MAR MEDITERRÂNEO

Chipre, ilha onde nasceu Afrodite, guarda os encantos da mitologia grega

A terceira maior e mais populosa ilha do Mar Mediterrâneo tem paisagens esplêndidas, com praias de águas calmas e cintilantes, ideais para as famílias com criança. Mas os jovens que querem curtição também têm espaço

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postado em 07/09/2016 20:00 / atualizado em 17/10/2016 15:02

Iana Caramori/Esp. CB/D.A Press

Os europeus e os russos, principalmente, podem até já ter descoberto a República do Chipre. Mas dizer, no Brasil, que vai passar as férias no país é receita certa para ter um “onde fica?” como resposta. Para os mais ligados em geografia, a reação não é menos espantosa. Nesse caso, a pergunta é “o que tem para fazer por lá?”.

 

Membro da União Europeia desde 2004, o Chipre — localizado ao largo das costas de países como Turquia, Síria e Egito — é dono de cenários naturais para ninguém botar defeito. Praias de águas azul-turquesa, cercadas por montanhas, arrancam suspiros de quem passa por lá. A culinária rica e o show de história também transformam a ilha do Mediterrâneo em um destino imperdível.

 

Iana Caramori/Esp. CB/D.A Press

Os elementos culturais europeus predominam no país que, geograficamente, se encontra na Ásia. Mas em uma região que foi dominada por otomanos, britânicos e turcos, é impossível não notar uma forte mistura de culturas de vários cantos do globo.

 

Ilha dividida

Até 1878, quando os britânicos assumiram o território, o país recebeu gregos e árabes e passou pela mão dos romanos, venezianos e otomanos. Além disso, o Chipre serviu de base para o movimento das Cruzadas.

 

Durante a administração britânica, comunidades de origens gregas e turcas entraram em conflito. A população grega queria a anexação à Grécia, sofrendo oposição turca. A resolução do conflito só veio com a independência do Chipre, em agosto de 1960.

 

O período de paz não durou muito tempo. Em 1974, greco-cipriotas tentaram um golpe de Estado, favorável à anexação do país à Grécia. Em resposta ao movimento, a Turquia tomou a parte norte da ilha, alegando uma operação de paz. A população do país foi expulsa de mais de 30% do território, que passou a ser chamado de República Turca de Chipre do Norte, Estado reconhecido apenas pela Turquia. A Linha Verde, que separa a ilha até hoje, é patrulhada por tropas turcas, gregas e pela ONU.

 

Apesar de a divisão ter sido estabelecida em um cenário conflituoso e violento, atualmente, a sensação na parte sul da ilha é de paz. Vivendo sem sobressaltos, tanto cipriotas quanto turistas circulam tranquilamente pelas ruas das cidades, aproveitando as praias, festas, cafés e restaurantes, sempre em clima de férias.

 

Um giro pela capital

Nicósia é a única cidade da União Europeia que ainda se encontra dividida em duas. A capital cipriota é separada pela Linha Verde, uma zona-tampão controlada pela ONU e por tropas gregas e turcas. A “Zona Fantasma”, que pode variar de 20 metros a 7km de largura, é cheia de sucatas de carros, bares e casas abandonadas; até o aeroporto está dentro da área interditada.

 

Robert Steed/Flickr

É próximo à Linha Verde que está a Cidade Velha de Nicósia, um centro murado onde estão as atrações mais interessantes. Observe a cidade do alto do museu e observatório Shacolas Tower. Além de aprender  sobre a história, aproveite a vista panorâmica. A cidade é cheia de igrejas. Visite, pelo menos, o Templo Sagrado de Faneromenis e a Catedral de São João. Valem a parada.

 

Construído em 1567 pelos venezianos, o Portão de Famagusta é uma das três entradas para a murada Cidade Velha. Hoje, o monumento é um centro cultural e recebe exposições de arte.

 

Iana Caramori/Esp. CB/D.A Press

Termine o dia em um dos bares, cafés e restaurantes da Rua Ledras. No fim da tarde, o movimento começa e o local fica lotado até a madrugada.


Explosão de sabores

Se tem uma coisa que os cipriotas gostam de fazer, é comer. Os pratos são fartos, preparados para serem apreciados sem pressa. Nada mais típico que a souvla, carne de porco, cordeiro e frango assadas em churrasqueiras a carvão. O queijo halloumi — feito da mistura de leite de cabra e ovelha — também não pode faltar.

 

Na hora da sobremesa, fica difícil. O shoushoukos, doce feito de uvas e o pastellaki, com mel e amêndoas são deliciosos. O sorvete de rosas também é imperdível.

 

As bebidas típicas dão um show à parte. O frappe — bebida gelada, de origem grega, à base de café — deve ser apreciada devagar, bebericando a tarde inteira. E não deixe de provar o triantafilo, um drink de rosas à base de leite ou água.

 

Os fãs de bebidas mais fortes podem escolher a Zivana, destilado de uvas com cerca de 50% de teor alcoólico. É servida bem gelada. É preciso beber de uma vez. O Coummandaria não é tão forte, mas não fica atrás. O vinho licoroso, produzido nas montanhas de Troödos, é um dos rótulos mais antigos ainda produzidos. Feito das uvas Mavro e Xynisteri, atinge 15% de teor alcoólico.

 

» Onde se hospedar
Centrum Hotel
Diária: a partir de R$ 245 para duas pessoas
 

The Classic Hotel

Diária: a partir de R$ 396 para duas pessoas

 

Hilton Park Nicosia
Diária: a partir de R$ 759 para duas pessoas

 

» Para saber mais

Assim como no Brasil, o futebol é paixão nacional no Chipre. Omonia, AEL e APOEL são apenas alguns dos times do país. A liga nacional tem quatro divisões, acompanhada por torcedores aficionados. Apesar de amarem o esporte, os cipriotas nunca tiveram a chance de ver a seleção do país em uma Copa do Mundo.

 

» Planeje sua viagem

Como chegar: por avião, opções de escala entre o Brasil e o Chipre são Milão, na Itália, e Zurique, na Suíça. A partir dessas cidades, é preciso pegar outro voo até a cidade de Larnaca. Por cruzeiro, é possível ir, saindo da Itália, até o porto da cidade de Limassol.

Moeda: euro.

Idioma: cipriota e grego. É fácil encontrar alguém que fale inglês.

Documentos: o passaporte precisa ter, no mínimo, três meses de validade. Não é preciso visto para entrar no país.

Melhor época para visitar: no Chipre, é verão quase o ano inteiro. Apenas no inverno — entre dezembro e março — o turista encontra temperaturas mais frias.

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