PELO MUNDO

Países desconhecidos encantam com suas belezas naturais e riqueza cultural

Aproveite uma viagem até a Tailândia para conhecer o país do outro lado da fronteira, Laos. Pouco visitada, a nação é rica em belezas naturais. Encante-se também com a Mongólia e o Japão

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postado em 01/09/2016 09:00

Guilhem de Cooman/Flickr

Fica difícil competir por atenção com uma fronteira cheia de países tão sonhados pelos viajantes. Vizinho da China, do Camboja, Vietnã, Tailândia e Myanmar, o Laos acaba ficando em último lugar na lista dos turistas. Mas o país tem belezas naturais e uma riqueza cultural que merecem a visita de quem procura por roteiros menos óbvios.

 

Vientiane é uma capital cheia de monumentos de tirar o fôlego. O templo Pha That Luang ou Grand Stupa foi, segundo o povo de Laos, erguido no século três como um templo hindu e reconstruído durante o Império Khmer, que durou entre os anos 802 e 1431. Desde então, o santuário coberto em ouro já foi reedificado diversas vezes, devido a guerras como a Franco-Tailandesa e a Segunda Guerra Mundial.

 

Homenagem

Estupa, tradução de stupa, é um monumento construído sobre restos mortais de uma figura importante do budismo

 

Allan Rickmann/Flickr

O Patuxai, ou o Portão da Vitória, também merece uma visita. Construído entre 1957 e 1968, o monumento é dedicado àqueles que lutaram na independência do Laos e na Segunda Guerra Mundial. Apesar de parecer o Arco do Triunfo francês, o Patuxai é marcado pela arquitetura laosense, decorado com elementos da mitologia do país.

 

Arquivo pessoal

Em meados de 2014, quando morava na Austrália, Murilo Marques, 21 anos, visitou o país. “A ideia inicial era conhecer a Tailândia e o Vietnã, mas acrescentei o Laos e o Camboja por causa de comentários de alguns mochileiros que conheci.”

 

O universitário dá algumas dicas para quem quer visitar o país. “No Gibbon Experience é possível ficar hospedado na copa de uma árvore no meio de uma reserva florestal e ver os tigres asiáticos caminhando na mata.” Segundo Murilo, o passeio de balão que sobrevoa o rio Nam Song também é uma boa opção. “Outra dica é ir de coração bem aberto para conhecer o local e a população”, completa.

 

Costumes locais chamam a atenção. “Na ronda das almas, os monges passam pelas ruas pedindo os alimentos. Eles não podem cozinhar nem ter bens, portanto toda a sua alimentação tem de vir de doações. É muito comum o monge dividir o alimento recebido com a população mais carente. É bem emocionante.”

 

Encantos

Ivan Makhlin/Flickr

Laos também não perde para nenhum outro país no quesito belezas naturais. A cidade de Luang Prabang é a prova disso. As cachoeiras de Kung Si e Tad Sae são apenas pequenas amostras de lugares deslumbrantes da região. O turismo de aventura também está presente em atividades como trekking, escalada, passeios de caiaque, bicicleta e em cavernas.

 

» Conheça o Laos
Idioma oficial: laociano
Moeda: Kip
Visto: é necessário. A melhor maneira de obtê-lo é na entrada do país. Aeroportos, como o de Vientiene e Luang Prabang, ou nos postos localizados nas fronteiras
Melhor época para visitar: de novembro a março
Como chegar: não há voos diretos entre Brasil e Laos. É possível fazer escalas em locais como Kuala Lumpur, Seul, Cingapura e Bangkok.

 

Mística asiática

A Mongólia é um país único. Cheio de belezas naturais, também foi palco de grandes momentos da história, como o Império Mongol de Genghis Kan — que durou entre 1206 e 1227. Hoje, encontrar alguém que inclua a região no roteiro de viagem não é fácil. Diante de tantas riquezas, é difícil entender o motivo.

 

Alexander/Flickr

A capital Ulan Bator, porta de entrada para o Deserto de Gobi, tem atrações imperdíveis como o Mosteiro de Gadantegchinlen, o Templo de Choijin Lama, o Palácio de Inverno de Bogd Khan e o Museu de História Natural. De lá, siga para as montanhas Altai, ou Montanha Dourada, em mongol. Na região é possível visitar lagos glaciares, picos nevados, florestas e vales semi-áridos.

 

» Visite a Mongólia

Idioma oficial: mongol

Moeda: Togrog

Visto: é necessário

Melhor época para visitar: entre julho e setembro;

Como chegar: não há voos direto do Brasil. É possível fazer conexão na China ou na Rússia

 

Caminhada em busca do Nirvana

Ben Cameron/Flickr

A menor das quatro ilhas principais do Japão, Shikoku é envolta pela espiritualidade budista. A ilha é famosa por sua peregrinação, a Ohenro, pelos 88 templos da região. Apesar da experiência espiritual ser uma das maiores atrações, ela não restringe o roteiro apenas aos budistas. A caminhada de mais de mil quilômetros também rende uma visita a pequenas cidades. As belezas naturais da região também fazem o passeio valer a pena.

 

Pioneiro

Acredita-se que a caminhada de 1.200 km foi feita pela primeira vez pelo monge Kobo Daishi, ou Kukai, durante o seu treinamento.

 

Dividida em quatro províncias — Ehime, Kagawa, Kochi e Tokushima —, Shikoku tem outras atrações. O Parque Ritsurin, criado em 1625 pelo clã Matsudaira, é uma delas. O Castelo de Matsuyama é um dos mais preservados do Japão, o que o torna parada obrigatória. Em Kochi, além de passeios como mergulho e observação de baleias, também é possível fazer uma visita a um castelo.

 

» Em Shikoku

Idioma oficial: japonês

Moeda: Iene

Visto: é necessário. O documento pode ser solicitado diretamente com a Embaixada do Japão

Melhor época para visitar: o clima é mais agradável entre março e maio e setembro e novembro

Como chegar: não há voos direto do Brasil. É possível fazer escala na China, Coreia do Sul ou no Japão. 

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