HOLANDA

Amsterdã reserva inúmeras opções de programas diurnos e noturnos

Moderna, vibrante e acolhedora, a cidade tem novidades a cada dia. Na primeira oportunidade, vá até lá. Por enquanto, conheça as dicas do Turismo

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postado em 02/12/2016 09:00 / atualizado em 02/12/2016 15:00

Juliana A. Saad Especial para o Correio /CB/D.A Press

O Turismo separou dicas e diversos passeios para incluir no roteiro. Aproveite e conheça um pouco mais sobre Amsterdã.

 

Rijksmuseum

O Museu Nacional da Holanda contém o principal acervo de arte do país, com obras de Rembrandt, Vermeer e Frans Hals, entre outros grandes nomes. O átrio principal impressiona, assim como o edifício gótico-renascentista projetado pelo arquiteto holandês Pierre Cuypers, em 1885. Obras como a A ronda noturna, de Rembrandt, têm seu próprio corredor desde 1906. A leiteira e a A pequena rua, de Vermeer, e Retrato de um jovem casal, de Frans Hals, são algumas das muitas obras-primas do museu. Curiosidade: o museu foi fundado em 1800 em Haia, como Galeria Nacional, mas em 1808, Louis Bonaparte, o irmão de Napoleão que foi rei da Holanda no começo do século 19, transferiu o Rijks de Haia para Amsterdã.

 

Hermitage Amsterdam

Ancorado às margens do Rio Amstel, no “Amstelhof”, um edifício espetacular de 1681, ele é o maior museu satélite do Museu Hermitage de São Petersburgo, o que garante acesso ao acervo espetacular de mais de três milhões de obras de arte do museu russo e rende mostras impressionantes.

 

Museumplein

A Praça do Museu reúne no seu entorno o Museu van Gogh, o Rijksmuseum Amsterdam e o Museu Stedelijk. Nada mal!

 

Museum Van Loon

Casa de canal impressionante do século 17, a propriedade recentemente renovada pertenceu a um dos fundadores da Companhia Holandesa das Índias Orientais. Explore o belo jardim escondido do museu.

 

Eye Filmmuseum

Jeroen Mejier/Flickr

Localizado em Amsterdam Noord, tem de tudo sobre cinema. O museu reúne um grande acervo (o arquivo holandês de filmes está alojado aqui), salas de cinema e exposições de vanguarda, conjunto embalado em um edifício ultracontemporâneo e fascinante (por dentro e por fora, projeto do escritório de arquitetura vienense Delugan Meissl), pendurado nas margens do Rio IJ. Pra melhorar, abre das 10h à meia-noite. É legal explorar a região e depois rodar pelo Eye e assistir a um filme. Se você adora cinema, arquitetura, design e espaços abertos com vistas, esse é o lugar.

 

Museu Het Grachtenhuis

Fica em um belo palacete à beira de um dos mais sofisticados canais de Amsterdã, o Herengracht. Desde 1663 foi lar de diversos banqueiros e negociantes, exibindo a história dos canais do distrito por meio de exibição multimídia interativa.

 

Museu do Sexo

O primeiro e mais antigo Museu do Sexo do mundo recebe cerca de 500 mil visitas por ano. Tem um grande acervo de estátuas, pinturas, fotos, vídeos e objetos.

 

Minicruzeiro de barco

Juliana A. Saad Especial para o Correio /CB/D.A Press

Faça um belo passeio pelos canais de Amsterdã. Ideal para observar as magníficas casas dos séculos passados e a contemporaneidade das construções modernas que cercam a rede de canais. Fique atento para não perder de vista a Curva Dourada — o canal da Leidsestraat a Vijzelstraat tem o mais belo casario de Amsterdã. O entroncamento da Reguliersgracht com a Herengracht permite uma vista exclusiva das 15 pontes. A Magere Brug, “Ponte Magrela” sobre o rio Amstel, é uma das mais lindas da cidade, com seus arcos, e ganha iluminação especial à noite.

 

Mercado flutuante de flores

Desde 1862 no canal Singel as flores desse famoso mercado são vendidas em barcaças, as mesmas que as transportam até a cidade. Um charme.

 

Nosso Senhor no Sótão (Our Lord in the Attic)

Uma igreja escondida no sótão de uma casa excepcionalmente bem conservada do século 17 (a única que restou das 26 igrejas caseiras toleradas pelo Estado na época), que funcionou de 1661 a 1886 em pleno Distrito da Luz Vermelha. O curador Thijs Boers conta que o fundador, Mr. Hartman, construiu a igreja no sótão de sua casa, junto com um amigo padre, para receber famílias católicas que não tinham como frequentar as missas devido à imposição da Reforma Protestante em vigor à época. Hoje em dia, o espaço ganhou um anexo com um luminoso café e uma sala com símbolos e palavras de paz. Interessante descoberta — independe de religião e vale o passeio curioso.

 

9 Straatjes (9 Ruas)

Juliana A. Saad Especial para o Correio /CB/D.A Press

Entre Leidsestraat e Raadhuisstraat, existe uma área conhecida como as “9 ruas” porque elas se conectam com os principais canais. Este é um dos principais centros de compras da cidade, com pequenas boutiques locais, galerias, papelarias, lojinhas especializadas em queijo e vinho, bares e cafés charmosos. Uma das que mais me chamou a atenção foi a BLGK, uma joalheria artesanal, com delicadíssimas peças feitas a mãos pela holandesa Marit de Koomen. Um achado melhor do que o outro.

 

Casas flutuantes

Juliana A. Saad Especial para o Correio /CB/D.A Press

Há 2.500 casas flutuantes na cidade e conhecê-las é uma maneira muito peculiar de aproveitar o que Amsterdã tem de melhor. No cruzeiro pelos canais veem-se muitas delas. Amsterdã tem até um Museu da Casa Flutuante, montado em um antigo cargueiro, atracado próximo ao Museu Anne Frank.

 

Amsterdam Noord

Juliana A. Saad Especial para o Correio /CB/D.A Press

Pense em um lugar gostoso e tranquilo. Uma área industrial repaginada à beira do Rio IJ, Amsterdam Nood é um dos lugares mais novos e bacanas da cidade. Para chegar lá, basta pegar o ferry boat na Estação Central e atravessar o Rio IJ e, 15 minutos depois, desembarcar nesse distrito cheio de jovens, famílias e amigos que se locomovem de bicicleta. Galerias, bares, terraços e áreas residenciais se mesclam em um bairro generoso e acolhedor. Não deixe de passar uma tarde lá.

 

Red Light District

O famoso Distrito da Luz Vermelha é alvo de inúmeras histórias de turistas pela cidade. Do estudante que teve sua câmera tomada por um proprietário de loja ao tentar fotografar as mulheres nas vitrines aos curiosos de plantão, todos têm algo a contar. Mas a fama que o lugar suscitava não faz muito sentido, já que o corpo nu pode ser visto na telinha de qualquer celular. O que fica é a peculiaridade da região De Wallen, no centro, que desde o século 14 é uma área de sex shops e bordéis. Mas pode-se andar tranquilamente ali, a área é segura e policiada.

 

» Comes e bebes

Restaurant Stork

Alojado no salão cavernoso de uma antiga fábrica de aeronaves, esse grande restaurante de frutos do mar está localizado às margens do rio IJ, em Noord, no parque industrial De Overkant. Peixes, ostras e mariscos saem da grande cozinha aberta e os janelões de vidro refletem o caráter industrial do edifício.

 

Restaurante Juuls
Situado na região De Pijp, chamada “Quartier Latin” de Amsterdã, com seu mix de culinárias de todo o mundo, terraços, cafés e o famoso mercado Albert Cuyp, onde vale dar uma passada. O Juuls é um restaurante com boa comida e ambiente superanimado. A cozinha marroquina é o carro-chefe do menu cheio de boas opções e com bom custo-benefício. Não à toa, vive lotado.

 

Coffeeshops

Juliana A. Saad Especial para o Correio /CB/D.A Press

Sim, Amsterdã tem uma reputação própria quando se trata de coffeeshops e, naturalmente, há quem pense que lá tudo está liberado, mas não é bem assim. Embora os cerca de 200 coffeeshops vendam mais do que apenas uma xícara de café e tenham permissão para vender no máximo cinco gramas de maconha por pessoa, por dia, todas as drogas são ilegais. As pequenas quantidades são toleradas pelas autoridades holandesas e o consumo público é restrito aos coffeeshops.

 

Heineken Experience

Juliana A. Saad Especial para o Correio /CB/D.A Press

A antiga fábrica da cervejaria fica bem no cento de Amsterdã e acomoda atualmente um museu interativo totalmente dedicado à sua história. Duas horas movidas a lúpulo, diversão e muito conhecimento revelam passo a passo como é feita a bebida que move os holandeses desde 1864, quando Gerard Adriaan Heineken fundou a cervejaria que leva seu nome, em Amsterdã. O passeio culmina com uma degustação para lá de animada com as marcas controladas pela Heineken, como a Brand e a Amstel, além de rótulos que nem chegaram ao mercado brasileiro, como a H41. Para completar, você pode trazer uma garrafa de Heineken customizada, com seu nome gravado.

 

» Onde ficar

Hotel de L’Europe

Hotel Leurope/Divulgação

É daqueles hotéis onde nunca dá vontade de fazer check-out. Às margens do canal do Rio Amstel, na melhor localização de Amsterdã, pertinho de tudo. Banheiro revestido em mármore, camas que parecem pluma e muito conforto (som Bose, wifi). E ainda tem o Bord d’Eau, restô com 2 estrelas Michelin e o charmosérrimo Freddy’s Bar, que recebeu esse nome devido ao seu famoso frequentador, neto do fundador da Heineken e bon vivant.
Ah, pertence à família Heineken. Em um mar de cadeias hoteleiras, ele se destaca por ser único e mesclar o estilo clássico ao conforto moderno. Para melhorar, tem a gerente brasileira Fernanda Matsuoka para dar as boas vindas e tarifas especiais para o mercado brasileiro. Entre os hóspedes famosos: Alain Delon, Richard Gere, sheiks árabes e até Mr. Clinton.

 

Hotel Sofitel Legend The Grand Amsterdam

Sofitel Legend/Divulgação

O edifício histórico (de 1578), que em épocas passadas foi convento, casa de hóspedes real, escritório da Marinha e prefeitura, abriga um dos hotéis mais lendários da cidade. A ex-rainha holandesa, princesa Beatrix, mãe do atual rei, casou-se na Câmara do Conselho, bem aqui, em 1966. Perfeito para estadias de luxo. Almoce no Le Petit Bistrot ao ar livre no terraço ou escolha uma suíte para chamar de sua.

 

» Para saber mais

Museu Van Gogh

Vincent van Gogh jamais imaginaria que nos séculos seguintes sua obra seria tão valorizada e que teria um museu para chamar de seu, atraindo mais de 1 milhão e meio de visitantes por ano. O pintor impressionista holandês foi classificado de instável, sofreu muito durante a vida e vendeu apenas uma obra. Mas produziu muito e o museu exibe cerca de 200 pinturas (das 900 que ele produziu), 500 desenhos e 750 documentos entre esboços e cartas.

 

Belíssimas obras pouco conhecidas, como Amendoeira em flor, que van Gogh pintou para o nascimento de seu sobrinho, filho do adorado irmão Théo, ou a fase japonesa do pintor (ele caiu de amores pelo japonismo que invadiu Paris em meados do século 19 e atingiu o ápice na época em que viveu na cidade).

 

As pinturas baseadas em seus estudos das gravuras orientais são tão belas que vão ganhar uma exposição dedicada ao japonismo em 2018 no próprio museu. Ao visitá-lo, você descobrirá também que as pinturas feitas na época em que Van Gogh morou no sul da França (e dividiu uma cabana com o amigo pintor Gauguin, com quem brigava muito) resultaram em obras mais luminosas.

 

E, por fim, admire as obras-primas emblemáticas como Os girassóis, A casa amarela e Os comedores de batatas. O trabalho de Van Gogh está organizado de forma cronológica ao longo de cinco fases de sua vida: Holanda, Paris, Arles, Saint-Remy e Auvers-sur-Oise. A boa dica é visitar o museu pela manhã, emendar no Rijksmuseum bem ao lado e depois passear nas esplanadas do Vondelpark. Segundo o curador chefe do museu, Edwin Becker, o objetivo iconográfico do museu é “colocar Van Gogh em contexto com seu tempo e mostrar que ele não era um ermitão. Que conversava com seus colegas, ia a exposições, consumia arte... Enfim, era um artista em busca de diálogo”. Objetivo conquistado em um dos museus mais interessantes da cidade e dos mais visitados da Holanda.

 

» Anote aí

O city card I amsterdam (transporte e principais museus e atrações) é um cartão integrado superconveniente, que permite que se aproveite bem a viagem. Com ele, a entrada é gratuita nas principais atrações da cidade e acesso grátis ao sistema de transporte público (bondes, ônibus, metrôs e barcas). Pode ser comprado online ou nas lojas da I amsterdam pela cidade (estação central de Amsterdã ou aeroporto de Schiphol). Disponível para 24 horas (55 euros), 48 horas (65 euros), 72 horas (75 euros) e 96 horas (85 euros). O Amsterdam Travel Ticket é o passe apenas de transporte, para que se possa locomover por Amsterdã partindo de Schiphol. Oferece um bilhete de ida e volta de trem para o aeroporto e viagens ilimitadas em todos os meios de transporte público da cidade. Disponível em três versões: um, dois e três dias, por 15, 20 e 25 euros, respectivamente.

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