COSTA DO DENDÊ

Boipeba revela praias intocadas, onde é fácil ser o único na areia

Água quente e transparente, e barreiras de corais formam um cenário de sonhos na vila que pertence ao município de Cairu

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postado em 03/09/2016 09:00 / atualizado em 31/08/2016 14:41

Luma Poletti Dutra/Divulgação
Valença é um dos pontos de chegada e de partida mais inteligentes. É mais ponto de chegada que uma atração em si, embora sua praia mais próxima, a de Guaibim, seja reduto de surfistas. Morro de São Paulo é a mais badalada, e talvez por isso mesmo uma das menos interessantes. Pelo menos para quem busca a verdadeira essência deste paraíso: tranquilidade. Vá se estiver à procura de agito, lojinhas, restaurantes e muitos, muitos garçons disputando você, e se não se importar com multidões de turistas.
 
Também é a forma mais fácil de conhecer Garapuá, uma enseada em forma de ferradura que pode ser avistada do avião e tem piscinas lindíssimas. Caso contrário, fique logo na Ilha de Boipeba: é lá que estão alguns dos principais “passeios” oferecidos em Morro. Se tiver mobilidade reduzida, nenhuma delas é um bom destino. Nem em Morro, nem em Boipeba circulam carros. As duas ilhas, a meia hora de Valença de lancha rápida, são o oposto uma da outra. Se Morro é agito, Boipeba é pura paz.
 
Del-17/Divulgação
A vila de Boipeba, fundada pelos jesuítas há mais de 400 anos, pertence ao município de Cairu, uma das cidades mais antigas do Brasil. O convento e a Igreja de Santo Antônio começaram a ser construídos em 1654. Não estranhe se reconhecer no primeiro os traços dos famosos mosteiros portugueses, com suas belas paredes de azulejos. Pena que nada esteja conservado. Os passeios oferecidos em Morro param na cidade por meia hora, tempo para conhecer o Centro Histórico. Já em Boipeba restam poucas construções antigas, mas entre elas se destaca a Igreja do Espírito Santo.
 
Lagostas
Cristiano Junqueira/Divulgação

Conhecer toda a ilha só é possível combinando passeios de barco e muita caminhada. A praia da vila, Boca da Barra, concentra a maioria de barracas e restaurantes. E é por onde todo mundo chega e sai. Em uma caminhada de meia hora, por uma trilha em meio à mata virgem, é possível acessar a praia de Tassimirim, onde há piscinas e muitos corais.

 

Mais 20 minutinhos e chega-se a Cueira, que só não é uma praia deserta com um coqueiral contíguo porque abriga um dos restaurantes mais prestigiados da região: o Guido. Lá, o dono, que dá nome ao restaurante, prepara lagostas em um fogão a lenha fincado na areia, no meio dos clientes, que o rodeiam para ver a facilidade com que abre e limpa o crustáceo. Não perca a lagosta na manteiga, fora da casca.

 

Encalhar em Moreré é o que há de bom

Carolina Cotta/EM/D.A Press

É depois de Cueira que está a melhor parte de Boipeba: as praias, a vila e as piscinas de Moreré. O fim de tarde é marcado pela “pelada” na areia. A maré seca tanto que os barcos ficam encalhados. Se você não se importa de comer mais de uma vez no mesmo lugar, hospede-se por lá. A estrutura é quase nenhuma, e talvez seja isso que faça de Moreré tão especial.

 

Gabriel Carvalho/EM/Divulgação/D.A Press

Você estará no dia a dia de uma vila de pescadores onde o celular não funciona, e às 21h não há alma viva na praia (a não ser no verão, quando um forró mistura gringos, turistas e locais). Para chegar ali, só caminhando pela praia na maré baixa (porque é preciso atravessar um rio) ou pelo trator que faz a linha Moreré/Vila de Boipeba. Os passeios de barco, geralmente, vão apenas às piscinas.

 

Luciana Lopes/CB/D.A Press

Quem vai caminhando gasta cerca de uma hora e meia, com calma, mas descobre, aos poucos, alguns dos trechos de praias mais lindos da ilha. Moreré é de tirar o fôlego. A praia antes da vila, a chamada Praia de Moreré, é ideal para banho. A Praia de Bainema, depois da vila, tem belas piscinas e é extremamente deserta. A preferida de alguns nativos. No caminho para lá você verá uma “infestação” de guaiamuns correndo para seus buracos. Tanto que o trecho é chamado de Trilha dos Guaiamuns. É em Bainema que começa a trilha que leva a Castelhanos, uma praia particular da família Marinho, da Rede Globo. Não saia de Boipeba sem visitar esse que é seu ponto alto.

 

De barco

Carolina Cotta/EM/D.A Press

As piscinas naturais de Moreré e a Ponta de Castelhanos fazem parte de um passeio de barco vendido em Boipeba como Volta à Ilha, quando se passa ainda na Cova da Onça, uma outra vilazinha da ilha que concentra restaurantes especializados em lagostas. Não é difícil contratar uma lancha rápida para fazer um passeio privado a esses pontos principais. Se tiver com mais pessoas, a exclusividade pode compensar o preço.

 

No final da manhã as piscinas estarão lotadas pelos turistas que chegam de Morro para passar o dia. Nem sempre eles pegam a piscina em suas melhores condições para banho. É que por lá os guias não estão muito preocupados se a maré estará seca ou não. Na maré alta, essas praias são apenas praias, belíssimas, claro. 

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