C Nogueira/flickr
 

 

Minas Gerais é um estado tão plural que pode ser explorado de diversas formas. Uma delas é o Circuito do Ouro, que remete ao período de mineração do século18. São 17 cidades do interior do estado que resguardam a história por meio de casarões, igrejas, museus, da sua rica gastronomia e de manifestações culturais. Se você tem uns dias de folga pela frente, vale a pena trilhar por essa riqueza.

A Associação do Circuito do Ouro ajuda a quem quer seguir por esse caminho. O turista pode optar por roteiros que valorizam a bela natureza, a gastronomia, a história, a cultura e o lado religioso. As novas opções são: Entre Serras da Piedade ao Caraça; Entre Trilhas, Sabores e Aromas; Entre Cenários da História; e Entre Ruralidades e Personalidades. Faça a sua escolha e aproveite todos os momentos.

“Com esses roteiros, criamos uma forma do olhar do turista para destinos que ele já pode até conhecer, mas criamos, com isso, novas experiências, vivências nesses destinos, e apostamos que vamos aumentar o potencial turístico deles”, diz Izabella Ricci, diretora executiva da Associação do Circuito do Ouro.

 

A aventura pode começar pelo roteiro Entre Serras da Piedade ao Caraça, que é formado por quatro municípios da região do Circuito do Ouro: Caeté, Barão de Cocais, Santa Bárbara e Catas Altas. Nele, o turista vai vivenciar momentos de fé, degustar o melhor da gastronomia e desfrutar das montanhas de Minas. O trajeto é marcado por dois importantes santuários de Minas: o de Nossa Senhora da Piedade (padroeira de Minas), em Caeté, e o Santuário do Caraça, em Catas Altas. Também é possível conhecer igrejas como o Santuário São João Batista, em Barão de Cocais, e a Matriz de Santo Antônio, em Santa Bárbara, além de outras obras atribuídas a grandes mestres do Barroco mineiro, como Aleijadinho e Athaíde.

 

Acervo Prefeitura de Itabira/Divulgação

 

O roteiro Entre Trilhas, Sabores e Aromas também agrupa quatro cidades, que, além de sua grande importância no Ciclo do Ouro e das surpreendentes trilhas com vários níveis de dificuldade, guardam uma bela gastronomia típica. São elas: Rio Acima, Itabirito, Nova Lima e Sabará. Itabirito é conhecida como a terra do pastel de angu, tanto que o modo de preparo da iguaria mineira foi tombado como patrimônio cultural municipal em 2010. Já Nova Lima é parada obrigatória para os amantes de cervejas, sobretudo as artesanais. Em Sabará, três ingredientes tornam os pratos principais singulares e deliciosos: o ora-pro-nóbis, a banana e a jabuticaba. São diversos os pratos e produtos criados com esses itens, como frango com ora-pro-nóbis, sorvete de jabuticaba, licor de jabuticaba e doce de banana.

Importância

Entre Cenários da História agrupa mais quatro cidades que foram palco de momentos importantes da história de Minas Gerais durante o Ciclo do Ouro e que guardam grande parte dos patrimônios materiais do estado: Congonhas, patrimônio cultural da humanidade, tombada em 1985; Ouro Branco; Ouro Preto, capital do estado antes de BH, também considerada patrimônio cultural da humanidade em 1980; e Mariana, primeira vila, cidade e capital de Minas, tombada em 1945 pelo Iphan.

As igrejas tiveram grande importância no contexto colonial e ainda hoje simbolizam muito para essas cidades. É possível admirar a arquitetura, as pinturas e as esculturas de grandes mestres do período, como Aleijadinho e Mestre Athaíde, no Santuário Bom Jesus de Matozinhos, em Congonhas; na Matriz de Santo Antônio, em Ouro Branco; na Basílica de Nossa Senhora do Pilar, em Ouro Preto; e na Igreja de São Pedro dos Clérigos, em Mariana. Para conhecer mais sobre o Barroco mineiro, cabe ainda visitar o recém-criado Museu de Congonhas.

 

Circuito do Ouro/Divulgação


Finalmente, o roteiro Entre Personalidades e Ruralidades reúne os dois municípios do Circuito do Ouro que estão a cerca de 140 quilômetros de BH — Itabira e Nova Era. Esses foram importantes durante o tropeirismo e têm histórias marcadas por personalidades que viveram na região e deixaram registros grandiosos no território.

As cidades são marcadas pelo legado de duas grandes personalidades: Carlos Drummond de Andrade, em Itabira, e Francisco Vieiras Servas, em Nova Era, que apesar de viverem em épocas distintas apresentam uma bela amostra do peso artístico do Circuito do Ouro, com diferentes tipos de arte, mas com importâncias similares quando se trata daqueles que as construíram.

Para saber mais

Período colonial

Cidades coloniais da região central mineira integram o Circuito do Ouro. Elas são detentoras de um grande acervo do século 18 composto por casarios, igrejas e museus. As festas tradicionais, a gastronomia, os centenários hábitos e os costumes passados de geração em geração também ajudam a contar a história do período colonial na bela Minas Gerais. A cultura peculiar e as belezas naturais são de encantar qualquer turista. Quem vai, um dia volta.

 

Rogerio Reis Franco/Divulgação

 

Roteiro dourado
» Barão de Cocais
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» Catas Altas da Noruega
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