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Correio Braziliense

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HOSPEDAGEM

Alugar por temporada traz a vantagem de conviver com os locais

A crise econômica e os gastos do fim de ano levaram os brasileiros a buscar alternativas para acomodação. Deixar de viajar? Nem pensar! Algumas dicas ajudam a evitar transtornos

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postado em 28/11/2016 09:00 / atualizado em 24/11/2016 14:21

Luciana Atheniense , Rafaella Panceri - Especial para o Correio

Arquivo pessoal
 

O número de brasileiros que pretendem viajar no período das festas do fim de ano, férias escolares e carnaval, aumentou para 26,3%, segundo pesquisa mensal realizada pelo Ministério do Turismo no mês de outubro. Em janeiro o índice era de 19,1%. Desses potenciais viajantes, 80,9% preferem destinos nacionais. Isso significa que oito em cada 10 pretendem circular pelo país. A maioria deve se hospedar em hotéis. A pesquisa não esclarece a quantidade de viajantes que opta por alugar um imóvel por temporada no entanto, a alternativa tem sido cada vez mais utilizada por brasileiros e já é comum para turistas estrangeiros.

 

Márcio Cardoso Christ, 55 anos, coordenador de intercâmbio de uma faculdade carioca, é um verdadeiro apaixonado pela profissão. O gosto por recepcionar gente do mundo inteiro em seu apartamento, localizado no bairro de Botafogo, no Rio de Janeiro, começou há oito anos. No início, a família hospedava alunos de faculdades internacionais que iam ao Rio como intercambistas. O tempo foi passando e o aluguel também passou a ser oferecido para gente conhecida, indicada por amigos.


Atualmente, a negociação é feita pela internet, em um site especializado. Márcio conta como é feito o contato com os inquilinos. “Entramos em contato por telefone, via chamada de vídeo, e-mail, e também olhamos o perfil da pessoa nas redes sociais para ver como ela é, o que ela faz. Assim, quando ela chega aqui, temos uma pequena noção do que esperar”. Na primeira semana, a casa funciona em regime de alerta, relata Márcio. “Tento me certificar de que tudo aquilo que colhi de informação prévia é verdadeiro”.


Experiente no assunto, o coordenador dá dicas para quem está do outro lado da tela, à procura de um cantinho para passar férias, um ano de intercâmbio ou apenas alguns dias em outra cidade. “Quando os hóspedes chegam, explico que a cidade pode ser violenta, alerto sobre golpes. É bom ter conhecimento sobre a rotina da casa, saber quantas horas por dia a família fica por lá e também escolher uma boa localização”.
Ele conta que alugar por temporada vale a pena porque gera um lucro significativo. “A procura é maior no Réveillon e no Carnaval. Deixo para fechar negócio no fim de novembro, porque o preço fica mais alto quando está em cima da hora”. Os valores ficam até 40% mais caros, conta Márcio, que finaliza com um balanço sobre experiência de alugar. “Não é só uma questão financeira. É uma coisa que abre portas para conhecer pessoas do mundo inteiro em um nível muito interessante”.


Lucro para o proprietário e economia para o inquilino. Alugar um imóvel por temporada traz a vantagem de conviver com os locais de forma mais próxima, como se fosse um novo morador, e estabelecer uma rotina própria. Por outro lado, não existe a facilidade de consultar o concierge ou o atendente para obter informações sobre passeios, por exemplo. Mas se você decidiu experimentar, é preciso tomar alguns cuidados para não se decepcionar com o local ofertado depois de chegar com malas e expectativas. E lembre-se de curtir o ambiente como se fosse a sua própria casa.

 

O meu e o seu

Lucas Pacífico/CB/D.A Press

» Não confie exclusivamente na oferta feita pela internet ou em anúncios de jornal na hora de locar um imóvel, mesmo que existam fotos.

 

» Caso a oferta esteja veiculada na internet, seguem algumas precauções: contrate o imóvel por meio de um site confiável, imprima uma cópia da tela onde está a descrição do imóvel, arquive os e-mails trocados e confira se a unidade ofertada realmente existe no endereço informado.

 

» O locatário deve se certificar de que negocia com o dono do imóvel ou alguém por ele autorizado. Confirme se a pessoa com quem você pretende fechar negócio é mesmo a proprietária do imóvel.

 

» Antes de assinar, examine se os itens do contrato são suficientemente explícitos e claros quanto à descrição do imóvel e se tudo que foi tratado verbalmente (datas de entrada e saída, forma de pagamento, nome e endereço do proprietário) se encontra discriminado.

 

» O contrato de locação é a garantia, tanto para o dono quanto para o locatário, e por isso é recomendado, mesmo que o período de estada seja curto. Ele deve ser de até 90 dias e conter uma lista de tudo que o imóvel proporciona; não só móveis, mas também utensílios (material de cozinha, por exemplo).

 

» Verifique se na região escolhida existem supermercados, padaria, bancos, farmácia e hospitais próximos. Hospedar-se em lugar deserto e desconhecido é uma péssima ideia.

 

» Se quiser levar algum bicho de estimação, pergunte se o dono do imóvel e o condomínio onde ele fica localizado permitem a presença de animais.

 

» Ao chegar ao imóvel, confira se o sistema hidráulico (chuveiro, vaso sanitário e pia), aparelhos eletrodomésticos e demais produtos estão em perfeito estado de uso, conforme estipulado no contrato. Recomenda-se que essa checagem seja realizada na presença do corretor ou proprietário.

 

» Lembre-se de que aluguel não é uma relação de consumo, ou seja, não é regulada pelo Código de Defesa do Consumidor. Ele obedece a uma legislação própria (Lei do Inquilinato – Lei 8.245/1991).

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