PELO MUNDO

Escolha o inusitado e embarque em uma viagem cheia de aventuras

Destinos fora do comum conquistam cada vez mais viajantes. As opções para fugir do óbvio são muitas e podem ir de expedições para a Antártica a peregrinação por templos japoneses

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postado em 31/08/2016 20:00

Alex Williamson/Reprodução

Excluir da lista países que são figurinhas frequentes em roteiros de viagem é uma prática cada vez mais comum entre viajantes. O interessante é embarcar para um local pouco explorado. A vantagem é descobrir as belezas do país por conta própria, já que dicas e informações sobre o destino não são encontradas com facilidade.

 

Arquivo pessoal

Bárbara Braga, 22 anos, e Alex Williamson, 25 anos, dão preferência a esse estilo de itinerário. Ela, que mora no Brasil, e ele, que vive na Alemanha, usam as viagens para diminuir a distância do relacionamento de dois anos. Na hora de montar o roteiro, os dois dão preferência a lugares pouco conhecidos e a passeios que fogem dos tradicionais.

 

Um dos destinos mais inusitados escolhido pelo casal foi a Antártica. “Vale a pena cada momento que você está lá se aventurando pelo continente. É um excelente lugar para quem busca ver de perto a vida animal”, explica a universitária. “É o lugar mais puro do mundo. Tem alguma coisa muito especial em estar em um lugar tão grande e pouco explorado”, completa Alex.

 

Bárbara e Alex viajaram para Ushuaia, na Argentina, de onde partem as expedições, com tudo comprado. “Você encontra pacotes de todos os preços, mas eles são bem acima do usual.” O custo da expedição pode variar entre 5 mil e 15 mil dólares, incluindo alimentação e passeios.

 

No entanto, existe uma opção para quem quer gastar menos. “Tem os pacotes low cost (termo em inglês para serviços de baixo custo). Normalmente, é um navio de pesquisa. Você dorme no mesmo quarto com três ou quatro pessoas. Esses pacotes são muito incertos; às vezes tem, outras, não.”

 

Quem pretende se aventurar pela Antártica precisa estar preparado para um caminho cheio de emoções. Durante a viagem, é preciso atravessar a Passagem de Drake, conhecida por suas fortes tempestades. “Tivemos um pouco de sorte na ida, porque as ondas chegavam apenas a cinco metros. Elas podem chegar a até 10 metros de altura”, conta Bárbara.

 

Alex Williamson/Reprodução

Passeios em barcos menores, de caiaque e dormir no deck do navio também são atividades que podem ser feitas durante a expedição. O pulo no oceano marca o fim da viagem. “Estava quase convencida de que não pularia, mas quando chega a hora, você pensa que aquilo é uma oportunidade única. Mas digo uma coisa: dói tudo. É mergulhar e sair rápido, senão o corpo não aguenta.”

 

Todos os que pulam ganham certificados com data, local e temperatura da água — que estava a 0,6ºC na hora do mergulho do casal. “Esse, sem dúvida, foi um dos certificados mais difíceis, e merece ser pendurado na parede”, completa Bárbara.

 

Para a universitária, o único lado negativo da viagem é o balanço do navio. “Por não estar acostumada, fiquei um pouco enjoada, o que acabou estragando o primeiro dia.” A dica dela é levar remédio para enjoo e tentar se acostumar com a ideia antes da viagem. “É bom se preparar porque é uma sensação bem diferente”, alerta.

 

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